Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

segunda-feira, 26 de março de 2012

AS FEMINISTAS E O JOÃO DE BARRO


O João de Barro mata a
companheira infiel
NO 8 DE MARÇO A NATUREZA 
     RECLAMA O QUE É SEU



   O homem ao longo de sua existência desenvolveu e construiu suas relações observando a natureza e seu movimento dialético. Isso possibilitou a passagem da sociedade de um estágio ao outro, em uma construção de natureza qualitativa; apesar das contradições surgidas pela luta dos contrários, que é o quarto princípio da dialética.
    Pois bem, observando então o comportamento da natureza, a cultura popular construiu a idéia de que o João de barro, ao ser traído pela companheira, bate nela até que ela fuja para dentro de casa, que ambos construíram, e em seguida ele fecha a entrada com barro até ela sufocar e morrer. Este macho, como tantos outros na natureza, incluindo o homem, não aceita a divisão de sua companheira fêmea com outros machos.
    Essa é claramente uma luta dos contrários. Pois enquanto o macho exige fidelidade da fêmea, a sua natureza poligâmica exige muitas fêmeas para sua satisfação e prazer. No contraponto, com a inevitável integração dos povos e a constante exigência de uma produção de subsistência cada vez maior, as mulheres têm sido chamadas a participar da construção social, e por isso passaram a exigir a mesma liberdade. Apesar de ser contrario a sua natureza, elas acreditam que também ter vários parceiros estarão se igualando ao homem. O que discorda a Antropóloga e pesquisadora Mirian Goddenber: ”A mulher sofre muito quando acaba entrando numa relação extra conjugal, afinal elas não querem se dividir entre dois amores; diferentemente dos homens que assumem poderem dar conta de duas relações simultaneamente”. (professora de Antropologia da UFRJ)    
    Essa luta teve seu inicio marcado com a “Queima de Sutiãs”, pelas feministas em setembro de 1968. Elas acreditavam que o concurso Miss América era o uso da beleza feminina para a pura e simples satisfação masculina. Na verdade não chegaram a queimar as peças íntimas que também consideravam uma imposição masculina, bem como os batons e maquiagens, pois os seguranças não permitiram. Particularmente não acredito que o sutiã seja uma imposição masculina, mas uma necessidade para algumas mulheres.
    Não se podem negar as contradições do universo feminino. De um lado mulheres querendo adquirir prerrogativas da natureza masculina, como a feminista Helena Ramirez, até sugerindo para que a mulher se torne igual ao homem, e mude seus hábitos sexuais: “A mulher que se submete a fazer sexo na vexatória posição de quatro, está jogando no lixo décadas de luta das mulheres conscientes... ou seja, não vale porra nenhuma”.  Ainda: “... (devem) optar por ficarem por cima para poderem olhar nos olhos dos homens de igual para igual”.  Do outro lado, no diário de uma mulher, Denise relata: “... Resolveram ser liberadas sexualmente, e no final acabam solitárias, amargas e deprimidas pela sensação de abandono... Conclusão de tudo isso: não queimaram o sutiã de uma maneira mais prudente e se queimaram todas”. Laila Reader escreveu no blog UHB: “na verdade a gente só acumulou funções. Se antes cuidávamos da casa, marido e crianças, agora fazemos tudo isso e ainda trabalhamos 10 horas por dia”.
Feminista Helena Ramirez
    O que as feministas trouxeram para as mulheres ao longo das décadas de luta, foi na verdade um acumulo de funções sociais e ódio dos homens.  Ou seja, a mulher não se libertou, mas busca ansiosamente adquirir os privilégios da natureza masculina enquanto ainda não entendeu a sua própria, muito menos as suas contradições. Pular etapas do desenvolvimento social não trará nem liberdade nem felicidade para elas. As feministas deveriam realinhar o seu norte e saber que a verdadeira liberdade feminina só surgirá com a liberdade do proletariado, e em uma sociedade igualitária, a sociedade socialista, que nascerá de um parto sangrento e doloroso com a morte do capitalismo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A UNIR O REITOR E O MEPR

