Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 30 de dezembro de 2012

A PERIGOSA ESTRADA DA CONCILIAÇÃO

Conciliadores de classe

UM OLHAR ALÉM DA CURVA

   O proletariado nacional não teve nada a comemorar em dois mil e doze. Aliás, nos dez anos como um todo no governo petista. A ala revolucionária desse partido, nada pôde e nem pode fazer para mudar a construção da monumental e sinuosa estrada do capital com seus desvios e curvas perigosas. Lula e José Dirceu, longe de serem revolucionários, encabeçam a maior trama burguesa já vista depois do golpe de mil novecentos e sessenta e quatro, contra a democracia e os trabalhadores. Nem mesmo o governo de FHC foi tão conciliador
     A venda da força política proletária das massas por um prato de lentilha arrefeceu, como um todo, um processo em construção para libertação das massas proletárias. O loteamento da maquina burocrática foi à estratégia concebida dessa trama. Por um lado, os ministérios de ponta do capital ficaram com a burguesia; e para as massas, os que representam a social democracia. Na verdade, uma espécie de versão desbotada do socialismo, inventada pela democracia burguesa.
     Como resultado prático, tornou-se impossível viver com seiscentos e vinte e dois reais de salário mínimo. O índice de analfabetismo cresceu espantosamente, e os jovens entre quinze e vinte e cinco anos analfabetos já passam de quinze milhões. Curiosamente o déficit habitacional continua em quinze milhões também, e isso já fazem três décadas. O programa minha casa minha vida do governo conciliador, não passa de um financiamento a preço de mercado, o que se pode encontrar mais em conta comprando uma casa simples de algumas empresas privadas. De cada dez estudantes universitário, apenas um consegue concluir o seu curso. No entanto, os proprietários das universidades que são financiados pelo governo, estão cada vez mais ricos e poderosos. Quanto ao índice de violência causada pelo desemprego em massa, não se faz necessário referenciar  pelo fato de que a imprensa burguesa já faz esse papel de divulgação, atendendo a determinada ala da burguesia interessada nesses desvios da estrada construída pelos conciliadores.
    O IDH Brasileiro continua em quarto na  América Latina, ficando atrás de Cuba,    em contradição com o crescente PIB da economia; que já é o sexto do  mundo! Podemos ainda fazer referencia   ao baixo nível de ensino e o continuo descaso na saúde, a despeito das   propagandas divulgadas, a   preço de ouro,  drenado dos cofres públicos, para as famílias proprietárias das privilegiadas e nada democráticas telecomunicações.

A cega e impiedosa justiça popular
     A reta da    estrada traçada pelo governo burguês culmina, em uma curva  perigosa para   a  própria elite   governamental   e a aristocracia sindical. Pois o   silêncio das  lideranças  sindicais das centrais pelegas, comprado a preço de   diamante das terras indígenas, pode liberar um grito contigo do proletariado, sufocado goela  abaixo por um verso de hipocrisia numa poesia sem rimas. O  resultado a  historia já conhece e muito bem. Ele  é pautado por uma    revolução sangrenta sem espaço para  conciliações. Pois   a mão firme,  justa  e    cega do   trabalhador espoliado,    executará sem piedade a sentença, de forma rápida, para não   dar tempo   ao coração  complacente e   piedoso,  absolver com o perdão, os algozes do povo.
     Se a história da construção vicinal do processo revolucionário contemporâneo, for um conjunto de versos e prosas na visão dos conciliadores de classes, melhor seria então que se matasse o poeta, pelo bem da poesia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A REPUBLICA BURGUESA

O Burguês Republicano
NADA A COMEMORAR

   Nem sempre a raça humana viveu sob a égide de Estados constituídos. Houve no passado, lideranças legitimas e respeitadas de dirigentes natos, que governaram sob a voz da maioria em suas tribos, sob a ótica do respeito. 
   No momento em que a dialética humana reclamou para si a proliferação da raça, e a produção de riquezas, grupos se organizaram em disputas, o que levou a necessidade da criação de Estados, a fim de que os antagonismos fossem dirimidos e a conciliação entre grupos fossem promovidas. Ora, se os Estados foram constituídos para dirimir as contradições de classe, e conciliar o seu antagonismo, se mostrou ineficiente em sua própria existência, porque se houver conciliação, não haverá necessidade de um Estado. Com isso, ele se anula em si mesmo.
   O fato é que o surgimento desse complicador repressivo, na vida do proletariado mundial, foi em  beneficio de classes dominantes sob pena da escravidão trabalhadora.
   Hoje comemoramos no Brasil, a proclamação da República Burguesa que enterrou a Monarquia. Já se passaram mais de cem anos de conciliação de classes, e o resultado continua sendo fome, desemprego e analfabetismo. Se a Monarquia absolutista foi um mal para os trabalhadores, a tal república que prometia mudanças, se mostrou extremista e escravagista. 
   Em seu processo de constituição, os únicos avanços de fato que se viu, foi a solidificação do capital enquanto política financeira. Vimos também o enriquecimento de uma classe com privilégios oriundos da produção de milhões de proletários, a burguesia. Formada por capitalistas, Industriais, Latifundiários, Miliares,  Burocratas e políticos, essa classe dominante, mantém a ferro e a fogo o seu estado constituído. 
   Com adornos de democracia, eles instituíram o sufrágio universal, que leva inevitavelmente a eleição dos mais ricos ou aqueles que são patrocinados por eles.
Fruto da República Burguesa
   A questão em foco, é que o trabalhador necessita de uma visão critica a fim de que possa reconhecer seu estado de escravidão assalariada perpetrada por décadas de exploração de classe. Reconhecer que a tal republica burguesa nada lhes trouxe de beneficio, e da mesma forma violenta como foi constituída, deve ser derrubada, para que os filhos da labuta possam em fim, desfrutar da riqueza que produzem em um novo estado proletário, sem ter que dividir com parasitas governamentais.
   E por fim, estar ciente de que o Estado Burguês veio apenas para legitimar o domínio de classe e a opressão, em que estamos submetidos. 
    Está tudo ai para quem quiser ver.


