Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 8 de setembro de 2013

SEM GOLPE MILITAR

É FÁCIL PREVER O ÓBVIO

-Portanto essa euforia do reformismo das ruas, aliada a infantilidade revolucionarista da inconsequente juventude amadora, serve apenas para fornecer lenha para a caldeira do sistema, que nessas horas abre seu discurso hipócrita de liberdade de expressão, em "nossa plena e sólida democracia Brasileira"-.

Como citei no meu ultimo post, não houve golpe militar no dia sete de setembro. Ate porque não há condições objetivas para isso. A burguesia Brasileira e Internacional estão satisfeitas com mais de uma década de gestão Petista. O capital durante esse período se fortaleceu com os benefícios da gestão Lula e Dilma, de tal forma que superou as expectativas até mesmo de portos seguros como os Estados Unidos e Europa.

Durante esse período não houve mudanças significativas para o proletariado, a despeito das promessas. Os benefícios concedidos não foram mais avançados do que nos governos declarados abertamente das elites. Citando por exemplo José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, e Fernando Henrique. Durante os vinte e oito anos da chamada redemocratização burguesa, as poucas melhorias para a massa trabalhadora, foram concedidas em doses homeopáticas de forma que não houve resultados práticos em termos de mudança qualitativa na realidade objetiva deste coletivo laboral.

Alguns milhares de brasileiros eufóricos saíram as ruas ontem para protestar. O grande complicador é que as massas espontâneas não sabem reivindicar. Ganham às ruas, espaço e notoriedade, no entanto as propostas são vazias. Isso acontece por exatamente porque são espontâneas e apartidárias como se auto-intitulam. Elas necessitam de uma direção partidária revolucionaria para capitalizar os resultados e fazer valer as reivindicações.

A eufórica reivindicação amadora

O vazio deixado pelo resultado da conduta desnorteada e amadora das ruas, se expressa em sonhos como: "Aprovação da PEC 18, Internet a preço justo, Condenação aos envolvidos no propinoduto tucano, Respeito do INSS para com os contribuintes, etc". Essas propostas de cunho reformista e até humanitária, não abalam o sistema e até podem ser concedidas. No entanto elas servem senão para ofuscar a verdadeira realidade da miséria do trabalhador e sua família. A burguesia até agradece pela proposta de reformismo, até porque ela mesma propõe em tempo em tempos a reforma do sistema, a fim de dar uma aparência de boa conduta na gestão da riqueza produzida pelo proletariado, e administrada por ela.

É preciso compreender que o capitalismo não é um sistema autossustentável. Além de que não pode ser humanizado, e suas reformas tem limites. Se ele deixar de ser predador, desaparece em sua natureza. Portanto essa euforia do reformismo das ruas, aliada a infantilidade revolucionarista da inconsequente juventude amadora, serve apenas para fornecer lenha para a caldeira do sistema, que nessas horas abre seu discurso hipócrita de liberdade de expressão, fazendo crer que vivemos em "uma plena e sólida democracia Brasileira".

Uma proposta coerente

A única proposta de fato que levaria a uma mudança na qualidade de vida seria a revolucionária. No entanto, só um partido com a teoria Marxista seria capaz de conduzi-la. As condições objetivas estão prontas, o jantar já está posto à mesa, agora cabe à vanguarda revolucionária sentar-se com o garfo e faca para cortar o queijo do espontaneísmo das massas amadoras indignadas, mas ainda não revoltas.