Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 11 de janeiro de 2015

A UTOPIA FEMINISTA - TOMO V -

 O caráter opressor e contra revolucionário da ideologia feminista.
“Para elucidar o complexo enigma do conjunto de leis naturais, é preciso um nível de abstração elevada; e de aguçar o código da inteligência do questionamento. Da dúvida e da crítica. Dirimir as contradições intestinais, conflituosas; geradas por elementos estressantes de conteúdo material e espiritual, com rótulos culturais e sistêmicos”.

DA LUTA DE CLASSES À LUTA DE GÊNEROS

DOS OBJETOS DE USO DA NATUREZA

A necessidade de aceitarmos e convivermos com leis naturais é imperiosa. É delas e por elas que podemos entender a nossa origem e construir nossas relações orgânicas e inorgânicas. Enquanto objetos de uso da natureza, pois é o que somos, dividimos com outros objetos externos [observados a partir do que nos é interno] no ambiente universal de forma igualitária, relativa; os espaços ocupados.  A igualdade relativa é gerada exclusivamente pela dependência entre os iguais, enquanto gêneros, e ou diferentes, pelo impulso espiritual da natureza, a fim de manter o ciclo da vida na terra. Vimos anteriormente que o elemento só pode ser igual a si mesmo, enquanto em sua natureza, pela negação. Pois com relação a outros elementos, a igualdade só pode se dar enquanto relativa, mediante a uma negação da própria negação. O princípio segue atingindo também o produto e os objetos da natureza, incluindo as espécies e suas variedades. Ele serve como lei geral de relação entre coisas.

Quando as coisas, ou objetos de uso da natureza, sejam elas de origem mineral, vegetal ou animal, se necessitam entre si, [para poder realizar o propósito de sua existência]  motivada pela impulsão comunicada,  elas entendem que necessitam se anularem de forma relativa a fim de cumprirem o propósito de sua união, que é servir à natureza dos organismos, vivos ou inanimados.  E ainda continuarem a serem objetos de uso da natureza das condições; manipulados pela força impulsora. Segundo Darwin, a natureza é uma “ação combinada e os resultados complexos de um grande número de leis naturais; e, por leis, a série de fatos que temos reconhecido”. Por esse motivo, mediante uma linha de autoridade natural entre os objetos organizados, frente à natureza, se estabelece uma ordem de dependência, de forma natural entre grupos de objetos, e ou objetos isolados. Desta forma, a natureza constrói e mantém a sua economia.

Entendemos por anulação relativa, não a negação da natureza do objeto em si, ma sim do estado espiritual da natureza do objeto. Desta forma, no momento do ponto de colapso na relação entre as coisas, depois da sua decomposição, o estado natural se mantém, pois ele é de propriedade de um todo; e uma fração do conjunto que se fragmenta e se recompõe, mediante ao movimento  materialista dialético. Assim, segue renovando-se o espiritual, no momento de uma nova construção. O equacionamento das leis fundamentais deste movimento dialético da natureza é um organismo necessário. É também um código permanente para sua própria economia.  

Como vimos no tomo IV, um simples exemplo do objeto de uso da natureza; um João de Barro, motivado por uma impulsão comunicada, faz uso do produto argila para construir um abrigo para si, sua companheira e sua prole. A argila enquanto produto mineral da natureza serviu na escala da linha de autoridade, a um objeto de escalão superior enquanto modelo de organização; na ordem da dependência.  Neste caso, a relação foi à anulação relativa da argila, a fim de se tornar um objeto de uso da natureza. Porém ainda em uma escala inferior, apesar de sua igualdade relativa [apenas enquanto negação de ambos] com o objeto João de barro. Quando a argila renunciou a sua natureza espiritual, superando os entraves da sujeição ao João de barro para se tornar a sua casa, ela cumpriu a já citada, lei econômica da natureza. Ela elevou-se ao status de objeto de uso e fruto da natureza, em uma escala de igualdade relativa enquanto grandeza de valor com João de barro; porém qualitativamente diferente.

Para elucidar o complexo enigma do conjunto de leis naturais, é preciso um nível de abstração elevado; e de aguçar o código da inteligência do questionamento. Da dúvida e da crítica. Dirimir as contradições intestinais, conflituosas; geradas por elementos estressantes de conteúdo material e espiritual, com rótulos culturais e sistêmicos.