domingo, 14 de outubro de 2012

UM PONTO ABERTO NA ALMA

A revolta oculta dos oprimidos
UMA CHAGA MAL CURADA

   Já se passaram sessenta anos. Este é o tempo de vida de Emanoel, um trabalhador que como milhões de outros, serviram ao sistema e  ajudaram a enriquecer o patronato. Foram anos de dedicação até que sua energia vital se exauriu e ele foi descartado, como uma caixa vazia e sem vida. Eu o conheci em Porto Velho numa tarde onde passeava no Museu da praça Madeira Mamoré. 
   Contando sua história de vida, ele falou que teve dois filhos que seguem pelo  mesmo caminho do pai. Sem estudo e sem profissionalização, eles também são o tipo ajudante geral. Foram de fato  gerados apenas para servir, para mover a maquina do sistema, a fim de que outros possam desfrutar de conforto e qualidade de vida que a tecnologia proporciona. 
   Ele não revelou abertamente uma grande revolta de seus patrões, até elogiou o último que o dispensou, pelo fato de ter adoecido com uma enfermidade que lhe requeria repouso e medicamentos. "ele foi muito bom comigo". Expressou. Em sua inocência, ele ainda vê o patrão "como um pai", por ter comprado medicamentos que  possibilitou a sua recuperação. Mas ao mesmo tempo sente que a diferença na qualidade de vida se acentuou ao longo dos anos. Ele sabe comparar o avanço dos filhos do patrão e a estagnação dos seus, "eles não tinham tempo pra estudar, era só trabalho, tinham que ajudar, então cresceram burro de pai e mãe". Expressou.
   Ele me mostrou um jogo da mega sena que  fez. Sua esperança no bilhete premiado, se confundia entre as rugas formadas  em seu rosto envelhecido, não apenas pelo tempo, mas pela falta de nutrientes e excesso de trabalho com puco descanso. Sua expressão cansada, revelava em oculto, segredos de uma vida sofrida que só a ele pertence. E a tal esperança em ficar rico com a jogatina, ele divide com milhões de outros trabalhadores cansados pelo pais afora. Ele espera e seus filhos também. Provavelmente seus netos vão compartilhar dessa espera que não chega, e que por certo não chegará. Seu Emanoel é só mais um proletário dentre a grande massa produtora em torno do mundo, que existem apenas para servir e enriquecer uns poucos burgueses.
   De fato foi curada a ferida do seu corpo com adornos de bondade patronal, fazendo-o crer que viveu amparado, protegido, sob uma falsa sensação de plena  liberdade democrática. Ele se dizia conformado, mas no espelho dos seus olhos eu podia ver claramente, brotar em sanguinolentas gotas de silencio, a mortal revolta dos oprimidos, de uma chaga mal curada, num ponto aberto de sua alma.

domingo, 7 de outubro de 2012

DO OUTUBRO VERMELHO

Lenin e o outuro vermelho
AO OUTUBRO ROSA

    Mais uma vez a burguesia internacional se faz presente na tergiversação da história. Essa prática possui um caráter cientifico; pois, torna-se quase impossível apagar um fato histórico, é mais prático substituí-lo. 
    Um grande exemplo dessa prática, foi o onze de setembro ocorrido no Chile em mil novecentos e setenta e três.  Liderados pelos Estados unidos,  os militares bombardearam e destruíram o palácio presidencial matando Salvador Allende, o primeiro presidente socialista das Américas, vitorioso nas urnas dentro do processo eleitoral democrático burguês. Até pouco tempo esse evento era comemorado no mundo inteiro, tornando-se um calo no calcanhar da Burguesia internacional. Como não pôde ser apagado, ele foi substituído pelo onze de setembro de maior apelo emotivo, com a destruição das torres gêmeas nos EUA. Este novo evento  ganhou  o apoio da imprensa mundial, num esforço coletivo de tergiversação Histórica.
   Um outro acontecimento de grande envergadura, foi o Outubro Vermelho. Acontecido no século passado, em mil novecentos e dezessete, na Rússia, onde os trabalhadores liderados por Lênin, assumiram, em um processo revolucionário, o controle das riquezas do estado burguês. Esse exemplo influenciou o proletariado mundial, e outras revoluções começaram a ser construídas em diversos países inclusive no Brasil, tornando-se um evento internacional.
   Este outro calo no calcanhar da burguesia  precisava ser exterminado, ou substituído. Então, em 1990 em Nova York, o movimento simpático contra o câncer de mama  ganhou o nome de Outubro Rosa. Era isso que a burguesia esperava, um substituto popular para o Outubro Vermelho. Esse movimento poderia ter sido chamado de Março Rosa, já que é esse o més das mulheres. O projeto é importante, erradicar o câncer de mama. Esse mal que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Mas o apelo social e de saúde não suplantam o apelo revolucionário para libertação da raça humana das mazelas criadas pelo capitalismo. Inclusive o descaso de seus governos à saúde feminina, citando-se o próprio câncer de mama.
A Burguesia e o Outubro
Rosa 
   Agora,  a pequena burguesia animada com a renovação de ideias banais, se movimenta como peça de um xadrez, levada a reboque pelos senhores do capital, em grandes manifestações e passeatas pelo novo Outubro. Grande parcela do proletariado desinformada, segue também esse rumo sob os fortes apelos midiáticos. Trocar um evento revolucionário por um apelo de saúde, é no minimo uma arrogância; no entanto,  parece ter sido um negocio lucrativo para os senhores do capital, que com sucesso, comovem os incautos, e tergiversam  mais uma vez a Historia revolucionaria do proletariado mundial. 

sábado, 22 de setembro de 2012

SATANÁS PORTO VELHO E CUSCUZ

Satanás, mito criado pela igreja.
ENTRE A CRUZ E A ESPADA   
A Igreja é sem dúvida o maior aliado do Estado Burguês. Cabe a ela, como um micro estado, e tendo a religião como fundamento, disputar a consciência do proletariado contra a revolução. Ela inibe a evolução intelectual do trabalhador o induzindo à mesmice, ao obscurantismo e ao conformismo. É preciso respeitar e aprender a lidar com essa instituição. Ela cria mitos, molda culturas, insere na força vital do proletário uma falsa esperança de um novo porvir. Dentre os mitos criados, nenhum se compara aos do Nordeste. Por coincidência ou não, é uma das regiões mais pobres do Pais, e com um alto índice de analfabetismo.
    Além do grande temor que aquela região tem de Satanás, uma outra figura -além do Estado-, aterroriza a vida do trabalhador. É Cuscuz, Um cão que tem no inferno! Reza o mito que ele é pior do que o próprio Satanás, que sua maldade com as almas condenadas vai além da imaginação, Por esse motivo é aconselhável a se pegar com um santo muito forte, para que haja algum tipo de negociação no pós vida, caso o infeliz tenha como destino o inferno. Existe alguns extremos. Quando o moribundo está próximo da extrema unção e se tem a certeza de que o seu destino não será o céu, pela vida de devaneios que levou, se acende uma vela preta, no intuito de agradar a Satanás para que o infeliz não caia nas mãos de Cuscuz. É uma ironia para o trabalhador. Além de sofrer em vida com o descaso do poder constituído pela burguesia, ter que escolher o seu torturador no pós vida.
    No dia sete de outubro, ainda em vida, o trabalhador Porto-velhense também terá que fazer uma difícil escolha, entre Lindomar Garçom (PVH), e Mauro Nazif (PSB), como seus tutores. Se vão acender uma vela preta ou contar com a sorte, é escolha e cada um.

domingo, 26 de agosto de 2012

A INOCENCIA DOS CULPADOS

O Hades do Ministro
Joaquim Barbosa
DE VOLTA AO CRIME

   Antigamente na mitologia grega, os mortos tinham um lugar pré-definido para ir após a vida. O Hades! Na verdade esse era o submundo, onde  o irmão de Zeus foi condenado por ele, à governa-lo. Um lugar sombrio por onde passava todas as almas dos homens para serem julgadas pelos pecados cometidos. Os julgados poderiam ser absolvidos, onde teriam um lugar aprazível para viver. Os Campos Elísios  La eram ajudados e supervisionados por outro deus, Tântanos. Se culpados, iriam para o Tártaro sofrer por toda a eternidade, torturadas por Eríneas. O Tártaro era  o lugar mais obscuro das profundezas, onde estavam aprisionados os Titãs, derrotados pelos deuses.
   Hoje, as coisas mudaram um pouco. O homem conseguiu superar tanto os Titãs quando os Deuses, tomando para si o julgamento e a condenação. Libertando e condenando. Parece que por esse motivo vemos constantemente os inocentes sendo condenados e os culpados inocentados, -Afinal não temos a onisciência dos Deuses- a diferença é que a justiça dos Deuses foi substituída pela moeda de troca do capital. Para ser inocentado é necessário por exemplo, no caso de um crime financeiro, roubar muito, afim de que, sobre um pouco para a oferenda da justiça. Então, o crime será perdoado e em vez do Hades, os Campos Elísios será o lugar de repouso do criminoso inocentado.
Os Campos Elíseos do
Ministro Ricardo Lewandwski
   No passado, um Deus poderia desfazer a condenação ou bençãos de outro Deus, dependendo da oferenda oferecida, o que não é tão diferente entre os deuses modernos do STF. O Ministro Joaquim Barbosa votou semana passada pela condenação ao Hades, de Marcos Valério, João Paulo Cunha, Ramom Rollerbach e Cristiano Paz. Quem ofereceu a oferenda não se pronunciou. Uma outra oferenda, dessa vez mais valiosa parece ter sido oferecida para  o Ministro Ricardo Lewandwski.que absolveu os culpados, e os transferiu  para os Campos Elísios.

