Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 23 de junho de 2013

A FACE OPORTUNISTA DO GIGANTE

A face do gigante inimigo de classe
O pior de todos os atos de vandalismo, é praticado pelo governo com o dinheiro público. Retirado do bolso das massas esfomeadas e dos escravos assalariados.

E A DERROTA DO PIGMEU

O mascara é o personagem que retrata bem esse retorno às ruas da massa estudantil e até certo ponto, proletária. Os personagens foram passando de Cara Limpa, para Zorro. De Anônymus, até chegar a Louis Vuitton. Tudo isso em um curto período de tempo, em escala ascendente. Diferente das intervenções do passado, o hino da Internacional socialista não pôde ser cantado. Tivemos que nos contentar com o hino Nacional, que mais representa o poder repressor da república burguesa, do que a realidade objetiva proletária que vive o nosso Pais. O hino e a bandeira nacional passaram uma falsa imagem de que um único interesse une todo o País. O que não é verdade.

Os últimos mascarados acabaram por encenar um ato de vitoria gigantesco sobre os primeiros pigmeus. Proibiram suas mascaras proletárias e seus símbolos de luta. Símbolos esses, que teceram no tear da História, o tecido ideológico libertário que aqueceu no frio de sua infância, a democracia burguesa em que hoje vivemos.

O movimento então tomou novo rumo. Acabou por receber elogios dos caciques da comunicação, que de pronto passaram a aplaudir em vez de criticar. Porém sem esquecer-se de isolar os pigmeus mascarados, das mascaras dos gigantes elitistas. Os primeiros passaram a se chamados de vândalos, e os segundos, de pacifistas. O direito ao protesto foi sacramentado pelo poder constituído, desde que seguissem com o andor, em romaria, rumo ao altar da conciliação.

Na missa rezada perante o altar, pelos cardeais da mídia, se fez questão de enfatizar que não havia lideres conduzindo o movimento. A estratégia foi desacreditar a participação de organizações sociais progressistas e outras revolucionárias. Assumir que as massas estavam sendo dirigidas por comunistas e anarquistas, seria assinar um recibo de reconhecimento de força revolucionária, e desacreditar o capital perante o público internacional. Mesmo que essas lideranças não representassem ameaça alguma, por não ser uma vanguarda revolucionária de fato. Estando mais para um revisionismo legalista.

Todos os cuidados foram tomados para não envergonhar o nome desse gigante. Pois a elite nacional se orgulha do seu modelo de exploração humana. Mas também se envergonha de não poder controlar os "desmandos" da massa. Preocupada com isso, a representante do capital no Pais, Dilma Rousseff, se pronunciou envergonhada com os atos de "vandalismo" das massas. Ela precisa entender que essa vergonha não pertence  aos proletários, mas aos seus iguais. Envergonhamos-nos na verdade é da miséria de sua filosofia de governo. Que julga ser mais comodo, jogar a sujeira para debaixo do tapete, do que abrir as portas do planalto e joga-la na rua, a vista de todos.

A massa desinformada que esteve presente nas manifestações, acabou sendo cooptada pelas mascaras de Louis Vuitton. Acabaram exigindo, por falta de conhecimento histórico científico, o fim dos partidos políticos. Pensar no fim das agremiações eleitoreiras não é de tanto ruim. Pois de certa forma elas são o sustentáculos do regime fascista burguês, e não proletário. E servem como balcão de negócios empresariais. No entanto, sem uma substituição mais avançada de sistema, seria um convite  para Louis Vuitton, dar um golpe militar.

Apesar dos resultados da conquista terem sido insignificantes, serviu para mostrar a esta geração que esteve  por décadas engessada pelo próprio PT e PC do B, de que formação politica não se aprende em salas de aula, e sim no calor da luta. É com fogo e golpes de marreta que se forja a espada de aço. É bem provável que o governo negocie com os empresários e lhes dê incetivos extras, no fechar das cortinas, para compensar as "perdas" da exigência popular. No frigir dos ovos, vamos acabar pagando o aumento. No entanto, tivemos uma vitória política.

Quanto as criticas de atos de vandalismo praticado por alguns estudantes ou proletários, contra o patrimônio  público ou privado, convém lembrar que o pior de todos os atos de vandalismo, é praticado pelo governo com o dinheiro pulico. Retirado do bolso das massas esfomeadas e dos escravos assalariados. As gigantes instituições inimigas do proletariado, como ALERJ foram depredadas como simbolo de uma angustia e indignação dos pigmeus explorados. Isto é legitimo!

O que podemos citar como ilegitimidade, é um projeto de lei antidemocrático. O PL 728/2011. Em seu Art. 4º Ele legitima prisões em manifestações de cunho ideológico, como terrorismo. Ele foi apresentado pelo senador Marcelo Crivella. Nele se retira o direito ao pensamento e a livre expressão ideológica, sob pena de 15 a 30 anos de prisão. É um golpe branco na democracia, mesmo que seja burguesa.

A ignorância política leva a arrogância
Dizem que o inimigo de classe prepara um golpe militar. Que ele se utilizou das massas para provocar o caos. Um golpe na atual conjuntura acho pouco provável. Nós já tivemos o governo do PSDB no poder. Ele que representa o inimigo de classe, e não nos conduziu para a ditadura militar. O que de fato parece ser, é que as frações burguesas do PSDB, DEM e aliados, juntamente com  suas instituições midiáticas, esperavam com o resultado do aumento das tensões,  o enfraquecimento do PT para o seu retorno em 2014. Aqui ente nós, trocar o conciliador pelo inimigo de classe, não vai nem feder nem "catingá" no vaso do trabalhador. O punho que erguemos contra um, será o mesmo que ergueremos contra o outro.