Esperamos com pacincia a passagem da
 onda da história! (lênin)
Necessitamos entender o homem a partir da observação interna, como um objeto da natureza. Organizado por sua força impulsora, para o seu uso e fruto. E porque a natureza organizou a vida?Segundo Darwin, o propósito da vida é a reprodução. Para podermos entender esse enigma, necessitamos entender se é o objeto homem que expressa o valor no ato da reprodução na natureza, ou é o valor natural do objeto que expressa o tal valor. Pois a expressão de valor tanto pode, enquanto pólos equidistantes, ter o mesmo conteúdo espiritual e mesmo assim oporem-se, e se excluírem mutuamente. Continuaremos no TOMO VI.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A UTOPIA FEMINISTA - TOMO IV -

Dicotomia feminista entre o sonho e a realidade.
“Não se pode imaginar que no universo, tanto dos elementos, dos produtos e dos objetos de uso da natureza, não haja uma ordem natural de subordinação espontânea entre as coisas.”

DA NATUREZA DAS CONDIÇÕES DOS PRODUTOS E OBJETOS

Dando sequência a nossa pesquisa, de onde partimos do elemento; seguiremos para o entendimento da natureza do produto e seu desenvolvimento; até a forma de objeto natural. Passaremos também pelo processo de evolução espontânea, enquanto função de uso pela natureza. Este desenvolvimento ou evolução é um organismo da natureza, e necessário enquanto interesse da própria natureza. É quando ela troca o elemento e renova o produto constituído; podendo ser relativa ou não. Porém, tendo sempre um resultado de natureza qualitativa, no processo da evolução.

O caráter da relação entre o elemento A e B, conforme citamos no TOMO II, origina-se dentro do caos, por um processo espontâneo de grandeza positiva. Porém isso acontece por uma necessidade imperativa, e apenas de satisfação da natureza da própria relação. Dessa forma ele se constitui enquanto produto organizado com uma função e valor agregado. Esse movimento dialético de evolução pela negação gera uma dependência simbiótica, agregando vida espiritual inorgânica à natureza dos produtos.

Essa valsa veneziana entre os produtos se constitui, no ponto central da relação entre as coisas. Citamos anteriormente o produto argila enquanto união dos elementos na natureza, para facilitar o entendimento. Porém ele é apenas um produto com um valor mínimo enquanto produto organizado, e sua função de uso é apenas relativa. Sua grandeza de valor não difere dos demais produtos naturais; nesse norte, apenas a sua função de uso qualitativo exerce um valor desigual; seja este valor, de caráter afirmativo positivo ou negativo. Lembremos que o produto, enquanto resultado objetivo de uma relação elementar, é apena uma fração da relação universal do conjunto dos produtos.

Para que ele, o produto, se torne um objeto essencial a serviço, e para uso da natureza que o organizou, necessita se relacionar com os seus equivalentes. A sua natureza, e a natureza organizadora exige dele, de igual forma que exigiu do elemento, uma negação relativa a fim de agregar-lhe valor e estabelecer a sua nova função no mundo das coisas organizadas. O produto só consegue cumprir a sua função de uso pela natureza se estiver disposto a entrar em concorrência com os outros produtos, que às vezes se torna uma concorrência desleal. Para não ser descartado, ao ponto em que concorre, ele se esforça para construir uma união relativa com os outros produtos e dar continuidade a sua própria existência.

Não podemos imaginar que no universo tanto dos elementos, dos produtos e dos objetos de uso da natureza; não haja uma ordem natural de subordinação espontânea entre as coisas. Entre os grupos que se agregam e se submetem a outros grupos para continuarem agregados e exercendo sua função natural, por uma “impulsão comunicada.” (Darwin). Se não fosse assim, não haveria espaço para um processo dialético de desenvolvimento, e o caos, não sujeito a uma força externa de relação espontânea em si mesmo, promoveria a desorganização; e as condições uniformes entrariam em colapso, culminando com o fim. Nós não possuímos compreensão perfeita desta lei natural de subordinação espontânea das coisas. Pois esse enigma da natureza organizadora e sua relação espiritual com a natureza dos elementos e produtos, ainda carecem de estudos mais profundos. Eu também não encontrei referencia filosófica a altura para este assunto. A nossa intervenção neste caso é apenas de observação superficial.

Vamos tentar facilitar o entendimento com um simples exemplo de negação, e relação simbiótica do produto com o objeto, no processo de superação dos entraves em sua cadeia de evolução, ao objeto organizado. Decidimos então tomar como exemplo, o João de Barro. Enquanto espécie já desenvolvida, atuando enquanto objeto de uso da natureza, ele transforma o produto C (argila), enquanto agente natural, e mediante a impulsão comunicada; em objeto de uso da natureza para o próprio desenvolvimento da natureza. Essa relação equacionada entre produto e objeto, permite que o João de Barro, construa sua moradia a fim de oferecer garantias a continuação de sua espécie.