domingo, 15 de julho de 2012

POR QUEM MENTE DILMA ROUSSEFF

Por quem ela mente

O DRACMA DA BAJULAÇÃO

   Estive revendo o discurso da Presidente Dilma para os Trabalhadores Brasileiros. Busquei uma comparação com os outros presidentes que a antecederam, e vi que o norte é o mesmo. Não diferencia do seu objetivo que é fazer o proletariado viver de falsas esperanças. As criticas ao setor financeiro são essenciais para um governo Neo Liberal. Elas dão uma aparência de força, compromisso com a classe trabalhadora. A famosa redução de impostos às empresa para poder "gerar mais empregos" também é fundamental. Isso tira do governo a responsabilidade pelo fracasso de seu projeto de desenvolvimento social, dando folego para a renovação do poder. 
    O projeto assistencialista do PT, no governo Dilma, é a continuação do projeto do governo Lula, e que na verdade é uma cópia da Social Democracia de Fernando Enrique Cardoso, que teve seu inicio com o corrupto Fernando Collor de Mello. O período Collor que foi o marco da abertura econômica arquitetada pela Burguesia Internacional, a fim de fazer do Brasil um território livre para a renovação do capital. Tendo em vista seu potencial populacional, territorial e de reservas naturais. Com esse intuito, se arquitetou no estrangeiro a derrubada da ditadura militar que já havia cumprido seu papel servil de contenção das forças progressivas
    Passados vinte e três anos do inicio da tao sonhada Democracia Burguesa, ainda não se conseguiu uma distribuição de renda à contendo, apesar do PIB já atingir Cinco Trilhões de Reais. Se formos dividir pelas cinquenta milhões de famílias, isso daria uma renda per capta de cem mil reais por ano, ou seja, teríamos um salario médio de Oito Mil e Trezentos Reais por família. O que a meu ver, mudaria radicalmente a conjuntura da sociedade, a qualidade de vida e o nível social do trabalhador. No entanto, para que isso possa acontecer, é necessário derrubada do capital, que por sua vez sustenta o Governo Burguês, ou seja, necessariamente o tal governo Democrático Burguês teria que ser erradicado, e a única forma de fazer isso seria através e um processo revolucionário, onde o proletariado assumiria a administração da riqueza que ele produz, e faria uso e fruto diretamente dela, sem precisar de intermediários.
O Dracma da bajulação à Burguesia
    A critica aos bancos privados não passa de mera cortina de fumaça. Até porque uma economia não necessita de bancos privados. A únicas função dessas instituições do capital, é pegar o dinheiro do tralhador e agiotar, especular com empréstimos lucrativos. Ora, venhamos e convenhamos, por qual motivo eu daria meu dinheiro a uma tal pessoa e em seguida pegaria de volta pagando a ela juros por um capital que já me pertence? Isso é me parece meio irracional. Quanto a fração burguesa do empresariado escravista, a redução de impostos praticados com o intuito de ajuda-los, para que possam gerar mais empregos,  já fazem quase três décadas, e o número de desempregados aumenta a cada ano. Tem algo errado com essa matemática. Melhor seria trocar o fabricante da calculadora. Quanto a bajulação à burguesia, escreveu o pensador Foucault: "é a moeda falsa que só circula por causa da vaidade humana."

domingo, 24 de junho de 2012

A FLOR A FONTE E O CACHOEIRA

E a fonte sonora e fria rolava levando a flor
O CONFLITO 
INTER-CLASSE

   Eu estava hoje considerando os rumos do conflito interno, vivido pela burguesia brasileira no caso Carlos Augusto Ramos. o Carlinhos Cachoeira. Esse conflito dentro da classe dominante, se dá única e exclusivamente, por não conseguir atender a todas as variantes, e seguimentos interessados na acumulação de capital, oriundo da riqueza produzida pelo proletariado, cuja detenção e poder é o estado democrático burgues.
    O conflito de interesses, vai desde pequenos empresários, passando pelas politicas regionais chegando até aos ministérios, levando a reboque também, o poder judiciário. É curioso ver os homens honrados do passado envolvidos em relações promiscuas no presente. Eles foram juízes da boa conduta, como o governador de Minas Gerais Aécio Neves, cotado um dia, até mesmo como presidente da República. Ver o próprio Ex-presidente Lula visitando altos escalões do Poder Judiciário para tentar "contornar a situação", ver homens como Roberto Gurgel, agora Procurador da Republica tentando fazer vistas grossa para evitar maiores traumas, à fração da burguesia que se vê em apuros.
   O mais curioso de tudo, é ver que a fração burguesa não beneficiada com o propinauto de hoje, é quem move montanhas para condenar os condenáveis. Por certo ela será réu em outros processos amanhã, movido pelos que serão excluídos das oportunidades futuras, hoje. Eles os que se arvoram juízes da boa conduta, ética e moral, com certeza estarão amanhã no banco dos réus, seja, Lord, Juiz, Empresario ou Plebeu. Assim de uma forma elíptica, segue a dialética histórica da formação, e constituição da sociedade de classes.
    Buscando uma natureza mais pura para meus próprios pensamentos, comprometidos demais com com diversos conflitos, relembrei Vicente de Carvalho na época da educação infantil, quando tínhamos que decorar versos e poesias, bem como pintar quadrinhos em tela.


A FLOR E A FONTE

"Deixa-me, fonte!" Dizia a flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria, Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!" Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte... Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria, com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria, corria levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho, balanços do berço meu;
Ai, claras gotas de orvalho caídas do azul do céu!"...
Chorava a flor, e gemia, branca, branca de terror,


E a fonte, sonora e fria, rolava levando a flor.

"Adeus, sombra das ramadas, cantigas do rouxinol;
Ai, festa das madrugadas, doçuras do pôr do sol;
Carícia das brisas leves que abrem rasgões de luar...
Fonte, fonte, não me leves, não me leves para o mar!"...

As correntezas da vida e os restos do meu amor
Resvalam numa descida como a da fonte e da flor...


Prometheus acorrentado
 por Vulcano 
    Nem mesmo a flor do sistema burgues é capaz de deter a fonte caldorosa do capital que deságua no Cachoeira, regando com propinas o mar da burguesia. Lutar contra sua natureza promiscua, é querer interferir no curso natural da dialética capitalista, e isso é como tentar em vão libertar Prometheus, acorrentado por Vulcano em uma rocha, a mando do despótico soberano, Zeus.



domingo, 17 de junho de 2012

A ARTE DO CAPITAL NA BOLA

A FARSA DO LEGADO DA COPA
Garrincha e Pelé
o futebol arte

   Confesso que o futebol não é o meu esporte predileto. Eu não jogo bem, e nem tenho aquela paixão de "todo brasileiro". Mas quando o assunto envolve dinheiro público disfarçado de investimento, chama a minha atenção e torna-se passivo de considerações.

