Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

sábado, 10 de agosto de 2013

POR QUE O HOMEM MATOU DEUS

Eles não representam "Deus" e sim corporações e interesses de classe
abandono do homem ao "seu criador", não consiste no fim dos rituais, e sim na quebra de valores impostos;  baseados na cultura, pensamento, e interesses das classes dominantes.

QUANDO A CRIATURA MATA O SEU CRIADOR

Os pilares que sustentam o monte olimpo estão ruindo! Zeus perdeu força por falta de orações dos fieis mortais. Por outro lado Hades, seu irmão, senhor do mundo dos mortos ou inferno, se fortalecia pela imposição do medo, pela desobediência, necessidade e terror entre os homens. Essa era a cultura imposta pela classe dominantes da Grécia antiga.

A relação hoje é a mesma. Os homens procuram "deus" através de seus "representantes", que na verdade não passam de empresários da fé e dirigentes de poderosas corporações. Eu diria até que formam uma oligarquia religiosa.

A procura por deus não é fruto de fidelidade. Tal qual na Grécia antiga, ela é a busca da satisfação das necessidades imediatas, negadas pelo sistema, mediante a sua realidade objetiva. A cultura imposta por essa oligarquia, de que todo homem tem uma benção divina a ser resgatada, aguça o interesse dos desvalidos substantivos, e dos emocionalmente aflitos. Na verdade, a fé até parece ser um problema de desvio sistêmico.

A crise enfrentada pela metafísica nos dias atuais, e puramente ideológica. O homem começa a se libertar dos valores éticos e morais impostos pela religião. Tanto por uma nova, ou subcultura do liberalismo, especialmente o sexual. São esses os dois pilares, que sustentam não só da fé, mas também da sociedade burguesa. Para sobreviver, a estratégia criada pelas religiões na alienação da juventude, passa até mesmo na assimilação de "culturas mundanas" como o Funk de Jesus, ou o Rap de Jesus. Essa é uma desesperada tentativa de sobrevivência. Essa estratégia também pode ser vista como parte da contra revolução. Os progressistas marxistas tem tido um papel importante na desalienação de parcela da juventude com relativo sucesso, pois ela é o alvo principal dos profissionais da fé.

A luta de classes também tem levado a uma disputa mais acirrada da consciência, de um lado a metafísica, do outro, o materialismo dialético. Essa disputa se eleva a tal estágio, que a Igreja como no passado, para sobreviver substitui os deuses que não cumprem suas promessas. Jesus por exemplo, a menina dos olhos da religião ocidental, já divide o seu altar com o Espírito santo. Muitos dirigentes vendo o cansaço dos fies em esperas longas e promessas não cumpridas, tratam de renovar as esperanças com uma nova figura celestial. As orações, hinos, petições e agradecimentos em não poucos casos, já são dirigidos ao ser de espírito puro e sem máculas, por nunca ter sido carne. Isso é puramente uma renovação da religião que aguça o imaginário proletário com novas e falsas esperanças.

Eu não acredito no desaparecimento total da religião. Esse processo ainda vai durar milênios. Mas o avanço da ciência e do conhecimento da realidade objetiva que nos cerca, aliado de sua propagação, aos poucos libertará o homem de sua alienação religiosa. A construção de um novo modelo de sociedade proletária, baseado no conhecimento científico, na solidariedade e na divisão da riqueza, também ajudará na evolução da consciência, e no enterro da ignorância metafísica.

 A luta do bem contra o mal é um mito criado pelas classes dominantes
O assassinato do "criador", não consiste ainda no fim dos rituais, e sim na quebra de valores impostos;  baseados na cultura, pensamento, e interesses das classes dominantes. Assim como Zeus foi morto pelo não cumprimento de suas promessas, Jesus também está morrendo. O homem ocidental destruiu os dez pilares do altar do trono com o seu rebelde liberalismo. E como os deuses do passado destruíram os titãs, a criatura moderna destrói o seu criador a fim de seguir incontinente como mentor do seu próprio destino.