No momento em que o produto C se nega enquanto produto, ele aceita uma relação de subordinação ao objeto, promovendo uma união relativa para servir a um novo proposito em favor da natureza. Ele concorre nesse momento com outros produtos e até mesmo com objetos formados para fazer valer a sua função natural. Agora em seu estado avançado enquanto objeto de uso (casa do João de barro), ele concorrerá em uma ordem elíptica de evolução com os demais produtos em uma cadeia superior. Isso só foi possível, devido ao principio da negação e da subordinação espontânea. Esse parece ser o código alfa do processo de desenvolvimento das coisas.

"Ideias são mais
 letais que armas".
Caso o elemento C se negasse à sua negação ao João de Barro, ele promoveria um ponto de colapso na ordem natural, desmontando uma cadeia de desenvolvimento de natureza orgânica e inorgânica. Porém, enquanto objeto constituído ele se permite renovar em tempos e tempos, para cumprir uma
reorganização espontânea do processo qualitativo de desenvolvimento. Ele voltará a ser argila e em seguida barro e água. Esse ciclo permite que ele retorne ao seu estado de produto, e até de elemento, para se reorganizar e voltar ao seu estado evoluído de objeto. Este entendimento, do principio da negação, da subordinação e da união espontânea nos dará suporte para à compreensão no futuro, da constituição de uma ordem natural na cadeia de vida entre as espécies, bem como na constituição de uma ordem social. Entenderemos também quais os danos que uma ideia doente pode causar a toda uma ordem natural de vida. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A UTOPIA FEMINISTA - TOMO III -

"A crítica é um organismo do pensamento organizado. Necessário para levar a reflexão e reorientação de um norte, supostamente desorientado. É um questionamento que enquanto consciente, pode levar a auto-crítica."

A CRÍTICA DA CRÍTICA

Decidi adiar a publicação da pesquisa na busca da uma lei geral da relação de gênero, a fim de esclarecer alguns mal entendidos que se revelaram desde a publicação do TOMO II. Eu estava ciente de que haveria severa oposição a ideia. Pois estamos vivendo um momento histórico muito sensível, onde o materialismo se encontra em uma crise sem precedentes, desde os anos oitenta; com os questionamentos que levaram ao fim da URSS.

Com um espaço vazio na história materialista, a burguesia reacionária passou a assumir um novo projeto de manipulação de consciência da massa. Ele deveria ser de caráter emotivo, buscar no cerne da psiquê proletária, o processo antidiatético do pensamento. O código racional deveria ser anulado e um Eu passivo construído. O resultado objetivo deste projeto, se pode ver na nova geração de jovens alienados em busca de uma personalidade ou de um projeto para seguir e cultuar. E quando a encontram, tornam-se seguidistas e renegam a ciência em nome do moderno, do emocional, do romântico, e pasmem: Em nome da liberdade que mais se assemelha ao liberalismo. Pensar diferente se tornou anormal.

Com o novo pensamento construído, emotivo e romântico, tudo que lembre a realidade objetiva e materialista, é motivo de susto e arrepios. A linguagem cientifica se tornou um absurdo. Incompreendida. O nível de entendimento e capacidade de abstração, desceram até o limiar do submundo de Hades. Mas eu já esperava por isso. E estava pronto para receber as criticas das mais diversas naturezas. Alguns estão dizendo que minha pesquisa é de caráter Nazista. Outros me acusam de reacionário. Alguns de machista. Ainda há aqueles que dizem serem meus textos muito complexos para o entendimento. E há aqueles que se sentem ofendidos, e nem sei por que. Enfim...entre mortos e feridos, acredito que todos encontrarão o seu norte, com os esclarecimentos futuros nos próximos TOMOS.

Eu acredito que a crítica é salutar e necessária. Ela sempre será bem vinda, tendo como origem o intelectual, o estudioso, o curioso, o romântico, o sonhador, o ofendido, e até mesmo o idiota. A crítica é um organismo do pensamento organizado. Necessário para levar a reflexão e reorientação de um norte, supostamente desorientado. É um questionamento que enquanto consciente, pode levar a auto-crítica. Eu a aceito de bom grado, no entanto, gostaria que ela tivesse um sentido que levasse a reflexão. Que não tivesse uma origem na revolta. Que não fosse pessoal, infantil e de baixo nível ideológico. Que ela seja serena, consciente, imparcial, e acima de tudo que seja pautada dentro de uma análise cientifica.