    Como nasci em sessenta e quatro, tive que conviver com a euforia da "arte do futebol brasileiro". Essa modalidade esportiva foi se tornando a menina dos olhos do sistema. Tornou-se uma espécie de "ópio do povo". O Brasil era o pais do futebol, aliás o único país que praticava essa arte em campo, pois na Europa, os times organizados já usavam a ciência do uso do espaço físico em campo, bem como a distribuição organizada dos atletas, para responderem com mais desempenho. Para os Europeus, o importante seria a vitória e não o esporte em si. A vitória representava lucro, que por sua vez, significava novos investimentos. 

    A técnica Européia se baseava em laçamento de bolas altas, ganhando rapidamente os espaços em campo. Por sua vez, o futebol brasileiro investia na arte individual do drible, fazendo os torcedores delirarem nas arquibancadas. Os grandes representantes dessa modalidade, foram Garrincha, Pele, Rivelino e muitos outros. Apesar desse estilo representar melhor o esporte, estava fadado a superação pelo simples fato de que, o mundo e a arte se preparava para ser englobado no projeto capitalista de que tudo pode ser lucro. O estilo Europeus venceu, e o Brasil aos poucos foi abandonando sua arte em favor do capital. Foi uma forma de sobrevivência do Esporte nacional.

    Com a "criação da FIFA" em mil novecentos e vinte e quatro, se viu o fortalecimento desse esporte na massa proletária de "todo o mundo". E inevitavelmente a participação financeira dos governos interessados em propaganda política. Falar mal da FIFA hoje, ou condenar investimentos com dinheiro do trabalhador, pode destruir qualquer intenção política de um homem. Não é a toa que o orçamento da FIFA para esta copa, está orçado em trinta e oito bilhões. Estamos falando do orçamento oficial que é para Inglês ver. Porém o oficioso...esse o trabalhador não pode ver. Normalmente ele é duplicado ou triplicado.

    Os representantes da burguesia tentam justificar investimentos tão altos, no que eles chamam de Legado da Copa. Ou seja, afirmam que esses eventos trazem toda uma infra-estrutura para a o trabalhador. A prática é diferente. Nos jogos Pan-americanos, a imprensa burguesa divulgou fartamente essa farsa de legado do Pan, e o que vimos no final da contas, no Rio de Janeiro, foi que muito pouco ficou de prático desse investimento vultuoso, e não resta mais nada. Da mesma forma está sendo propagado Legado da Copa. No final das contas, apenas a burguesia sai beneficiada com sua empresas. As empreiteiras são a menina dos olhos dos caciques da política e do capital. Estádios são construídos e reformados sempre com super faturamentos. Rodovias são recapeadas e ou construídas com baixa qualidade, numa maquiagem que não duram dez anos. O importante é o "capital girar". De referência nas mãos da burguesia.

    João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, se referiu aos recurso bilionário como sendo "recursos não contabilizados". Ou seja, recursos oriundo da corrupção. E pasmem, isso é legal!

A ganância da FIFA
    De resto o legado que fica para o proletariado, é o desgosto de volar para casa depois de um pequeno período de euforia, e ver a geladeira vazia. Ir ao mercado e ter que desembolsar três reais  para comprar uma duzia de ovos, que há alguns anos atrás custava sessenta centavos. É ter que enfrentar filas intermináveis para ser atendido num hospital público. É ver seu filho terminar o ensino médio sem saber localizar no mapa do mundo o pais em que mora, devido ao baixo nível do ensino. É esperar por um mísero aumento de salário anual, que logo será devorado pela inflação. Ter que conviver com a violência crescente e proporcional ao aumento pobreza e do desemprego. Conviver também com a violência estatal através do seu braço armado, a policia militar e as forças armadas, como vimos recentemente no Rio de Janeiro.

    De resto, bola no campo e Skol na garganta. Pode ser Antártica, Brahma, Cintra ou quem tiver a propaganda mais arrojada.

    De legado em legado, vive de ilusão o trabalhador. Vive a espera do que não virá, e em sua passividade, ensina a seus filhos a esperar também. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

UMA MENTE BRILHANTE


Ratzinger
Líder católico
ENTRE  A DESILUSÃO E O SONHO

   No ultimo dia 26 de março, o líder da corporação Católica, Joseph Alois Ratzinger ( bento XVI) visitou Cuba. Antes mesmo de sua chegada à Ilha, dirigiu fortes criticas ao sistema politico socialista escolhido pelo povo cubano, logo após a vitoriosa revolução de 1959 que derrubou o ditador  Fulgêncio Batista, apoiado pelos EUA. 
    Em sua crítica à democracia popular cubana, o dirigente católico utilizou de arrogância ao afirmar, que a ideologia marxista "já não corresponde à realidade" e "deve encontrar novos modelos". Fico a considerar sobre qual realidade Ratzinger se referiu. Se a realidade burguesa a que ele representa ou a realidade proletária das massas oprimidas e escravizadas pelo trabalho assalariado. Caso ele tenha se referido a sua própria ralidade e a sua classe, eu até concordo, pois a opulência em que vive com seus iguais é antagônica a realidade da segunda. Que vai de pobre à miserável. 
    Quanto a um "novo modelo" citado, soou mais como uma autocritica, o que eu acredito que não foi, pelo menos deliberadamente. Pois a ciência até hoje só encontrou três modelos de sistemas: O Capitalismo com Adam Smith, cuja máxima retórica do liberalismo diz: "O preço das mercadorias devem descer e os salários devem subir". O que não aconteceu durante duzentos e noventa anos de experiência. Pelo contrário, o que desceu foi a qualidade de vida e subiu a desigualdade e miséria em todo mundo. O segundo sistema, o Anarquismo de Proudhon ainda não foi experimentado. Seria a auto-gestão do homem. Sem governo, baseado na livre consciência. E finalmente o Marxismo, que se divide em duas etapas: O Socialismo e o Comunismo. "De cada qual segundo sua capacidade; a cada qual segundo suas necessidades". 
    Convém lembrar que a ilha Cubana ainda não vive a experiência Comunista, é a penas uma sociedade Socialista. Por esse motivo, eu confesso que não entendi a proposta de mudança. Teria sugerido o avanço para o comunismo, ou a volta da escravidão capitalista à ilha? fico a pensar porque os Cubanos abririam mão do seu desenvolvimento social, e liberdade conquistada a preço de sangue, para retornar a uma experiência fracassada no pais. Seria desejo do dirigente católico o retorno da fome e miséria como no passado? da prostituição generalizada? do analfabetismo em massa? não creio que esse seja um desejo cristão professado pela dita autoridade religiosa. Prefiro pensar que foi um equivoco em sua dialética.
    Joseph Alois Ratzinger  é um homem muito inteligente. Fala seis idiomas enquanto eu mal falo o português. Ele tem formação acadêmica e uma visão de mundo peculiar a função que exerce. Alguns o acusam de Nazista, mas hoje eu prefiro pensar que ele de fato serviu ao exercito de Hitler por ter sido forçado ainda jovem. Acredito que essa não seja sua ideologia. No entanto, ele sabe que não é um santo homem como milhões de fieis imaginam que seja. Ele sabe também que não representa nenhuma divindade mitológica, e que sua função no mundo, hoje, é a mesma dos seus antecessores: Manter a corporação católica no poder e ampliar o domínio da consciência humana, através do medo e da boa fé dos alienados. Por essas e outras, é que ele luta pela derrubada da democracia e liberdade conquistada por cuba e outros povos. Para destruir de vez "um fantasma que ronda não apenas a Europa, mas o mundo. O fantasma do Comunismo". Fantasma esse que ameaça o seu poder, de sua corporação religiosa, e de seus pares.
Karl Marx
Teórico comunista
   São duas mentes brilhantes: Ratzinger e Karl Marx. A diferença entre as duas é que uma representa o velho e ultrapassado, o idealismo capitalista que defende a exploração humana e o escravagismo assalariado. A segunda,  a ciência socialista que desvenda a realidade objetiva do ser, juntamente com o materialismo que o cerca, e o liberta da dependência metafisica do primeiro. As duas mentes, brilhantes, antagônicas, lutam e disputam a consciência entre si. Mas o curso natural da dialética , mostra que em determinado momento do processo, o velho é vencido pelo novo. Como uma folha sem vida que despenca da arvore para dar lugar a uma nova, robusta e viçosas. Espero sinceramente que a mudança sugerida tenha sido para o novo, pois se foi para o retorno do velho, amargaremos um  filme já rodado pela historia, a renovação do movimento dialética do capitalismo. Morrendo os desiludidos e nascendo novos sonhadores. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O PODEROSO THOR

