Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 9 de junho de 2013

A LEGITIMIDADE DA REVOLUÇÃO PROLETARIA

Fome, miséria, desemprego. A revolução se justifica
Em se tratando do princípio da luta, apenas um fuzil é capaz de materializar e transformar a indignação em revolta.

ENTRE O REVISIONISMO E O DESCULPISMO

Eles e seus filhos, já formam um exército de
cento e trinta milhões. Mais de sessenta milhões deles estão excluídos do mercado de trabalho formal. Sua maioria não conta com nenhum mecanismo seguro de subsistência. Quinze milhões não possuem residência própria, e os que conseguem construir uma, fogem para a periferia sem estrutura. A renda média de hum mil e cem reais, só permite o consumo de bens, como: Calçado, roupas, e material de higiene pessoal fabricados de refugo das fabricas, que possuem uma duração curta e baixa qualidade. O acesso aos alimentos de primeira necessidade é de segunda categoria, que acabam não permitindo uma nutrição completa. Eles são o Proletariado indignado, mais anda não revoltado.

A outra classe, a pequena burguesia intelectual medíocre, espera pacientemente pelo espontaneísmo desses trabalhadores. Chamado também de massa proletária. Ela se arroga de sua condutora intelectual, ao tempo que procura justificar o seu comodismo, em trechos teóricos de Marx e Lênin. Ela, a pequena burguesia, não possui estrutura nem mesmo coragem de um enfrentamento com o Estado Burguês, a fim de resolver as contradições da classe trabalhadora. Por esse motivo ela  assume um seguidismo ideológico, baseando-se em palavras soltas de um século atrás, e em uma realidade objetiva antagônica à atual. É quase natural o seu desculpismo, que culmina em forte desvio ideológico, e fuga do enfrentamento.

Quando falo de comodismo, eu estou logicamente me referindo aos intelectuais comunistas. Em grande parte eles assumem a direção de paridos oficiais ou clandestinos. Eles possuem um medo mortal da revolução. Estão dentro do governo ou possuem com ele negócios escusos. Tem um discurso convincente, dirigem ONGs, Casas de Cultura, Centros de Estudos, e Fundações. Possuem em sua maioria bons salários. Moram normalmente em ambientes urbanizados e possuem carros. A base de seu discurso oportunista é a incapacidade e a desorganização das massas, como impedimento para o processo revolucionário da tomada do poder. Normalmente não negam a luta armada como forma superior de embate proletário, mas fazem mea culpa diante do enfrentamento, e acabam em retóricas desculpistas. 

A revolução não é para a Pequena Burguesia. Ela permeia o campo do desnudo, do descalço, do faminto e do excluído. Ela rejeita João Amazonas, retirado do sepulcro revisionista, e colocado por alguns em um pedestal revolucionário. Ela nega ao reformismo e ao desculpismo de dirigentes, que tem medo de perder o seu Status Quo no seio da sociedade. E até mesmo de sofrer retaliação do poder burguês.
João Amazonas. Comunista,
legalista e revisionista Brasileiro

É por isso que nós revolucionários, insistimos em uma linha proletária. A consciência revolucionária se desenvolve dentro da contradição objetiva da miséria. Não precisa de professor para isso. Ela acontece por uma necessidade natural dos excluídos. É parte orgânica do homem excluído. A fúria revolucionária não nasce nos livros nem mesmo no conhecimento histórico, ela é forjada no calor da luta libertária. No tocante a condução do processo de organização, apenas uma vanguarda revolucionária e destemida é capaz do enfrentamento da idéia para a condução da consciência. Em se tratando do princípio da luta, apenas um fuzil é capaz de materializar e transformar a indignação em revolta.