Espero sinceramente que os críticos não se ofendam por serem criticados. Pelo contrário, desejo que continuem lendo, relendo e criticando. Que sejam sugestivos, colaboradores e inteligentes. Que possam compreender o meu proposito, de levar esclarecimento cientifico a uma sociedade empobrecida de consciência cientifica. De reorientar o norte revolucionário de uma vanguarda à galope, perdida nas pradarias, de ideologias fraudulentas.








sexta-feira, 31 de outubro de 2014

AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO DO SUFRÁGIO UNIVERSAL

 O caráter revolucionário do voto nulo no segundo turno


“Nós revolucionários, não pretendemos melhorar ou reformar o modelo de Estado burguês, pretendemos  destruí-lo. Neste pântano forrado de cetim, adornado com flores de perfume jasmim, está à armadilha que se debate a vanguarda da esquerda revolucionaria, com suas narinas já sufocadas de areia pantanosa. E que se digladiam também até entre si, para ver qual dos elementos fraudulentos, consegue primeiro agarrar o galho da vaidade legalista; que servirá de suporte, para sua salvação”.

O VALOR IDEOLÓGICO DO VOTO NULO

A deformação da conduta ideológica dos comunistas, que são levados a participar das eleições e votar no candidato da burguesia que é “mais avançado”; se baseia no preceito de  Lênin, que em determinado momento histórico determinou que a esquerda revolucionaria da Rússia deveria votar nas eleições burugesas. Isso se tornou um determinismo entre os intelectuais seguidistas como sendo um credo. Esse comportamento pode ser avaliado como sendo um desvio ideológico.

Votar no mais “avançado”, no caso do segundo turno, no candidato do PT; não faz diferença para o proletariado.  Pois Dilma representa tanto a burguesia quanto o Aécio. A diferença é que eles representam apenas frações oligarcas diferentes, porém com interesses iguais. A alegação da esquerda, de que com o Lula orientando  a administração do Estado, Cuba e os governos progressistas são beneficiados, é uma falácia. Pois os investimentos financeiros na ilha caribenha, possui apenas um caráter econômico e de natureza capitalista com aplicação de mais valia. Isso a China já faz há algum tempo. E a Odebrecht que está executando as obras, também está financiando a campanha do candidato Tucano. Utilizar este argumento para justificar a participação no sufrágio universal burguês, é uma postura oportunista e não um avanço; pelo contrário, é uma postura contrarrevolucionária e pedante, da esquerda revolucionaria.

Renunciar a participação nas eleições burguesa, e incentivar o voto nulo no segundo turno,  é um ato consciente que deveria ser propagado aos quatro ventos, e soado pelas sete trombetas apocalípticas, a fim de que os selos do obscurantismo fossem rompidos, e o sistema levado a um colapso moral. No momento da contradição conflituosa, o proletariado teria ratificado pela critica da negação, mesmo indo as urnas, a sua insatisfação. Teria então, a classe laboriosa, se elevado a um nível de consciência avançada, e levado a burguesia a um choque de gestão em sua autocrítica.

A negação nem sempre se da pela ausência, ela pode acontecer mesmo diante da afirmação. No período histórico em que Lênin incentivou a participação, a esquerda revolucionária já estava em um estágio avançado de confronto direto com o Czarismo. Em nosso momento histórico, nem mesmo a união de toda a esquerda revolucionária, chega a fazer cócegas nos pés do sistema. Pelo contrario. O incentivo a participação no segundo turno das eleições, apenas  reafirma a democracia burguesa, a cada eleição. Esse comportamento conciliador é típico da pequena burguesia, autointitulada revolucionária. O voto no primeiro turno até pode ser levado em conta enquanto teste de força, e avaliação dos resultados qualitativos do trabalho de formação da consciência de massa. Mas  no segundo turno, na disputa entre a burguesia, ele, o tal voto consciente e obrigatório, no candidato “mais avançado”, não cabe.

