Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MARINA SILVA E A BURGUESIA

O PARTIDO REDE SUSTENTABILIDADE

    Os mais velhos sempre diziam: Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia. Em se tratando de política: se partido fosse bom para o proletariado, apenas um bastaria. A diversidade de siglas em nada tem favorecido ao trabalhador, e muito menos a suposta democracia.
Marina Silva e a hipocrisia da
 Social Democracia Alemã
    Formar um partido politico no sistema vigente mão é um fator ou causa ideológica, é puramente oportunismo politico e econômico. Uma legenda por menor que seja; no caso do PRS (possível sigla), que não será "nem a favor e nem a contra ao governo" (nas palavras da própria parlamentar), tem um valor venal. Pode ser trocado ou alugado por posições ministeriais, ou até mesmo dinheiro vivo.
    Marina Silva não é flor que se cheire. Aliada da burguesia nacional, com um discurso social democrata, ela ganha a simpatia de parcela do proletariado. Especialmente do norte do pais. Sempre que se dirige ao trabalhador, usa seu passado pobre para tentar uma identificação de classe, no entanto sua realidade objetiva tem outro caráter classista. Ela ascendeu da pobreza para a pequena/média burguesia. Por esse motivo, tal qual o Lula e Dilma, já não representa mais o interesse dos trabalhadores, e sim de sua própria classe.
    Pulando de galho em galho partidário, a Senadora pretende ter sua própria árvore. Pregar seu quadro na parede negra e suja, da história política-Burguesa-Brasileira. Seguindo a orientação à risca da cartilha escrita por seus antecessores, ela defendeu em São Paulo, "um novo pacto politico". Este modelo desgastado e ultrapassado de ideologia conciliadora, já não comove tanto, e não traz alento aos que sofrem da exclusão social. Até porque em uma sociedade de classe, onde há um antagonismo operante entre as classes, não tem como haver um pacto honesto. O filé ficará sempre com a classe dominante. A não ser que o pacto a que ela se refira seja para garantir sua parcela.
   Ela também salientou em palestra que "o estado pertence aos partidos e cada um tem uma parte". Talvez seja isso que a Senadora e sua camarilha pretenda. Pegar a sua parte que está nas mãos das outras siglas. 
    Eu prefiro estar entre os céticos que observam de longe, os gladiadores da bondade e das soluções. Fico também a me perguntar: Se nós proletários somos o objetivo de todos esses projetos que a burguesia coloca na mesa, por que não nos perguntam como, quando, e qual a forma que almejamos, para que seja conduzido nossos interesses?
    Entre o idealismo de Marina e seus pares, fico com a máxima de Josef Stalin: "Para não nos enganarmos em política, é preciso sermos revolucionários e não reformistas".