Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A BATALHA QUE ALTEROU O MUNDO

O sacificio do Socialismo para libertar o
mundo do Nazismo
O VERDADEIRO DIA "D"

 Na Rússia comemora-se o septuagésimo aniversário da vitória na batalha de Stalingado. O dia 2 de fevereiro é considerado ponto de viragem no desenrolar da Grande Guerra Patriótica. Precisamente na batalha de Stalingrado o exército alemão-nazista sofreu uma derrota e o Exercito Vermelho deu início à sua marcha vitoriosa a partir das margens do rio Volga libertando não somente a Europa, mas também o mundo inteiro do nazismo.
    Na terra de Volgogrado veneram piamente a façanha dos defensores de Stalingrado. A vitória na batalha de Stalingrado, que se deu a 2 de fevereiro de 1943, equivale em importância ao Dia da Grande Vitória, festejado em 9 de maio de 1945. As cerimônias solenes, dedicadas ao septuagésimo aniversário da derrota dos fascistas nas margens do rio Volga, começaram em Volgogrado bem cedo com a deposição de coroas e de flores junto do Fogo Eterno na alameda dos Heróis, situada no centro da cidade. Os presentes baixaram as cabeças e observaram um minuto de silêncio honrando a memória dos que morreram nesta batalha. A seguir na praça de Combatentes Tombados foi realizada uma parada militar, da qual participaram mais de 600 soldados, oficiais, cadetes e alunos de ginásios militares. Desfilaram solenemente três unidades de gala – os marinheiros, os aviados e os fuzileiros, vestindo os uniformes históricos da época de guerra. A parada foi encabeçada por um tanque lendário T-34.
Stalingrado – a Batalha Final
     Os veteranos da Grande Guerra Pátria e defensores de Stalingrado assistiram à parada com os olhos cheios d'agua. Eles vieram de diversas regiões da Rússia, assim como da Ucrânia, Bielorrússia e Armênia. “A batalha de Stalingrado tornou-se um ponto de viragem não somente da Grande Guerra Patriótica: ela determinou o destino de todos os povos do mundo”, disse Svetlana Safonova, presidente do Conselho de veteranos do Qüinquagésimo Primeiro Exército na Crimeia.
     “Este foi o ponto final da guerra. Se não fosse a batalha de Stalingrado, não se sabe, o que seria. Os alemães iriam penetrar no Cáucaso, tomar jazidas de petróleo, e creio que nós simplesmente deixaríamos de existir. A guerra foi parada precisamente aí. Ninguém sabe, quanta gente morreu aqui. Como era vergonhoso o aspecto de Paulus, e dos alemães – esfarrapados, famintos, gelados, mal conseguindo mexer-se.”
Stalingrado: o gosto da vitória
     A batalha de Stalingrado prolongou-se por mais de meio-ano. Os soldados lutavam por cada rua, cada casa. A famosa casa de Pavlov resistiu ao lugar durante 58 dias. A cidade foi reduzida a um montão de ruínas. Combates especialmente encarniçados eram travados pelo Mamaev Kurgan, o ponto mais alto da cidade. Nesta terra jazem os restos mortais de dezenas de milhares de soldados que tombaram na batalha. O total de perdas humanas de ambas as partes ultrapassa dois milhões de homens.
     Por ocasião do septuagésimo aniversário da batalha de Stalingrado, no cemitério memorial do Mamaev Kurgan ao pé do grandioso monumento Pátria-Mãe, foram instaladas mil e quinhentas lápides de mármore negro, em que estão gravados os nomes de 17 mil soldados e oficiais, mortos na batalha de Stalingrado.
     São unidades de busca que ajudam a recuperar os nomes dos soldados que tombaram nesta batalha. Trata-se de um trabalho meticuloso e pesado – é preciso escavar a terra e revirar documentos nos arquivos. Este trabalho é difícil não somente no plano físico, mas também moral, diz Svetlana Pervukhina, representante da organização juvenil social de Volgogrado “Busca”.
     “Temos crianças na idade a partir de 14 anos que trabalham conosco e cada uma delas reconsidera totalmente a situação. Os avôs e avós de todos lutaram e falaram-lhes da guerra. Mas somente quando a expedição concluiu o trabalho e foram acesas velas em homenagem a todos os soldados, cujos restos tinham sido encontrados, somente aí eles compreenderam que estes soldados eram os seus coetâneos, talvez um pouco mais velhos ou mais jovens. E os olhos dos meninos encheram-se de lágrimas. A nossa busca é um trabalho difícil mas, ao mesmo tempo, é grato.”
 Ano 2012 – momento histórico para os povos da Rússia e do Brasil
     A batalha de Stalingrado serviu de tema para milhares de livros, dezenas de milhares de artigos de jornais e revistas, para filmes e para canções. Mas mesmo assim muitos aspectos da batalha ainda continuam desconhecidos. Os participantes da conferência científico prática internacional “Batalha de Stalingrado nos destinos dos povos” tentaram lançar luz sobre estas páginas obscuras da história. Os pesquisadores da batalha de Stalingrado, o pessoal de arquivos e museus, alunos das escolas superiores e dos cursos de pós-graduação de Volgogrado prepararam informes sobre a atividade de guerrilheiros, sobre as façanhas laborais dos defensores de Stalingrado. A derrota de um dos maiores e mais poderosos exércitos alemães nas margens do rio Volga foi mérito de milhões dos soviéticos que lutaram na frente de batalha, ou trabalharam na retaguarda, afirma a historiadora Elena Tsunaieva, co-autora da enciclopédia histórica “Os defensores de Stalingrado e a batalha de Stalingrado”.

     “Este é um dos ramos da ciência histórica que consiste em que através da “micro-história” faz-se uma tentativa de mostrar os processos enormes no pais, mostrar através de biografias das pessoas como o país trabalhava. A ideia da enciclopédia biográfica visa precisamente isso. Mostrar o trabalho heróico, por exemplo, de uma professora, um aceiro, ferroviário ou arrumadeira de uma empresa que participou da evacuação desta empresa para outra margem do rio Volga. Portanto, o destino de uma pessoa serve de lente através da qual se mostram todos os esforços, por mais pequenos que sejam, que formaram, afinal, a vitória.”
Stalingrado. A mãe de todas as batalhas
     Stalingrado continua sinônimo da enorme coragem e firmeza dos soldados soviéticos e da derrota dos nazistas. Esta vitória foi eternizada nos nomes de ruas e praças de Paris, Bruxelas, Milão e outras cidades da Europa. Esta batalha alterou o mundo. Os historiadores afirmam que em Stalingrado se deu a reviravolta moral na guerra. Esta vitória inspirou as forças anti-hitlerianas do Ocidente e não deixou que a guerra se alastrasse mais para o Leste.


Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_03/A-batalha-que-alterou-o-mundo/