QUANDO A AFIRMAÇÃO TORNA-SE NEGAÇÃO E A NEGAÇÃO TORNA-SE AFIRMAÇÃO

Vejamos dois exemplos simplistas para elevar o nível de abstração, compreensão e esclarecimento da contradição, no horizonte da afirmação e da negação. Um patrão dono de uma metalúrgica oferece ao seu escravo assalariado, um aumento de dez por cento em seus vencimentos. Porém no momento do cumprimento do acordo, ele, o patrão, só concede oito por cento. Ele alega que refez suas contas e que o aumento proposto levará a empresa a entrar em dificuldades financeiras, o que poderá acarretar em demissões.  Neste caso, a afirmação só teria se realizado, no universo do cumprimento do acordo anteriormente firmado, que foi de dez por cento. Assim,  ele tornou a afirmação do reajuste em uma negação do próprio reajuste, mesmo no cumprimento relativo de sua palavra, concedendo um aumento relativo abstrato, em relação, e apenas em relação aos dez por cento. Que foi o reajuste de oito por cento.

Em outro polo, o escravo assalariado que havia reivindicado o aumento  de dez por cento, passa a negar a proposta de reajuste afirmativo relativo, do patrão, que foi de oito por cento. Ele alega que o resultado objetivo dos vencimentos não custearão suas despesas de renovação de sua força de trabalho. Ela, a afirmação relativa da proposta de oito por cento, não satisfaz suas necessidades substantivas. Ou seja, ela é para ele uma negação da afirmação. Neste caso, a negação da aceitação da afirmação do patrão, tornou-se uma afirmação relativa, da negação do escravo assalariado. Em relação, e apenas em relação aos oito por cento. Que deveria ser de dez por cento.

Seguidismo é corrupção ideológica

Seguindo este raciocínio lógico, entendemos o porquê da burguesia permitir tanta abertura, e um forte incentivo na participação do sufrágio universal, dentro de sua democracia; muito pouco democrática. Essa cortina de fumaça que referenda e legaliza o representante burguês,    que irá gerenciar os interesses de classe no trono do Estado; além de constituir a AFIRMAÇÃO do caráter reacionário sistêmico, constitui a NEGAÇÃO do caráter revolucionário da abstenção. Serve apenas  para ofuscar o cristalino do olhar político revolucionário, pouco desenvolvido no espírito inconsciente do elemento  proletário.

Nós revolucionários, não pretendemos melhorar ou reformar o modelo de Estado burguês, pretendemos  destruí-lo. Neste pântano forrado de cetim, adornado com flores de perfume jasmim, está à armadilha que se debate a vanguarda da esquerda revolucionaria; com suas narinas já sufocadas de areia pantanosa. E que se digladiam também até entre si, para ver qual dos elementos fraudulentos, consegue primeiro agarrar o galho da vaidade legalista; que servirá de suporte, para sua salvação.


domingo, 26 de outubro de 2014

DO OUTUBRO VERMELHO AO OUTUBRO ROSA

O feminismo tergiversa a história
“Na linha tênue do horizonte da história,
Brota uma semente, ao som da lira de Orpheus;
Regas então a rubra flor perfumada,
P’ra ressurreição do outubro teu!"

A TERGIVERSAÇÃO DA HISTÓRIA

O modismo é um comportamento danoso para a luta de classes, enquanto tática, da estratégia revolucionária. Ele é o elo transmissor de ideias tergiversadas oriundas do pensamento ideológico corrompido. 

Dentre os muitos comportamentos modistas, nascido do útero da pequena burguesia oportunista, está o OUTUBRO ROSA; que se alimenta no seio do movimento feminista.

Eu não pretendo formar outra crítica além da que já fiz neste blog, no passado. O leitor curioso poderá acessar o documento, caso esteja interessado em ler. Desta vez estou registrando uma manifestação poética, para relembrar a importância de manter viva a lembrança da revolução Bolchevique, na Rússia, em outubro de mil novecentos e dezessete; sob o comando de Lênin.

OUTUBRO VERMELHO

Lembro no jardim da saudade
A flor vermelha que robusta crescia,
Lembro-me do rouxinol, que com o vento da historia;
Suave, sua asa batia!

O sol que banhava de luz
Da flor vermelha desabrochando,
Do orvalho que regava a rica terra,
Do doce mel da vinha brotando!

Ai! lembranças de minha saudade.
Ai! Saudades da minha lembrança.
Quando ao lado do pai proletário,
Eu brincava enquanto criança!

 Colhia no jardim a rosa,
E o fruto  do pomar.
Ai! saudosa pátria mãe,
Dos produtores do mundo
Que te lembram a chorar!

A mãe que tão bondosa acalentava,
O rebento que de leite nutria.
Ai! balanço do berço de saudade.
Do aconchego da pele quente,
Da liberdade que vivia!