O Assassino  Thor
filho de Eike Batista
OS RICOS SERÃO PERDOADOS   

    Se bem me lembro, quando eu tinha aproximadamente oito anos, Thor, o Deus do trovão, era o meu super-herói favorito. Fruto da mitologia Nórdica, ele é filho do grande Odin, Deus da guerra, da sabedoria. Senhor de Asgard, seu castelo se chama Valaskjalf.. Odin governa com sua esposa Frigg. Thor era tão respeitado pelos humanos que os próprios Vikings se auto-intitulavam "O povo de Thor". Ele carregava um poderoso martelo, o Mjollnir. Feito pelos Anões, e portava magia. Quando Thor o arremessava contra seus inimigos, ele tinha um impacto de quinhentos mil quilos, e retornava para sua mão em seguida.
    Essas doces recordações da infância, acabam retornando na vida adulta, diante das grandes contradições que nos deparamos dentro da organização social formada pela democracia burguesa. Mitologia á parte, esses Deuses parecem caminhar em nosso meio. O capital, os recria a toda hora,  ele forma e fomenta nosso pensamento e acabamos por traduzir-los em nosso cotidiano. Um exemplo claro disso é o filho do poderoso bilionário Eike Batista, que se considera de fato um Odin, (oitavo homem mais rico do mundo) haja vista que colocou o nome do seu filho com Luma de oliveira de Thor.
    O jovem bilionário não tem la a beleza do Deus do Trovão, muito menos o senso de responsabilidade e justiça esperada de um Deus.  Os veículos de comunicação noticiaram no ultimo dia dezessete de março um assassinato efetuado pelo Thor. Dessa vez não foi com o seu poderoso martelo e sim com um carro Mercedes SLR Mclaren prata. O inimigo? um trabalhador que pedalava pelo acostamento. Wandersom Pereira dos Santos morreu na hora. Ele tinha apenas trinta anos. A lógica pede que dois jovens em um carro acostumados a curtir um som alto, beber e conversar sobre suas aventuras, não tenham atenção suficiente para evitar desastres em momentos cruciais. No entanto.O Jovem "Deus", publicou em seu twitter informações orientadas por advogados afirmando que estava em postura correta ao volante.
O poderoso Thor
filho de Odin
     A imprensa falou que ele era apenas suspeito de atropelamento. A Policia contribuiu permitindo ilegalmente que o carro fosse retirado do local antes da perícia. Foi pedido pela parte, exumação do corpo (porque não se sabe) Bom, comentários à parte, já vimos casos como o de Bruno e Alexandre Pires, também. A democracia de fato existe para quem pode pagar. É assim que funciona o sistema capitalista e não adianta reclamar. Até um Ex-ministro foi contratado para defender o filho de Odin. afinal os Deuses do sistema não podem cair em descredito.
     O que aconteceria se Odin perdesse a confiança do universo? Uma guerra civil com certeza iria se alastrar por Asgard e os subjugados poderiam finalmente assumir o poder com um grito de liberdade.
Existe um conflito na subjetividade do trabalhador. Casos como esses causam indignação. A indignação tem com a revolta uma luta constante pelo domínio da consciência. Uma conciliadora, a outra revolucionária. Só uma delas poderá vencer. A que for mais alimentada. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A ESTRELA FRIA



Grünter Grass Poeta Alemão
O Que Precisa Ser Dito

    Eu decidi postar hoje uma declaração do intelectual alemão Grünter Grass. No pema ele critica o Sionismo Judaico e o Estado de Israel, pelo confronto com o Irã. O governo Israelense declarou neste dia oito, o Escritor e poeta, "Persona non grata", ao Estado Judeu. Como a tradução do Alemão para o Português, pelo tradutor do Google não é perfeita, foi necessário acrescentar alguns grifos: "Por que eu estou em silêncio, silêncio sobre muito tempo, o que é óbvio, e em simulações foi praticado, como no final da sobrevivência. Estamos na melhor das notas de rodapé.
     Alega-se que no primeiro ataque, de subjugados pelos bullies, que organizou e dirigiu a alegria, de que poderia acabar com as pessoas do Irã, porque, no domínio da construção uma bomba é suspeita. Mas por que eu digo para mim mesmo, nesse país, para não chamar pelo nome, (Israel) Nos anos - embora em segredo - uma capacidade de crescimento nuclear disponível, mas fora de controle. Porque nenhum teste é acessível? (à inspeção internacional)  
    A ocultação geral deste fato, que o meu silêncio tem subordinado, eu me sinto como mentira pesada e sou forçado, a pena em vista, mesmo quando  ignorado. O veredicto de "anti-semitismo" é familiar. Mas agora, porque no meu país, (Alemanha)do crime próprio (Nazismo)que está sem comparação. 

    Vez em quando vai ser procurado, e levado para a tarefa, virar e base puramente comercial, embora com lábio ágil declarado como restituição, (Sionismo) outro U-boat para Israel. Ser entregue a especialidade nele, tudo é ogiva devastadora (Acusação de Israel ao programa nuclear pacifico 
do Irã) pode haver direta, em que a existência de uma única bomba atômica não está provada, quer ser, mas como um medo de valor probatório. Eu digo o que precisa ser dito. Mas por que eu me mantive quieto até agora? Como eu disse, minha informação, que parece está sujeito a falha, proibir isso como uma verdade distinta, fato à terra de Israel, a quem eu estou conectado e quero ficar, sendo o esperado. 
    Por o que eu digo agora, é só tinta envelhecida, e último: O Israel com armas nucleares em risco a paz mundial já frágil? Uma vez que deve ser dito o que o amanhã pode ser tarde demais; também porque - como alemão carregado o suficiente- Fornecedores poderia ser de um crime que é previsível, razão pela qual a cumplicidade nossa, nenhuma das desculpas habituais iria pagar. 
   