O CARÁTER PEQUENO BURGUÊS DA UNIVERSIDADE BRASILEIRA

O Corrupto Ex-Reitor da UNIR 
José Januário
    Com a subida ao poder da Primeira Ministra Britânica Margaret Thatcher em 1979, se viu a ascensão do Neo-liberalismo em todo mundo, e o declínio dos regimes Socialistas, juntamente com o sonho de uma sociedade de novo tipo. As célebre palavras da Dama de Ferro: "A ganância é um bem". Deixaram claro a natureza e caráter reacionário do novo sistema que ressurgia. A   menina dos olhos do capital inserido nele, seria de fato a Globalização; diferente do que pretendia o Socialismo, que era a internacionalização das economias, permitindo aos países pobres um avanço comum mais justo.
     Com as novas exigências desse pensamento mundial, caia por terra o caráter de instituições que resistiam ao tempo. Como por exemplo, a natureza do pesamento nas Universidades. Essas instituições de caráter Pequeno Burgues nos Países Capitalistas e de Caráter Proletário nos Países Socialistas, começaram a ser engolidas pela ganância do capital; seguindo a deixa da Dama de Ferro. 
     Nos anos oitenta, popularizou-se no Brasil a ideia de que era preciso entrar para uma universidade afim de melhorar de vida. No entanto havia uma contradição. O governo não possuía vagas suficientes para todos os estudantes nas universidades federais. O vestibular sempre foi uma forma de "seleção natural", ou seja, apenas os filhos da pequena burguesia tinham e tem tempo para estudar, e possui bons colégios, garantindo assim uma vaga na instituição. Do lado do governo, o ensino colegial já não oferecia e não oferecem a preparação adequada. Com esse complicador, o capital não dispunha de mão de obra especializada, e em quantidade para sua expansão.
     Foi então no governo do Neo-liberal Fernando Henrrique, que se iniciou na prática, a popularização do ensino superior, e em maior escala com Dilma Rousseff. Com o capital privado tendo direito a ministrar suas idéias à juventude Brasileira, cada boteco pareceu querer ser uma universidade. Começou o vale tudo. A ideia é ganhar dinheiro com esse novo nicho de mercado. A fabrica de profissionais diplomados com nível superior mas com apenas capacidade técnica se espalhou pelo país. Como se não bastasse criou-se o doutor a longa distância, via internet.  Hoje com dinheiro até se comprar um diploma sem precisar cursar uma universidade. O resultado disso foi trágico. Trinta por cento dos trabalhadores desempregados são de "nível superior". O capital conseguiu com a ajuda da imprensa paga, vender em apenas uma década, a falsa ideia de sucesso e felicidade cursando uma universidade . Vendeu um produto que não entregou ao proletariado.
    Seguindo o principio do vale tudo e da ganância sistêmica, juntamente com a desordem institucional do Estado Burguês Brasileiro, Os Reitores das Universidades Federais não quiseram ficar para traz. Praticamente cem por cento das instituições já foram alvo de denuncias de corrupção. A UNIR em Rondônia, com o seu reacionário Reitor José Januário, não ficou de fora. Homofobia, contratação de funcionários fantasmas, desvio de recursos...foram inúmeras denuncias de irregularidade que veio a público; mostrando a ineficiência do atual sistema e sua natureza fascista, fomentada para essas instituições de ensino.
MEPR - Movimento Estudantil
     Como toda ação exige uma reação, os movimentos revolucionários nas universidades, se proliferaram na medida em que o antagonismo neo-liberal se fez reacionário ao extremo. No caso da UNIR, pudemos observar a luta titânica do MEPR (movimento estudantil popular revolucionário), na derrubada do Reitor. O grande complicador, é que o norte utilizado pelo movimento apontou para um imediatismo. Agora a alternância de poder nos moldes da democracia burguesa se faz presente com cinco candidatos: Maria Cristina, Ene Glória, Berenice Tourinho, Júlio Militão, Júlio Rocha.
   A natureza obscurantista pequeno burguesa dos candidatos, já mostra o norte em que seguirá a UNIR. Como afirmou Mao Tsé-Tung: "a ideologia pequeno-burguesa tem um caráter conservador, a sua influência constitui uma das principais fontes do oportunismo...". O MEPR pecou em sua luta por não ter tido em sua orientação, a mudança do caráter mercantilista para o caráter pensante e pesquisador da universidade. Foi uma luta estudantil, artesanal, cotidiana, de interesse moralista e legalista, ao passo que deveria ter sido uma luta politico-ideológica; pautada não só na derrubada do Reitor corrupto, mas na revolução do pensamento e da consciência. Do aprofundamento da discussão em qualidade moral revolucionária do novo homem. Sem o norte adequado, o movimento já pode se preparar para a derrubada do próximo Reitor, em um ciclo vicioso que não abala o sistema, mas desgasta o espírito dos que auferem a luta.





