Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

PRINCÍPIOS OPERANTES DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA - TOMO l

Princípios revolucionários são mecanismos
dialético de caráter afirmativa

É preciso compreender que já está posto à mesa o jantar para os filhos do lavor. As condições objetivas já estão amadurecidas. Não há mais espaços para  ilusões constitucionais. Não é mais tolerado o Estado reacionário e policialesco burguês, com adornos de democracia. ... Há uma necessidade perene de uma revolução violenta.

O RENASCIMENTO DE UM SONHO

Não é só o capital e as ideias que se renovam, os sonhos também. Não é pra menos que o pais vive um momento de euforia com o renascimento de uma fração da juventude, revolucionária. Os jovens de sessenta e oito vêem nesse movimento dialético histórico, uma oportunidade para reviver o ideal de um sonho castrado, pelo obscurantismo fascista.  

Convém reafirmar que a história não é cíclica como asseguram alguns intelectuais. Marx provou que ela é elíptica. Um ponto histórico não é capaz de se reorganizar em sua origem, pelo simples fato de que ele, já deixa de existir no ato do seu nascimento, a fim de promover uma renovação em mudança qualitativa. Essa dissolução força o movimento da história a retornar; porém, em uma orbita paralela, ainda que sendo da mesma natureza dialética. Haja visto o movimento de sessenta e oito e o de dois mil e treze. Ambos com a mesma natureza, com ideais históricos iguais, porém em orbitas diferentes. Assim podemos reafirmar que, não é uma renovação cíclica histórica revolucionaria, e sim o fruto do resultado qualitativo de um ponto histórico do qual estamos repassando, dentro de uma orbita superior. Portanto, elíptica.


Convenhamos que a despeito das contradições de ambos os momentos históricos, eles não se anulam, e sim, se relacionam. Porém os resultados podem ser diferentes pela experiência obtida ao longo das lutas travadas. Exatamente devido ao fato de que o momento histórico vivido pela nova geração, não é antagônico ao da geração passada. Antes tínhamos uma ditadura militar fascista, hoje uma conciliação fascista de classe.

O que vai tornar esse momento histórico em um processo revolucionário de fato, e de natureza qualitativa,  é a forma como será conduzido o processo de reorganização das ideias. O reagrupamento físico, e a estrutura que será montada.

Para saber o que fazer no avanço desse processo que parece se reiniciar, é preciso se orientar pelo norte revolucionário na teoria Marxista e na organização Leninista. Dentro dos princípios científicos já desenvolvidos, e sob a ótica do movimento dialético das massas e da organização partidária. O revolucionarismo, o esquerdismo, o trabalho amador, e o abismo entre o sonho e a realidade, acabarão por secar a fonte que começa a jorrar em direção ao oceano de uma nova era.

O que se ouve falar entre os revolucionaristas pequenos burgueses, é de que as condições revolucionárias ainda não estão prontas. Que o proletariado e a juventude alienada não se encontram a altura do enfrentamento direto com o estado e a sociedade burguesa. De que a educação revolucionária ainda não satisfaz as exigências. Mas eu pergunto: E quando é esse momento? O que o define? Quem é o juiz da condição? Onde se aprende revolução? A chama da revolta não nasce da indignação? E por acaso não é a indignação que está no seio da massa proletária e juvenil? E quem cria as condições de organização para uma revolução? A classe trabalhadora ou a vanguarda revolucionária? É a organização proletária fruto do movimento dialético revolucionário ou ao contrario? Pelo visto são mais perguntas do que respostas. No entanto, os críticos se perdem em uma ótica proletária medíocre, e em um emaranhado de teorias revisionistas, conciliadoras e derrotistas.


A história de todas as sociedades
tem sido ate hoje a história da luta de classes
É preciso compreender que já está posto à mesa o jantar para os filhos do lavor. As condições objetivas já estão amadurecidas. Não há mais espaços para ilusões constitucionais. Não é mais tolerado o Estado reacionário e policialesco burguês, com adornos de democracia. O antagonismo de classe amadureceu ao ponto de se romper a linha tênue que os separa. O Estado com sendo um produto de domínio de classe, deve agora cumprir seu novo papel sob a tutela do proletariado. É hora da abolição da propriedade privada, das classes sociais, e do capital. Está na hora da universalização do Trabalho, Educação, Moradia e Saúde. Para isso há uma necessidade perene de uma revolução violenta.