Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 11 de setembro de 2011

ONZE DE SETEMBRO

A TERGIVERSAÇÃO DA HISTÓRIA
 


11 de Setembro de 1973
Palácio de La Moneda Chile
   Hoje é um dia de reflexão. Um dia que nos faz lembrar uma das maiores tragédias da história. Um trauma inesquecivel para os trabalhadores das Américas e do mundo. O sangrento 11 de Setembro de 1973 em Santiago do Chile, marcou o método que a burguesia utiliza para manter seu Status Quo de classe dominante, a violência
armada.
     Às 6h da manhã, o General rebelde Augusto Pinochet ordena o bombardeio do palácio de La Moneda, onde se encontra o primeiro presidente socialista eleito democraticamente por maioria absoluta, em todas as Américas. Salvador Allender Gossens. O Chile era na época o pais de maior participação democrática na América Latina, com fortes organizações populares, sindicais, socialistas e comunistas.
    Os EUA que estavam em plena guerra fria com a URSS, então preferiam não carimbar o golpe a fim de evitar um confronto direto com o bloco comunista. Utilizaram o Governo Brasileiro, na pessoa do embaixador Antônio Cândido Câmera Canto. O reacionário diplomata Brasileiro foi o primeiro a se pronunciar em apoio ao novo governo, liberando um emprestimo de cem milhões de dólares e setenta mil toneladas de medicamentos e alimentos, a título de "ajuda humanitária". Um jornal Chileno, La Tercera, acusou o embaixador der ser o "quinto membro da junta".
    Allender cometeu alguns erros que nós revolucionários entendemos como primários. Iniciou a nacionalização de empresas Americanas sem antes armar os trabalhadores. Quando a contra-revolução chegou, o proletariado não teve como se defender, muito menos seu governo popular. O banho de sangue teve endereço certo. Essas lições que a História nos mostra, indicam o caminho do novo, o método e a tática a serem usada como norte pelo proletariado, para a construção da Nova Democracia.
11 Stembro 2011
Torres Gemeas NY
    Por certo a juventude de maneira geral, estudantes e trabalhadores tem em sua memória um outro 11 de Setembro, o de NY. Elaborado cuidadosamente para Tergiversar a História, para tentar apagar uma centelha que insiste em se manter acesa, Salvador Allender. A imprensa golpista é o mecanismo de massificação dessa idéia, mas ela não pode mudar ou apagar o que está escrito em nossa memória. O fantasma do passado os assombrarão onde quer que estejam. Tergiversar a História não apagará de suas mãos, as manchas seladas com o sangue dos libertadores.
     Por esse motivo, nós comunistas revolucionários insistimos em beber no copo da historia, os símbolos da lembrança e da liberdade. Enquanto os tergiversadores, bebem o escroto do seu agonizante fim.