sábado, 11 de fevereiro de 2012

A CRACOLANDIA A PM E O MP

O LUMPEMPROLETÁRIO E O SISTEMA

Uma questão de saúde pública 
    Com o agravamento das contradições em nossa sociedade, no que diga respeito a divisão da riqueza produzida, pode-se ver o aumento do Lumpemproletário. Ou seja, proletários que perderam sua capacidade de produção e se entregaram ao derrotismo. Que não conseguem mais se entender enquanto ser social e histórico.  Isso não é um fenômeno natural, e sim um produto do desfavorecimento econômico do sistema capitalista.
     Esse Lumpem, se aglomera especialmente nos grandes centros de produção, e a resposta do Estado para eles, que deveria ser de satisfação de suas necessidades substantivas, é a força policial.  O que vimos na chamada Cracolândia, em São Paulo, no mês de janeiro, é um exemplo tipico do estado policialesco burguês.
     O MP, Juristas e Políticos, se apressaram a criticar ação do Estado. Até a Presidente Dilma chamou de "barbárie", a ação do adversário político. Denuncias foram levadas a OEA e a ONU. Mas e dai? Vai ficar por isso mesmo. Depois de exaurida a capacidade de produção desse Lumpem, agora ele gera um novo lucro. Ainda que politico.
     Pesquisas apontaram que mais de oitenta por cento da população aprovaram a ação policial. Ora, em se tratando de Pesquisa e História, precisamos analisar sob a ótica crítica de quem pagou para que fosse realizada ou escrita, e com que intenção. A mesma ótica vale para a imprensa. Quem pagou pela reportagem e com que interesse? A quem beneficia? Desenvolver uma visão critica da microfísica do poder, é na verdade uma desalienação.
Violência humana do Estado Burguês
     A ação na Cracolândia (são paulo), ou no morro do Alemão (rio), não altera a conjuntura. O tráfego, inserido no sistema e com tentáculos dentro do Governo Burguês, não é abalado com ação dessa natureza. É preciso levar em conta que o proletário é apenas uma vítima, e não agente provedor. Vale a pena rever o pensamento de Loic Wacquant: [...]  Desenvolver  o  Estado penal  para  responder  às  desordens suscitadas pela desregulamentação da economia, pela dessocialização do  trabalho  assalariado  e  pela  pauperização  relativa e absoluta  de amplos contingentes do proletariado urbano, aumentando os meios, a amplitude e a  intensidade  da  intervenção do aparelho policial  e judiciário, equivale a (r)estabelecer uma verdadeira ditadura sobre os pobres [...]Wacquant 2001
     Segundo os suportes de comunicação, a sociedade aprecia o estado policialesco. Discutindo esse fato com um amigo ele concluiu que a imprensa representa o pensamento da sociedade. Ele apenas esqueceu de um detalhe: A sociedade não pensa. Ela é apenas o fruto de um pensamento em construção.

