Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 18 de agosto de 2013

PRINCÍPIOS OPERANTES DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA - TOMO lll

Sem uma força armada, as prisões são eminentes

De nada valerá a organização dos trabalhadores para o enfrentamento ao Estado, se não for criada uma estrutura a altura de se contrapor a estrutura da burguesia. Falo claramente da forma de luta superior, a luta armada. 

DAS ORGANIZAÇÕES DE BASE

Convém lembrar que existem vários tipos de organização de gêneros diferentes dentro do universo revolucionário. Uma é a organização dos revolucionários, o partido. E as outras, a dos trabalhadores, campesinos, estudantes comunidades e etc. Tantas quantas as contradições sistêmicas forcem o seu surgimento. A dos revolucionários atua de forma clandestina e conduz a luta política, e as demais atuam abertamente frente ao sistema econômico, latifundiário, educacional e social. As lutas cotidianas desses seguimentos são mecanismos políticos, e extensão do partido. São ferramentas de dissuasão, que no momento oportuno são transformadas em armas políticas para o enfraquecimento do Estado burguês.

Só o partido consegue agrupar de forma orgânica, diferentes interesses da sociedade. Ao passo que as frentes revolucionárias, coletivos e grupos não conseguem satisfazer a diversidade de interesses, pelo fato de se dedicarem a luta cotidiana, estritamente. São ativistas práticos e não teóricos.

São nessas instituições de base, que surgem do calor da luta, os novos quadros que irão compor o partido. Apesar de suas atividades quase sempre serem de massa, e suas mobilizações por vezes espontânea e voltada para conquistas imediatistas, sua organização acaba requerendo uma direção profissional. É ai que entra os revolucionários profissionais; eles necessitam estarem dentro das fábricas, das escolas, nas favelas, bairros, e no campo. O trabalho amador nessas frentes acaba se perdendo em suas próprias limitações, como já citei no TOMO II.

Uma estratégia inteligente é a constituição de uma instituição legal para representar o partido. Essa empresa legal serve de camuflagem para a centralização das atividades. Nela se podem fazer reuniões para elaboração de estratégias de luta. Pode ser uma associação, uma casa de cultura, ou de outra natureza qualquer. Quanto à construção de outras empresas como base de estrutura vou tratar em tomos seguintes, no papel da estrutura financeira partidária.

O Órgão Central é talvez uma das mais importantes segmentos do partido. Ele necessita ser criado o quanto antes, tendo em vista sua natureza organizadora, e por ser um instrumento de denuncia e de formação ideológica.

Tenho falado de movimentos e organizações legais. Onde elas por sua natureza e constituição dentro do legalismo burguês, possuem certas limitações em suas ações, tendo as vezes que seguir as regras constitucionais. No entanto, outras organizações clandestinas pouco regulamentada, de ação mais rápida e com resultados eficientes,  possuem maior mobilidade tendo em vista estarem à margem do Estado. Essas são de suma importância, a fim de dar sustentação às atividades legais dos proletários, estudantes e campesinos.

De nada valerá a organização dos trabalhadores para o enfrentamento ao Estado, se não for criada uma estrutura a altura de se contrapor a estrutura da burguesia. Falo claramente da forma de luta superior, a luta armada.

Todo o esforço não faria sentido se no ponto final do processo o Estado e o poder não pudessem ser tomados pela força. Pois quando se faz uma revolução e se assume a condução do desenvolvimento histórico social, não se negocia com a velha sociedade, se destrói. A velha cultura e pensamento, bem como seus valores de nada mais serve à nova sociedade que nasce. Porém, a velha estrutura só pode ser derrubada através ação violenta do proletariado armado, e constituído em um exército popular. Mas até esse ponto, o Estado irá lutar até seus últimos recursos, para se manter em pé.

A imortancia da forma
 superior de luta
A criação de uma estrutura militar, no contexto de um exército só pode ser construída dentro de um processo dialético de avanço de consciência política proletária, campesina e estudantil. Antes dela, é necessário construir uma estrutura menor, como força de ação, que chamamos de guerrilha.

A importância dessa vanguarda, dentro da vanguarda revolucionária é de suma importância. Essa forma superior de luta é usada não apenas par fustigar a estrutura militar burguesa, mas também como aporte de defesa do partido e suas organizações de base. Ela também tem a grande importância dentro do processo de aquisição de estrutura, com atividades de expropriação da riqueza da
burguesia. Ignorar essa forma de atividade entre os revolucionários, como fazem alguns partidos com direção pequena burguesa ditos revolucionários, é negar a história e seu movimento dialético. É negação da negação, do fracasso do Estado de classes constituído.