E assim, eu mantenho não mais, porque eu era a hipocrisia do Ocidente, estou cansado, também é de se esperar. Pode haver muitos livre de silêncio, a causa do perigo aparente, renunciar à violência; - chamada também insistem -que o controle irrestrito e permanente do potencial nuclear de Israel, e as instalações nucleares iranianas por um organismo internacional, seja aprovado pelos governos dos dois países. 
    Só então, Israelenses e palestinos, e mais, todas as pessoas que trabalham nesta região ocupada pelo delírio, poderão viver perto de seus inimigos, e por perto. E finalmente, para nos ajudar." 


segunda-feira, 26 de março de 2012

AS FEMINISTAS E O JOÃO DE BARRO


O João de Barro mata a
companheira infiel
NO 8 DE MARÇO A NATUREZA 
     RECLAMA O QUE É SEU



   O homem ao longo de sua existência desenvolveu e construiu suas relações observando a natureza e seu movimento dialético. Isso possibilitou a passagem da sociedade de um estágio ao outro, em uma construção de natureza qualitativa; apesar das contradições surgidas pela luta dos contrários, que é o quarto princípio da dialética.
    Pois bem, observando então o comportamento da natureza, a cultura popular construiu a idéia de que o João de barro, ao ser traído pela companheira, bate nela até que ela fuja para dentro de casa, que ambos construíram, e em seguida ele fecha a entrada com barro até ela sufocar e morrer. Este macho, como tantos outros na natureza, incluindo o homem, não aceita a divisão de sua companheira fêmea com outros machos.
    Essa é claramente uma luta dos contrários. Pois enquanto o macho exige fidelidade da fêmea, a sua natureza poligâmica exige muitas fêmeas para sua satisfação e prazer. No contraponto, com a inevitável integração dos povos e a constante exigência de uma produção de subsistência cada vez maior, as mulheres têm sido chamadas a participar da construção social, e por isso passaram a exigir a mesma liberdade. Apesar de ser contrario a sua natureza, elas acreditam que também ter vários parceiros estarão se igualando ao homem. O que discorda a Antropóloga e pesquisadora Mirian Goddenber: ”A mulher sofre muito quando acaba entrando numa relação extra conjugal, afinal elas não querem se dividir entre dois amores; diferentemente dos homens que assumem poderem dar conta de duas relações simultaneamente”. (professora de Antropologia da UFRJ)    
    Essa luta teve seu inicio marcado com a “Queima de Sutiãs”, pelas feministas em setembro de 1968. Elas acreditavam que o concurso Miss América era o uso da beleza feminina para a pura e simples satisfação masculina. Na verdade não chegaram a queimar as peças íntimas que também consideravam uma imposição masculina, bem como os batons e maquiagens, pois os seguranças não permitiram. Particularmente não acredito que o sutiã seja uma imposição masculina, mas uma necessidade para algumas mulheres.
    Não se podem negar as contradições do universo feminino. De um lado mulheres querendo adquirir prerrogativas da natureza masculina, como a feminista Helena Ramirez, até sugerindo para que a mulher se torne igual ao homem, e mude seus hábitos sexuais: “A mulher que se submete a fazer sexo na vexatória posição de quatro, está jogando no lixo décadas de luta das mulheres conscientes... ou seja, não vale porra nenhuma”.  Ainda: “... (devem) optar por ficarem por cima para poderem olhar nos olhos dos homens de igual para igual”.  Do outro lado, no diário de uma mulher, Denise relata: “... Resolveram ser liberadas sexualmente, e no final acabam solitárias, amargas e deprimidas pela sensação de abandono... Conclusão de tudo isso: não queimaram o sutiã de uma maneira mais prudente e se queimaram todas”. Laila Reader escreveu no blog UHB: “na verdade a gente só acumulou funções. Se antes cuidávamos da casa, marido e crianças, agora fazemos tudo isso e ainda trabalhamos 10 horas por dia”.
Feminista Helena Ramirez
    O que as feministas trouxeram para as mulheres ao longo das décadas de luta, foi na verdade um acumulo de funções sociais e ódio dos homens.  Ou seja, a mulher não se libertou, mas busca ansiosamente adquirir os privilégios da natureza masculina enquanto ainda não entendeu a sua própria, muito menos as suas contradições. Pular etapas do desenvolvimento social não trará nem liberdade nem felicidade para elas. As feministas deveriam realinhar o seu norte e saber que a verdadeira liberdade feminina só surgirá com a liberdade do proletariado, e em uma sociedade igualitária, a sociedade socialista, que nascerá de um parto sangrento e doloroso com a morte do capitalismo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A UNIR O REITOR E O MEPR

O CARÁTER PEQUENO BURGUÊS DA UNIVERSIDADE BRASILEIRA

O Corrupto Ex-Reitor da UNIR 
José Januário
    Com a subida ao poder da Primeira Ministra Britânica Margaret Thatcher em 1979, se viu a ascensão do Neo-liberalismo em todo mundo, e o declínio dos regimes Socialistas, juntamente com o sonho de uma sociedade de novo tipo. As célebre palavras da Dama de Ferro: "A ganância é um bem". Deixaram claro a natureza e caráter reacionário do novo sistema que ressurgia. A   menina dos olhos do capital inserido nele, seria de fato a Globalização; diferente do que pretendia o Socialismo, que era a internacionalização das economias, permitindo aos países pobres um avanço comum mais justo.
     Com as novas exigências desse pensamento mundial, caia por terra o caráter de instituições que resistiam ao tempo. Como por exemplo, a natureza do pesamento nas Universidades. Essas instituições de caráter Pequeno Burgues nos Países Capitalistas e de Caráter Proletário nos Países Socialistas, começaram a ser engolidas pela ganância do capital; seguindo a deixa da Dama de Ferro. 
     Nos anos oitenta, popularizou-se no Brasil a ideia de que era preciso entrar para uma universidade afim de melhorar de vida. No entanto havia uma contradição. O governo não possuía vagas suficientes para todos os estudantes nas universidades federais. O vestibular sempre foi uma forma de "seleção natural", ou seja, apenas os filhos da pequena burguesia tinham e tem tempo para estudar, e possui bons colégios, garantindo assim uma vaga na instituição. Do lado do governo, o ensino colegial já não oferecia e não oferecem a preparação adequada. Com esse complicador, o capital não dispunha de mão de obra especializada, e em quantidade para sua expansão.
     Foi então no governo do Neo-liberal Fernando Henrrique, que se iniciou na prática, a popularização do ensino superior, e em maior escala com Dilma Rousseff. Com o capital privado tendo direito a ministrar suas idéias à juventude Brasileira, cada boteco pareceu querer ser uma universidade. Começou o vale tudo. A ideia é ganhar dinheiro com esse novo nicho de mercado. A fabrica de profissionais diplomados com nível superior mas com apenas capacidade técnica se espalhou pelo país. Como se não bastasse criou-se o doutor a longa distância, via internet.  Hoje com dinheiro até se comprar um diploma sem precisar cursar uma universidade. O resultado disso foi trágico. Trinta por cento dos trabalhadores desempregados são de "nível superior". O capital conseguiu com a ajuda da imprensa paga, vender em apenas uma década, a falsa ideia de sucesso e felicidade cursando uma universidade . Vendeu um produto que não entregou ao proletariado.
    Seguindo o principio do vale tudo e da ganância sistêmica, juntamente com a desordem institucional do Estado Burguês Brasileiro, Os Reitores das Universidades Federais não quiseram ficar para traz. Praticamente cem por cento das instituições já foram alvo de denuncias de corrupção. A UNIR em Rondônia, com o seu reacionário Reitor José Januário, não ficou de fora. Homofobia, contratação de funcionários fantasmas, desvio de recursos...foram inúmeras denuncias de irregularidade que veio a público; mostrando a ineficiência do atual sistema e sua natureza fascista, fomentada para essas instituições de ensino.
MEPR - Movimento Estudantil
     Como toda ação exige uma reação, os movimentos revolucionários nas universidades, se proliferaram na medida em que o antagonismo neo-liberal se fez reacionário ao extremo. No caso da UNIR, pudemos observar a luta titânica do MEPR (movimento estudantil popular revolucionário), na derrubada do Reitor. O grande complicador, é que o norte utilizado pelo movimento apontou para um imediatismo. Agora a alternância de poder nos moldes da democracia burguesa se faz presente com cinco candidatos: Maria Cristina, Ene Glória, Berenice Tourinho, Júlio Militão, Júlio Rocha.
   A natureza obscurantista pequeno burguesa dos candidatos, já mostra o norte em que seguirá a UNIR. Como afirmou Mao Tsé-Tung: "a ideologia pequeno-burguesa tem um caráter conservador, a sua influência constitui uma das principais fontes do oportunismo...". O MEPR pecou em sua luta por não ter tido em sua orientação, a mudança do caráter mercantilista para o caráter pensante e pesquisador da universidade. Foi uma luta estudantil, artesanal, cotidiana, de interesse moralista e legalista, ao passo que deveria ter sido uma luta politico-ideológica; pautada não só na derrubada do Reitor corrupto, mas na revolução do pensamento e da consciência. Do aprofundamento da discussão em qualidade moral revolucionária do novo homem. Sem o norte adequado, o movimento já pode se preparar para a derrubada do próximo Reitor, em um ciclo vicioso que não abala o sistema, mas desgasta o espírito dos que auferem a luta.