Porem tu, alma dorida. Porque choras?
Perolas amargas brotam do pranto teu.
Que se rompam os grilhões que te prendem,
Que renasçam tuas forças. Saudoso filho meu!

Ergue-te rebento choroso, 
Pois que na terra fria tua mãe não adormece.
Ela vive no solo fértil do seu peito,
Pois uma mãe, o filho nunca esquece! 

Na linha tênue do horizonte da história,
Brota uma semente, ao som da lira de Orpheus;
Regas então a rubra flor perfumada,
P’ra ressurreição do outubro teu!


sábado, 25 de outubro de 2014

A UTOPIA FEMINISTA - TOMO II -

Exigir igualdade é queimar etapas rumo a autogestão.
 “A lei do mais forte também constitui um direito, e que é esse direito que sobrevive. Com outra forma naquilo que chamam estado de direito.” (karl Marx)                                                                         


DA LUTA DE CLASSES À LUTA DE GÊNEROS

DO ELEMENTO AO PRODUTO

Antes de lidarmos com o ser social, com o estereótipo homem e mulher, necessitamos partir do princípio que o originou e forneceu o produto. A forma humana se gerou dentro de um processo de desenvolvimento dialético constante, resultando em caráter objetivo qualitativo; no concurso das circunstâncias. Estamos falando do elemento e suas características específicas. A organização espontânea da natureza material em elementos, ou o homem inorgânico, é um organismo necessário do processo dialético da continuidade da existência.

Ele, o elemento, possui características próprias em sua natureza subjetiva; enquanto elemento desorganizado, e inserido em um sistema materialista caótico. Ele possui uma função e um valor natural enquanto elemento isolado em sua própria órbita existencial. Enquanto elemento isolado em sua existência, ele é a negação da vida. Ora, se temos um elemento A que possui uma função e um valor na natureza, unido-se de forma espontânea a um elemento B, que de forma idêntica também possui uma função e um valor, resultará desta união, ou podemos afirmar, de sua própria negação - enquanto autocrítica-, em um novo organismo sistêmico. Esta autocrítica dos elementos acaba resultando em um organismo que podemos chamar de produto C. Ou seja, A+B=C.

No resultado desta equação, o produto C é o produto objetivo quantitativo e qualitativo da união espontânea dos elementos A e B. Por isso, enquanto negação, os elementos se realizarão  com um maior valor, devido a sua nova função na natureza. A nova forma realizada dos elementos, agora produto, abrirá mão apenas em caráter relativo, da natureza primeira subjetiva  para gerar uma segunda natureza, agora em estágio superior. Segundo Marx, esse estágio superior será o resultado oriundo da negação da negação. Porém, eles continuarão lutando  em sua natureza para conservar o princípio do elemento original, que não se desfaz.  O resultado dessa negação, não será uma mutação, mas uma evolução. Pois se trata da união das negações e não do seu contrário. O que mudará será a sua função e valor de uso na natureza, e apenas pela natureza enquanto exterior.

Um exemplo simples poderá elucidar esse mistério. Consideremos dois elementos resilientes: O barro, quer  seja o resultado oriundo do caos que gerou o elemento A. E a água, o resultado que gerou o elemento B,enquanto também elemento. O movimento dialético dessa união será a negação subjetiva desses dois elementos, de naturezas relativas diferentes; e dará enquanto resultado, a Argila, ou o produto C. A sua função e sua importância na natureza, agora, será diferenciada do elemento A e B, mediante a realização do seu valor enquanto necessidade substantiva; no caso, como já citamos, da própria natureza exterior.

Enquanto ainda na forma de elementos, A e B se diferem em sua natureza e grandeza de valor pela posição contrária, que exercem na natureza. Lutam dentro de si em busca de uma autor realização; porém só conseguem se realizar no momento de sua própria negação. Neste norte, eles não podem ser iguais em função natural, pela natureza diferente, e papeis exercidos. Ambos possuem sua importância enquanto elementos na formação uniforme do produto, para beneficio do funcionamento sistêmico.

 É preciso compreender a perfeição dessa lei natural de relação entre os elementos, partindo da negação para encontrar a realização; a fim de não incorrermos em erros de avaliação, e corrupção dos nossos instintos; ou engendrarmos por vias vicinais, quando do estudo  das leis mais complexas futuras; da união dos produtos e objetos, manipulados pela natureza, enquanto inorgânica.   

