Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A CRACOLANDIA A PM E O MP

O LUMPEMPROLETÁRIO E O SISTEMA

Uma questão de saúde pública 
    Com o agravamento das contradições em nossa sociedade, no que diga respeito a divisão da riqueza produzida, pode-se ver o aumento do Lumpemproletário. Ou seja, proletários que perderam sua capacidade de produção e se entregaram ao derrotismo. Que não conseguem mais se entender enquanto ser social e histórico.  Isso não é um fenômeno natural, e sim um produto do desfavorecimento econômico do sistema capitalista.
     Esse Lumpem, se aglomera especialmente nos grandes centros de produção, e a resposta do Estado para eles, que deveria ser de satisfação de suas necessidades substantivas, é a força policial.  O que vimos na chamada Cracolândia, em São Paulo, no mês de janeiro, é um exemplo tipico do estado policialesco burguês.
     O MP, Juristas e Políticos, se apressaram a criticar ação do Estado. Até a Presidente Dilma chamou de "barbárie", a ação do adversário político. Denuncias foram levadas a OEA e a ONU. Mas e dai? Vai ficar por isso mesmo. Depois de exaurida a capacidade de produção desse Lumpem, agora ele gera um novo lucro. Ainda que politico.
     Pesquisas apontaram que mais de oitenta por cento da população aprovaram a ação policial. Ora, em se tratando de Pesquisa e História, precisamos analisar sob a ótica crítica de quem pagou para que fosse realizada ou escrita, e com que intenção. A mesma ótica vale para a imprensa. Quem pagou pela reportagem e com que interesse? A quem beneficia? Desenvolver uma visão critica da microfísica do poder, é na verdade uma desalienação.
Violência humana do Estado Burguês
     A ação na Cracolândia (são paulo), ou no morro do Alemão (rio), não altera a conjuntura. O tráfego, inserido no sistema e com tentáculos dentro do Governo Burguês, não é abalado com ação dessa natureza. É preciso levar em conta que o proletário é apenas uma vítima, e não agente provedor. Vale a pena rever o pensamento de Loic Wacquant: [...]  Desenvolver  o  Estado penal  para  responder  às  desordens suscitadas pela desregulamentação da economia, pela dessocialização do  trabalho  assalariado  e  pela  pauperização  relativa e absoluta  de amplos contingentes do proletariado urbano, aumentando os meios, a amplitude e a  intensidade  da  intervenção do aparelho policial  e judiciário, equivale a (r)estabelecer uma verdadeira ditadura sobre os pobres [...]Wacquant 2001
     Segundo os suportes de comunicação, a sociedade aprecia o estado policialesco. Discutindo esse fato com um amigo ele concluiu que a imprensa representa o pensamento da sociedade. Ele apenas esqueceu de um detalhe: A sociedade não pensa. Ela é apenas o fruto de um pensamento em construção.