sábado, 11 de fevereiro de 2012

A CRACOLANDIA A PM E O MP

O LUMPEMPROLETÁRIO E O SISTEMA

Uma questão de saúde pública 
    Com o agravamento das contradições em nossa sociedade, no que diga respeito a divisão da riqueza produzida, pode-se ver o aumento do Lumpemproletário. Ou seja, proletários que perderam sua capacidade de produção e se entregaram ao derrotismo. Que não conseguem mais se entender enquanto ser social e histórico.  Isso não é um fenômeno natural, e sim um produto do desfavorecimento econômico do sistema capitalista.
     Esse Lumpem, se aglomera especialmente nos grandes centros de produção, e a resposta do Estado para eles, que deveria ser de satisfação de suas necessidades substantivas, é a força policial.  O que vimos na chamada Cracolândia, em São Paulo, no mês de janeiro, é um exemplo tipico do estado policialesco burguês.
     O MP, Juristas e Políticos, se apressaram a criticar ação do Estado. Até a Presidente Dilma chamou de "barbárie", a ação do adversário político. Denuncias foram levadas a OEA e a ONU. Mas e dai? Vai ficar por isso mesmo. Depois de exaurida a capacidade de produção desse Lumpem, agora ele gera um novo lucro. Ainda que politico.
     Pesquisas apontaram que mais de oitenta por cento da população aprovaram a ação policial. Ora, em se tratando de Pesquisa e História, precisamos analisar sob a ótica crítica de quem pagou para que fosse realizada ou escrita, e com que intenção. A mesma ótica vale para a imprensa. Quem pagou pela reportagem e com que interesse? A quem beneficia? Desenvolver uma visão critica da microfísica do poder, é na verdade uma desalienação.
Violência humana do Estado Burguês
     A ação na Cracolândia (são paulo), ou no morro do Alemão (rio), não altera a conjuntura. O tráfego, inserido no sistema e com tentáculos dentro do Governo Burguês, não é abalado com ação dessa natureza. É preciso levar em conta que o proletário é apenas uma vítima, e não agente provedor. Vale a pena rever o pensamento de Loic Wacquant: [...]  Desenvolver  o  Estado penal  para  responder  às  desordens suscitadas pela desregulamentação da economia, pela dessocialização do  trabalho  assalariado  e  pela  pauperização  relativa e absoluta  de amplos contingentes do proletariado urbano, aumentando os meios, a amplitude e a  intensidade  da  intervenção do aparelho policial  e judiciário, equivale a (r)estabelecer uma verdadeira ditadura sobre os pobres [...]Wacquant 2001
     Segundo os suportes de comunicação, a sociedade aprecia o estado policialesco. Discutindo esse fato com um amigo ele concluiu que a imprensa representa o pensamento da sociedade. Ele apenas esqueceu de um detalhe: A sociedade não pensa. Ela é apenas o fruto de um pensamento em construção.

domingo, 22 de janeiro de 2012

UMA PIADA DE MAU GOSTO

O circo da burguesia
O CIRCO DOS HORRORES
    Eu estava prestes a fazer umas considerações sobre um tema que pesquisava, quando me deparei com uma matéria jornalistica da Folha.com. A jornalista falava sobre o sucesso da sociedade brasileira, que conseguiu elevar o número de sua classe média para sessenta por cento da população. Isso de fato é espantoso. Só os países onde o capitalismo está mais avançado -chamados primeiro mundo-  e que baseiam sua manutenção e crescimento nas guerras de pilhagem, como vimos recentemente na Líbia, conseguem manter um padrão elevado de vida para sua população.
    Se considerarmos a matéria da jornalista Erica Fraga, e sabendo que a burguesia é formada por uma média de dez por cento da população, e tendo em sua órbita mais vinte por cento que formam uma classe média alta, restam setenta por cento. Segundo a matéria. baseada em estudo Data Folha, sessenta por cento ascenderam à classe média intermediaria. Isso nos leva a crer que apenas um, em cada dez brasileiros, está na pobreza. Curiosa contradição. Pois até mesmo a ciência capitalista, exige que haja de vinte à trinta por cento de pobres para manter o equilíbrio de sua natureza opressora e exploradora.
    As contradições da matéria não são menos curiosa do que a pesquisa. Em determinado trecho, ela fala que a "classe média  -dividida em seguimentos-  intermediaria possui 37 milhões de jovens de 16 anos ou mais com perspectivas educacionais mais elevadas", - como- "grupo que mais se expandiu no pais, só perdendo para os excluídos". Ora, se já observamos que segundo a análise, teríamos apenas um por cento de excluídos, como eles poderiam ultrapassar 37 milhões, e só de jovens, e de apenas um seguimento da chamada classe média? Um por cento de duzentos milhões de Brasileiros seriam apenas dois milhões. Ou a jornalista não sabe fazer cálculos, ou não entendeu a pesquisa.
    O economista Marcelo Neri (FGV), fala do aumento da renda da classe media. "Maior acesso ao credito". O distinto Economista, ou seria Economicista? Esqueceu de explicar que o "aumento da renda", etás consequentemente atrelada ao aumento dos preços, o que fica elas por elas. E que o aumento do consumo está interligado ao aumento do credito, e por conseguinte ao aumento do endividamento. Na continuação, a matéria fala da "posse de bens". Ela quis se referir ao consumo de aparelhos de Televisão, Computadores, Carros, Casas, etc..., pela dita classe media. Essa armadilha de consumo para "elevar o nível da população à classe média" e apresentar boas estatísticas, é importante para o sistema. Ela gera confiança no mercado e mantém um ciclo de crescimento e consumo. No entanto, vai desaguar no máximo em uma década na crise cíclica do capitalismo. Dai, a tal classe média que caiu na armadilha, vai chorar amargamente. Perdendo Casa, Carro, ou indo parar no Serasa com carnês e cheques em dívidas impagáveis. Ou pagáveis a preço de sangue suor e lagrimas.
    Esse é o circo da dos horrores da economia nacional. Pautada em frágeis princípios da moral consumista pequeno burguesa, que não se contenta em ser aquilo que é, ou será: o que não é. Em uma sociedade de classes dominada pelas Oligarquias Financeiras, Industriais, Latifundiárias, Politicas e Burocráticas.
    Para não da como certo o incerto, e se eximir de culpas futuras, a representante econômica dos assuntos estratégicos do governo burguês, Diana Grosner, se pronunciou da seguinte maneira: "Nós estamos tentando pensar em políticas que ajudem essas pessoas a não retornarem para a pobreza, porque esse é um risco", não é um risco é uma certeza. Basta olhar para a cries que jogou milhões de Americanos na miséria. o modelo é o mesmo: Ascender a classe do proletário, possibilitando legalmente a liberação de crédito para aquecer a economia, construir um endividamento insustentável até o blecaute. É uma irresponsabilidade jogar tantas famílias no precipício do consumo sem estrutura para se manter.
    A verdade é que temos um universo de mais de cem milhões de trabalhadores. Apenas trinta e cinco milhões em média, possui carteira assinada. A grande massa se espreme na divisão da informalidade e sem garantias do amanhã. Quanto aos excluídos, basta olhar para o crescente número de favelas nas grandes capitais do pais, incluindo Porto Velho em Rondônia. São mais de quinze milhões de famílias sem um teto  digo para morar. Chamar esse proletariado espoliado, desvalido e humilhado, de classe média, é puro sarcasmo político. É no minimo uma arrogância moral.
A ilusão de ser pequeno burguês
    Encarar a realidade objetiva da miséria que nos cerca, de frente, é de fato muito difícil. O sistema capitalista, que não á auto-sustentável, e está sujeito a crises cíclicas de super produção, não possui uma fórmula para resolver suas próprias contradições. O governo reformista da burguesia, necessita tergiversar constantemente as estatísticas; afim de manter o mercado aquecido, e o ciclo do consumo constante para não entrar em colapso. Sem um governo revolucionário pautado na seriedade do humanismo, não seremos capazes de olhar de frente a complicada tragédia humana que vive nosso pais. 
    Ate lá, vamos continuar rindo das piadas de mau gosto contada pelas instituições, como Data Folha e FGV. Por Jornalistas e Economistas irresponsáveis e sem compromisso com a verdade. Piadas, desde que não sejam de mau gosto, até que são bem vindas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

