Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 16 de junho de 2013

O PODER POPULAR

O movimento dialético das massas. Indignação a caminho da revolta

Essa já não é uma manifestação de centavos. Ela é um aviso para o poder burguês constituído. Ela é um recado do antagonismo de classe.

AS DUAS FACES DA DEMOCRACIA BURGUESA

São Paulo parou e o mundo aplaudiu. Primeiro umas centenas por poucos centavos, mas logo, milhares por muitos motivos. Assustado com o movimento espontâneo das massas, o Estado burguês  partiu para o confronto. Eles não souberam fazer uma avaliação correta do processo dialético, que a realidade objetiva requereu.

Acostumados com o falso conceito pacifista do proletariado brasileiro, e tendo a imprensa burguesa como aliada, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad, não esperavam tal reação mas massas, e agora terão que dar boas explicações, tanto a História quanto às urnas nas próximas eleições.

O apelo da imprensa vendida é sempre em nome da democracia. Democracia de classe, claro. O apresentador comediante da BAND, Luiz Datena, que um dia se disse Anarquista, fez uma enquete ao vivo. Apelou em favor do governo reacionário, e do patrimônio danificado dos mais ricos, que o patrocinam: "Você é a favor de protesto com baderna? A resposta foi do telespectador foi taxativa: Sim 2179". Não 915. O resultado deve ter sido inesperado. E a vergonha maior.

A mídia burguesa finca posição, na retórica de que as legitimas atividades das massas contra o governo burguês, fere o direito da maioria em sua liberdade em ir e vir. Na verdade quem fere esse direito do proletariado, é o próprio representante do capital, ao autorizar sem consulta popular, aumento das tarifas públicas. Ele onera o soldo do trabalhador, reduzindo sua capacidade de locomoção. O direito de ir e vir.

Ela, a imprensa, procura as mais apelativas formas de sensacionalismo para convencer o público pacifista e conciliador. Mostram jovens quebrando o patrimônio privado, e chama os manifestantes de vândalos. Ela oculta a verdade objetiva do vandalismo sócio emocional, espiritual, cultural e financeiro que o Estado Oligarca, e inimigo de classe, pratica contra o proletariado. Ela o legitima. No entanto, em nenhum momento mostra que aquele patrimônio deteriorado pela fúria do indignado, é patrimônio de classe. É fruto da exploração humana, e da escravidão assalariada. É moralmente e historicamente ilegítimo! Nesse caso, tudo se relaciona. Diz a dialética.

A estrutura deste Estado foi montada, para dizer não aos apelos via parlamento. Esse é o estilo da democracia indireta que acaba se tornando uma ditadura. As massas estudantis e proletárias estão no caminho certo. Elas precisam compreender que o protesto é o único mecanismo transparente de reivindicação que o estado burguês não pode impedir, senão com violência. Que a desobediência civil, é a legitima estrada libertária dos oprimidos.

As criticas sobre o fechamento das ruas não faltaram. No entanto, nem se comentou que elas também em épocas de carnaval, comícios políticos, eventos gays e religiosos, também são fechadas. Que a real aglomeração existente é nos hospitais, nas salas de aula, nas filas de banco e lotéricas. O transtorno é o mesmo. A reivindicação primeira e legitima do atual protesto, é de um transporte público de qualidade, a altura do preço que se paga. Aliás, de público só resta mesmo o nome, porque está sob o controle das elites. A diferença da critica é que agora o alvo fere a estrutura moral do estado fascista.

Na avaliação histórica desse processo, podemos observar a união dos poderes constituídos das elites. De um lado Alckmim: "As pessoas não estão fazendo uso adequado da liberdade de expressão". Raddad: "A PM tem que seguir o protocolo". Do outro lado do poder, o promotor Rogério Zagallo: "... Por favor alguém avise a tropa de choque que essa região faz parte do meu tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial". Quanto ao Legislativo, normalmente essa fração mais fragilizada do poder burguês, espera acalmar os ânimos para se pronunciar.

O fato é que, o levante nada ainda revolucionário, porém avançado, questionou o direito da exploração burguesa, sob o proletariado. É nesse momento em que os dominadores de classe retiram a mascara da democracia, e apresentam sua face reacionária e violenta. Partem para a agressão.

Uma avaliação dialética mais precisa exige que o norte seja um movimento espontâneo da massa. Apesar da orientação de pequenos grupos de organizadores e agitadores que estão atuando muito bem. Podemos avaliar também como um grito contido de indignação. Sem  ainda estar no nível de revolta. São as altas taxas de juros cobradas sobre a produção que refletem nos super mercado e nas lojas. O baixo crescimento da economia, e geração de empregos. Os grandes investimentos em eventos que não trarão resultados objetivos para a melhoria de vida do trabalhador e sua família. Aeroportos, estradas, portos parados, transportes privados ineficientes. Saúde abandonada, educação aos frangalhos. Os bilionários escândalos de corrupção, sem solução. Além de mais da metade da produção ir para o pagamento de impostos. Sem retorno.  


Raddad: O reacionário prefeito Paulista do PT
Essa já não é uma manifestação de centavos. Ela é um aviso para o poder burguês constituído. Ela é um recado do antagonismo de classe. E aos que negam a capacidade da massa revolta, em se armar contra a tirania. Para aqueles que afirmam não ser a hora, por inabilidade da massa proletária e estudantil. Afirmo que só falta uma vanguarda firme e determinada, para direcionar a luta ao ponto sem retorno. Para os teóricos de livros, e comunistas de sala de aula, e de partidos legalistas, fica o recado de Lênin: "Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação".