Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 5 de maio de 2013

A BURGUESIA PEDE PAZ

O choro infantil da burguesia
O PROLETARIADO TAMBÉM!
  A imprensa sensacionalista burguesa, deu enfase essa semana, à morte do jovem pequeno burguês, Fernando Abdala. "Aos vinte e nove anos, ele tinha um sonho." Frisou o repórter da burguesia. Ele foi vitima da violência urbana na freguesia do "O" em São Paulo. Os apelos ocupou parte de quase toda a produção jornalistica de diversas emissoras com a apresentação dramática, e legítima, de sua esposa. No mesmo período, em Porto Velho, Rondônia, outra vítima da violência urbana. Um jovem pobre da favela do JK. Samuel Costa Fernandes. Não houve repercussão pela imprensa, e sua mãe não passou em cadeia nacional. Os sonhos do garoto não foram apresentados, nem sua foto foi mostrada incessantemente a fim de promover alguma comoção. Muito menos as autoridades enfatizaram sua dor. O que o Samuel teve direito, diferentemente do Fernando, foi apenas a noticia do seu falecimento, mostrando o caráter de classe da Imprensa reacionária.
    Os apelos por justiça, e as alegações de que a violência e a marginalidade, são fruto de uma judiciário inoperante não e verdade. São mais de quinhentos mil adultos pobres, presos no Brasil, e vinte mil adolescentes. Os números por si só mostram a eficiência da justiça na punição dos excluídos. A grande maioria das prisões foi motivada  por trafico de drogas, e apenas um por cento, por crimes contra a pessoa. Desse número pode-se deduzir uma irrelevante quantidade de vítimas fatais no ato de latrocínio. 
    Que a violência urbana existe isso é um fato. No entanto, as suas causas, longe de ser a ineficiência da policia ou da justiça,  necessitam de uma investigação mais profunda, a fim de se combater a sua origem. 
    Que os tais crimes passaram a possuir um caráter violento e frio, isso também não se discute. No entanto, também não é discutido a falência moral dos valores, e muito menos do caráter de classe da democracia burguesa. Apenas se apresenta os fatos, porém suas causas e consequências são negadas ao debate social, afim de não contrariar a continuação do processo de domínio da produção. Além de infinitos motivos que se possam apresentar para se explicar a violência urbana, a luta de classes é o mais plausível. Enquanto for negado a uns o direito de ter, ao outro, sempre haverá a possibilidade de ser negado o direito de ser.
    O proletariado também pede, e quer a paz! A paz que desfruta a burguesia. A paz da boa moradia. Da residência confortável em área urbanizada. Que ela tenha três ou quatro quartos confortáveis conforme a necessidade da família. Que ela tenha um designer bonito, e todos os acessórios que a tecnologia contemporânea possibilite a família ter. Queremos também a paz da educação de qualidade para os filhos do trabalhador, e não uma brincadeira de escola. Um faz de conta que ensina e o outro que aprende. Esta filosofia deve ser combatida com investimentos sérios e com resultados qualitativos. Os filhos da labuta e do sofrimento, deve ter acesso ao conhecimento cientifico elaborado na técnica acadêmica que lhes possibilite o desenvolvimento máximo intelectual, tal qual os filhos da burguesia reacionária. A seleção social do acesso  a universidade deve acabar, esse acesso deve ser universal. Chega de reservar o mercado das melhores profissões, como a de médico por exemplo, para os filhos das elites. Desejamos ardentemente a paz da boa saúde. Uma medicina preventiva de qualidade e acesso aos melhores aparelhos de diagnósticos que hoje estão disponíveis apenas aos centros de saúde da iniciativa privada dos ricos. Os excluídos também querem a paz da universalização do emprego. Essa almejamos de coração! Que todo homem e jovem em idade correta, possa ter acesso ao trabalho com salario digno para seu sustento. Que este salario seja elaborados mediante a necessidades individual, para sua subsistência completa. Que o exercito de vinte por cento dos desempregados seja extinto, e que os cinquenta por cento da força de trabalho informal da nação, possa desaparecer e dar lugar ao trabalho regular. Aspiramos também à paz da arte, da cultura e do lazer.
A violência como fruto
da histórica exploração de classe
   Esses são predicados essenciais para a boa vida do homem e sua família. Que os filhos do proletariado possam ter acesso a música, e as artes em suas técnicas acadêmicas. Que tenham a cesso aos instrumentos diversos para tornar a sociedade plena, na liberdade do seu movimento religioso.
   A interpretação do mundo em seu movimento dialético é importante na pesquisa filosófica. No entanto, é essencial que ao descobrir suas causas e efeitos não se limite apenas ao discurso, mas em mudar a conjuntura. Isso exige sacrifícios por parte da burguesia, que não irá se propor a fazê-los. Os soviéticos terão que dar o primeiro passo a essa revolução histórica.
  No entanto, enquanto o assalto às riquezas produzidas pelo trabalhador forem direcionadas apenas aos filhos das elites dominantes, enquanto a contradição aumenta, e o antagonismo se acirra entre as classes, que chore a burguesia e seus filhos.