NUNCA HOUVE PAZ PARA A COREIA

Um povo marcado pela dor
A CONDENAÇÃO DOS CONDENÁVEIS

    Quando eu era adolescente, fui ensinado por líderes religiosos a não acusar as pessoas. Pelo simples fato de que, quando se aponta um dedo para alguém ou algo, você tem três outros voltados para você, te acusando de suas próprias falhas. Esse ensinamento até que me levou a acirrar a luta interna de minhas contradições e me tornou mais tolerante. Hoje consigo enxergar as criticas do mundo que me cerca de forma mais cética. Principalmente quando ela parte dos poderes constituídos da Burguesia mundial.
    A morte do líder Norte Coreano Kim Jong-II já era esperada. O velho líder sofria de complicações cardíacas. Cumpriu o seu papel, e passou para a história proletária mundial, garantindo o seu quadro com moldura dourada na parede dos imortais. Agora assume o seu filho, Kim Jong-Un, como líder de um povo sofrido, espoliado, e que tem em seu legado, um lamento. Um pranto de dor.
    Relembrando a História desse pequeno País da Península Coreana, fronteira com dois gigantes mundias Rússia e China, a Coréia  é em sua essência, uma nação de um povo valoroso, destemido e unido. Invadido pelo império Japonês, seu povo foi humilhado, escorraçado, estuprado e vendido como escravos. Quando as forças de resistências populares com o apoio da China e da Ex-URSS, expulsaram os invasores, veio então o massacre Norte Americano, que tinha grande interesse estratégico na região. No mesmo tom, e com o mesmo ímpeto, o pequeno povo resistiu valentemente até que foram vendidos em um acordo pelas potências nucleares vigentes da época. Assim, o cessar fogo teve como castigo a divisão das famílias em dois Países, em duas Nações.
    Sofrendo constantes ameaças de invasão por parte dos Estados Unidos, que mantém ao longo de suas fronteiras mais de quarenta mil soldados fortemente armados, a Coréia do Norte não viu outra alternativa senão construir um poderio militar desproporcional à suas condições financeiras e estrutural. Esse é o preço da liberdade que esse brilhante povo paga até hoje.
    Não é por acaso que o Japão e a América tem medo da Coréia. Eles sabem, e só eles sabem os sofrimentos que causaram e causam até hoje para este povo. As acusações de que o pais se fechou para o mundo, apontam três outros dedos para os EUA e Japão, que em sua hipocrisia, não admitem terem fechado o mundo para a Coréia. Tentam justificar a construção de armas nucleares para a própria defesa como o motivo para o isolamento. Os USA já violaram mais de quarenta acordos com a pequena nação, inclusive no envio de 50mil toneladas de petróleo em troca da paralisação do programa nuclear, que se deu em julho de 2007. São constantes as provocações Norte Americanas de violação do espaço aéreo, e incentivo à Coréia do Sul a instigar militarmente o Norte. Episódio mais recente foi visto quando do afundamento de um submarino Sul Coreano supostamente pelos Estados Unidos, que acusou o Norte pelo evento tentando abalar a paz na região. Especialistas Russos desvendaram a farsa.
    Em seguida o Sul mais uma vez em exercícios de guerra na fronteira do Norte, bombardeou uma ilha povoada matando dezenas de pessoa. Pyongyang respondeu a altura com centenas de misseis contrários. A imprensa Ocidental logo se apressou a tegervisar o incidente acusando de pronto o Pais Socialista pelo início do confronto. Um conflito armado entre as duas Coreias beneficiaria as empresas armamentistas Norte Americanas em lucros trílionários, e renovaria o capital do já agonizante sistema capitalista dos EUA, em constante crise. Além de tudo, a Rússia mantém na região um poderoso arsenal nuclear. Um conflito na península, seria a chance que os EUA buscam para manterem na fronteira da Rússia e China, uma vigilância permanente e próxima, com um poderoso arsenal de guerra. E com a benção da ONU.
Obama e a falsa moral
Americana
    Hillary Clinton, afirmou em discurso nada convincente, que os USA estão preocupados com a fome na Coréia do Norte. As dificuldades financeiras do pais, movida pelo embargo econômico são de fato preocupantes.  No entanto, a Nação possui uma população média de vinte e cinco milhões de habitantes, com justa igualdade na divisão da riqueza produzida. Acredito que devamos estar sim, preocupados com a fome em todo mundo; patrocinada pela concentração de renda do sistema capitalista. Inclusive dos cinquenta milhões de Americanos famintos. Os dedos da acusação apontaram cruelmente para a Secretária de Estado.
    Quanto as ogivas nucleares defensivas, da coreia, em nada se compara com as cinco mil, cento e treze, do arsenal dos EUA. Dez mil da Rússia. As trezentas da França. As duzentas e quarenta da China, cento e oitenta da Inglaterra. Oitenta de Israel. Oitenta da Índia. E setenta do Paquistão.
    Queremos um mundo livre de armas atômicas? Sim queremos. Mas enquanto os condenadores mantém seus arsenais pronto para atacar, não se pode proibir a Coréia de se defender. Neste caso, no tribunal da história, o accusatus in antecessum  é a única vítima, e os condemnare qui in antecessum, avocam para si a moral que não lhes pertence. Pois nada mais são, do que condenáveis.