Podemos agora imaginar que os elementos A e B se tornaram iguais por terem feito a autocrítica, se negado e produzido o produto C. Nosso raciocínio em nível de abstração ainda não está completo. Pois A só pode ser igual em relação a si mesmo, e ainda enquanto A, relativo. Pois A, é o resultado objetivo qualitativo de sua própria negação, enquanto união de sua fração, -A. Ou seja, ele é o elemento segundo, negado pela fração do elemento primeiro.  Bem como B. para que A se torne igual a B, ele precisa ser contrário de si mesmo, tornando-se -A, ou seja, negando a sua negação; o que o levaria a anular a sua própria natureza. O antagonismo entre A e B, só podem ser dirimidos a partir da primeira negação, pois a segunda os anulariam entre si. Porém, mesmo dirimindo os antagonismos, e apenas se negando,  não os tornam iguais, apenas se completaram de forma relativa, para a formação do produto. Eles ainda permanecem diferentes. Este ponto obscuro ficará para os futuros pensadores.

A igualdade só pode existir enquanto relativa.
Agora surge uma pergunta: Qual dos dois elementos A e B contribuíram mais, para a formação do produto C? Qual dos dois possui mais direito nesta formação? Seria até interessante desvendar esse novo enigma. Porém entendemos que seria uma via vicinal para atingir o nosso norte, e sua descoberta ou não, pouco faria diferença em nosso objetivo maior. Seria um investimento desnecessário. Teríamos que entender com clareza maior, sobre a relação entre o forte e o fraco, o que poderemos fazer mais adiante já em uma forma mais avançada enquanto no estudo do objeto, e não do elemento e do produto. O resultado almejado não sofrerá alteração até porque, Marx já descobriu essa lei de relação, na economia política, que nos serve de lei geral. “A lei do mais forte também constitui um direito, e que é esse direito que sobrevive. Com outra forma naquilo que chamam estado de direito.” (critica à economia política pg. 4)

Agora que entendemos a lei da negação, para resultar na construção da formação, mediante igualdade relativa, poderemos seguir adiante com a nossa pesquisa no TOMO III. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A UTOPIA FEMINISTA - TOMO I -

A utopia feminista de igualdade de gênero
"A necessidade de se Descobrir uma lei natural na relação de gênero da sociedade humana, é um feito importante e necessário. Estudando suas fases de desenvolvimento desde o homem objeto natural, resultado do processo dialético de construção da vida, até os atuais conflitos dogmáticos deflagrados pelo feminismo enquanto instrumento do inimigo de classe."

DA LUTA DE CLASSES À LUTA DE GÊNEROS

Os apelos apaixonados e românticos da filosofia feminista, aliado aos seus sonhos insensatos, ainda não me fizeram deslocar do centro de gravidade da luta de classes, e da revolução proletária. No entanto, diante das controvérsias e polêmicas que esta ideologia secundária tem gerado para o desconforto filosófico, sou forçado a fazer uma intervenção ainda que breve, espero. 


Simone Beauvoir (1980) afirma que “não se nasce mulher, torna-se mulher” na obra “O segundo Sexo”, publicada em 1949. Podemos entender então, que o modelo de relação de produção, divide as funções a serem exercidas pelos gêneros, e constrói o seu pensamento. Ele orienta às fêmeas o norte de suas atribuições femininas, bem como aos machos as suas atribuições masculinas. Essa divisão possibilita melhor identificar os valores e vocações, atribuídos a homens e mulheres, bem como as regras de comportamento oriundas desses valores. Cientificamente não há nenhuma contradição. Porém o desacordo entre o sonho idealista e a realidade, leva o feminismo a um desvio ideológico conflituoso, mediante a uma abstração fraudulenta. Ele oculta o fato de que “...a humanidade sempre se atribuirá à tarefas realizáveis.”( Marx). E não à sonhos imaturos.

O movimento feminista, enquanto fetichista, é resultado do desenvolvimento das relações antagônicas capitalistas e de sua necessidade de renovação. No atual momento histórico, e repleto de investidas, pode-se dizer contra-revolucionárias, ele tem gerado sérias consequências para o proletariado contemporâneo, com o seu intervencionismo mecanicista, através do encastelado congresso burguês. Entendemos que ele é um presente de grego do capital, para o consolo do proletariado derrotado e seus intelectuais conciliadores. “Como na produção, a relação entre pessoas se esconde atrás da relação entre as coisas.”(Marx) Não é de se estranhar que as principais relações patrocinadoras da ideologia feminista, estão entre as maiores instituições burguesas do mundo. Como as fundações: Mccartney, Ford e Rockefeller. (conforme já denunciado). 

