Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 25 de agosto de 2013

GOLPE MILITAR EM SETE DE SETEMBRO

Nacionalismo. A doença infantil da pequena burguesia
Se tivéssemos mesmo as portas de um golpe militar, não saberíamos  Os atos de tomadas de poder são silenciosos, sorrateiros e mesmo na antessala do ato, os artista são discretos. O fato é que não há conjuntura plausível para isso.

OS BOATEIROS E OS SEGUIDISTAS

Foi preciso dar uma pausa nas publicações dos Princípios Operantes da Revolução Brasileira, a fim de esclarecer aos camaradas e companheiros que me questionam, sobre um possível golpe militar no próximo dia sete de setembro.

Em primeiro lugar, e preciso fazer uma análise minuciosa sobre a atual conjuntura do país. O governo conciliador do PT abriu as comportas dos benefícios para a burguesia nacional e internacional. As instituições bancárias, principal suporte do capital, nunca estiveram melhor e mais sólidas. A liberação de recursos do BNDS para financiamento das oligarquias industriais, inclusive internacionais, pasmem, marcou durante o governo Lula e Dilma, o norte ideológico do gerenciamento de Brasília.

O governo reacionário de FHC distribuiu mais terras para a reforma agrária do que o governo Lula. Isso agradou as oligarquias latifundiárias incluindo empresas transnacionais que detém milhões de hectares de terras férteis no país. A Igreja nunca teve em sua história, um espaço político e financeiro tão seguro quanto tem hoje. O vaticano está feliz com curso que segue o Titanic Brasileiro. A Santa Sé tornou-se patrimônio nacional. Sem a Igreja e a Burguesia, as forças armadas mesmo descontentes não tem autorização para dar um golpe de Estado. Pois elas são parte ideológica do ciclo do capital.

As indústrias Americanas e Europeias encontram no paraíso Brasileiro, quase que total ausência de protecionismo governamental para suas atividades lucrativas. Elas quando não atuam na produção fazem a especulação financeira, causando danos a industria nacional. O banco central esta nas mãos da grande burguesia.

O único confronto aberto de caráter de classe que se viu foi a polêmica da contratação dos médicos Cubanos. O que não causa impressão ou desconforto às oligarquias internacionais. Até por que a experiência de longa data da atuação desses profissionais da solidariedade em outros países, não provocaram mudanças políticas, de governo ou de regime nos países em que atuam. Portanto esse complicador não provoca a mínima possibilidade de golpe, até por que se trata de luta política, o que naturalmente o capital internacional e até a burguesia nacional entende perfeitamente.

O capital prefere navegar em águas tranquilas, e Brasília é um porto seguro. Por qual motivo se trocaria a gerencia do país, provocando um tumulto que levaria a bilhões e até talvez a trilhões em prejuízo? Ninguém ganharia com essa conjuntura.

O que se passa na nano-disseminação deste boato na mídia, é por que uma fração da burguesia conservadora, diga-se pequena burguesia, deseja reconquistar espaço perdido com as mudanças de valores de classe, propiciado pelas lutas travadas antiracistas, e fascistas. No entanto, ela não possui autoridade muito menos autonomia e estrutura para organizar um golpe e Estado. Essa fração descontente, está sujeita às frações maiores e determinantes; Com poder de decisão. A "arruaça" que a pequena burguesia pretende fazer neste sete de setembro é um golpe sim, mas de marketing. A imprensa burguesa não perderá a chance de alardear e tergiversar as informações para ver no que vai dar.
Os caras pintadas. Rebeldes sem causa

Se tivéssemos mesmo as portas de um golpe militar, não saberíamos! Os atos de tomadas de poder são silenciosos, sorrateiros e mesmo na antesala do ato, os artista são discretos. O fato é que não há conjuntura plausível para isso. Portanto o melhor que se deve fazer é não se comportara com um seguidista de boateiros, e aprender a analisar a conjuntura de forma de sua realidade objetiva. No mais, é só apreciar nas ruas nesse sete de setembro os caras pintadas pequenos burgueses, que parecem querer retornar como rebeldes sem causa.