Ele, o feminismo, é um instrumento do capital e colaborador de uma engrenagem reacionária e perversa, de opressão ao trabalhador. Promotor de conflitos existênciais na construção de relações entre homens e mulheres. Logo, ele é também um instrumento, e inimigo da classe laboriosa. Ele mudou os costumes através de leis reacionária e apaixonantes, e sem base científica. Ele não é autorizado pela lei natural, por isso se utiliza do liberalismo como  principal fonte de apelo e estímulo. Entendemos então, que há necessidade da uma pesquisa minuciosa que possa desvendar esse curioso enigma, que é o feminismo. Ela poderá criar novas equações para a nova geração de pensadores resolver, enquanto buscamos entender as antigas.

O desenvolvimento feminista acontece especialmente nos países onde o capital é mais avançado. Onde há necessidade de novos mecanismos de opressão, devido ao esgotamento dos métodos já superados. Essa aliança é importante para a reprodução e ou acumulação superior do capital. Podemos também afirmar que sua conduta é um desvio de comportamento ideológico pequeno burguês. Além de tergiversar o  conceito de liberdade transformando a moral em capital, mergulhando a vaidade feminina, e seu corpo, na fonte prostituída de Jezabel. “o feminismo prejudicou a mulher ao colocá-la numa prisão de pensamento negativo e ao promover um beco sem saída de promiscuidade.”( Suzanne Venker)


Nas sociedades onde ele, o capital se encontra em fase embrionária ou relativa de desenvolvimento, o feminismo goza de pouca atenção. Pois os métodos primitivos de exploração humana, ainda não se esgotaram e se encontram em pleno desenvolvimento. No outro polo, a luta de classes nesses paises ainda não se desenvolveu. Ouso até fazer um desafio. Se retirarmos o intervencionismo do Estado burguês, das escolas e da família, bem como o financiamento do capital, ele se tornará uma página escura rasgada, no livro negro da historia!

A necessidade de se Descobrir uma lei natural na relação de gênero da sociedade humana, é um feito importante e necessário. Estudando suas fases de desenvolvimento desde o homem objeto natural, resultado do processo dialético de construção da vida, até os atuais conflitos dogmáticos deflagrados pelo feminismo, enquanto instrumento do inimigo de classe. Entender a origem de sua ordem natural –relação de gênero- e o ponto de desequilíbrio histórico onde ela se perdeu, é fator preponderante para a construção do novo homem, e o equilíbrio simbiótico da vida.

Nosso ponto de partida original sugere uma orientação não da ideia, mas do movimento dialético  materialista marxiano, enquanto metodologia. Nesta pesquisa não pretendemos pintar ou moldurar os gêneros. Pretendemos personifica-los enquanto gênero em suas vocações, dentro do seu desenvolvimento  histórico, e com suas leis externas próprias, oriundas do movimento espiritual  conforme seus estágios de desenvolvimento. Os pontos obscuros que surgirão, podem ficar para um futuro com dados científicos mais avançados, e que possam surgir com o amadurecimento de novas realidades históricas que permitam sua investigação. Também ajudarão, a acumulação de novas noções de caráter afirmativo positivo, que venham a se desenvolver.

Convém também ressaltar que nossa investigação tem como norte a natureza fisiológica do ser. Deixaremos de lado as intenções apaixonantes e românticas da metafísica. A orientação espiritual em que vamos sempre nos referir, diz respeito apenas, enquanto manifestação do pensamento; resultante do conhecimento. Para podermos entender a complexidade do tema, teremos nós, que nos elevarmos a um nível relativo de abstração, fugindo do histerismo social que permeia o tema. Pelo menos no princípio da pesquisa, a fim de que o entendimento seja facilitado.

O enigma da esfinge
Faremos algumas intervenções esporádicas  nos campos neurológico e psicológico, relativo aos estímulos e  objetos estressantes que atuam na psiquê do elemento social, oriundos do movimento espiritual  sistêmico. Desta forma teremos melhor entendimento quanto ao comportamento de gênero. No entanto, esse não será a nossa  orientação principal, até porque não somos especialista na área, e seria uma irresponsabilidade o aprofundamento do tema nesse norte. Nos pautaremos estritamente no campo do materialismo dialético e histórico. 

Após esta introdução, iniciaremos no tomo II os estudos propriamente ditos. As intervenções do leitor se farão sempre bem vindas a fim de que possam enriquecer a pesquisa e contribuir para a elucidação do enigma da esfinge.