domingo, 22 de janeiro de 2012

UMA PIADA DE MAU GOSTO

O circo da burguesia
O CIRCO DOS HORRORES
    Eu estava prestes a fazer umas considerações sobre um tema que pesquisava, quando me deparei com uma matéria jornalistica da Folha.com. A jornalista falava sobre o sucesso da sociedade brasileira, que conseguiu elevar o número de sua classe média para sessenta por cento da população. Isso de fato é espantoso. Só os países onde o capitalismo está mais avançado -chamados primeiro mundo-  e que baseiam sua manutenção e crescimento nas guerras de pilhagem, como vimos recentemente na Líbia, conseguem manter um padrão elevado de vida para sua população.
    Se considerarmos a matéria da jornalista Erica Fraga, e sabendo que a burguesia é formada por uma média de dez por cento da população, e tendo em sua órbita mais vinte por cento que formam uma classe média alta, restam setenta por cento. Segundo a matéria. baseada em estudo Data Folha, sessenta por cento ascenderam à classe média intermediaria. Isso nos leva a crer que apenas um, em cada dez brasileiros, está na pobreza. Curiosa contradição. Pois até mesmo a ciência capitalista, exige que haja de vinte à trinta por cento de pobres para manter o equilíbrio de sua natureza opressora e exploradora.
    As contradições da matéria não são menos curiosa do que a pesquisa. Em determinado trecho, ela fala que a "classe média  -dividida em seguimentos-  intermediaria possui 37 milhões de jovens de 16 anos ou mais com perspectivas educacionais mais elevadas", - como- "grupo que mais se expandiu no pais, só perdendo para os excluídos". Ora, se já observamos que segundo a análise, teríamos apenas um por cento de excluídos, como eles poderiam ultrapassar 37 milhões, e só de jovens, e de apenas um seguimento da chamada classe média? Um por cento de duzentos milhões de Brasileiros seriam apenas dois milhões. Ou a jornalista não sabe fazer cálculos, ou não entendeu a pesquisa.
    O economista Marcelo Neri (FGV), fala do aumento da renda da classe media. "Maior acesso ao credito". O distinto Economista, ou seria Economicista? Esqueceu de explicar que o "aumento da renda", etás consequentemente atrelada ao aumento dos preços, o que fica elas por elas. E que o aumento do consumo está interligado ao aumento do credito, e por conseguinte ao aumento do endividamento. Na continuação, a matéria fala da "posse de bens". Ela quis se referir ao consumo de aparelhos de Televisão, Computadores, Carros, Casas, etc..., pela dita classe media. Essa armadilha de consumo para "elevar o nível da população à classe média" e apresentar boas estatísticas, é importante para o sistema. Ela gera confiança no mercado e mantém um ciclo de crescimento e consumo. No entanto, vai desaguar no máximo em uma década na crise cíclica do capitalismo. Dai, a tal classe média que caiu na armadilha, vai chorar amargamente. Perdendo Casa, Carro, ou indo parar no Serasa com carnês e cheques em dívidas impagáveis. Ou pagáveis a preço de sangue suor e lagrimas.
    Esse é o circo da dos horrores da economia nacional. Pautada em frágeis princípios da moral consumista pequeno burguesa, que não se contenta em ser aquilo que é, ou será: o que não é. Em uma sociedade de classes dominada pelas Oligarquias Financeiras, Industriais, Latifundiárias, Politicas e Burocráticas.
    Para não da como certo o incerto, e se eximir de culpas futuras, a representante econômica dos assuntos estratégicos do governo burguês, Diana Grosner, se pronunciou da seguinte maneira: "Nós estamos tentando pensar em políticas que ajudem essas pessoas a não retornarem para a pobreza, porque esse é um risco", não é um risco é uma certeza. Basta olhar para a cries que jogou milhões de Americanos na miséria. o modelo é o mesmo: Ascender a classe do proletário, possibilitando legalmente a liberação de crédito para aquecer a economia, construir um endividamento insustentável até o blecaute. É uma irresponsabilidade jogar tantas famílias no precipício do consumo sem estrutura para se manter.
    A verdade é que temos um universo de mais de cem milhões de trabalhadores. Apenas trinta e cinco milhões em média, possui carteira assinada. A grande massa se espreme na divisão da informalidade e sem garantias do amanhã. Quanto aos excluídos, basta olhar para o crescente número de favelas nas grandes capitais do pais, incluindo Porto Velho em Rondônia. São mais de quinze milhões de famílias sem um teto  digo para morar. Chamar esse proletariado espoliado, desvalido e humilhado, de classe média, é puro sarcasmo político. É no minimo uma arrogância moral.
A ilusão de ser pequeno burguês
    Encarar a realidade objetiva da miséria que nos cerca, de frente, é de fato muito difícil. O sistema capitalista, que não á auto-sustentável, e está sujeito a crises cíclicas de super produção, não possui uma fórmula para resolver suas próprias contradições. O governo reformista da burguesia, necessita tergiversar constantemente as estatísticas; afim de manter o mercado aquecido, e o ciclo do consumo constante para não entrar em colapso. Sem um governo revolucionário pautado na seriedade do humanismo, não seremos capazes de olhar de frente a complicada tragédia humana que vive nosso pais. 
    Ate lá, vamos continuar rindo das piadas de mau gosto contada pelas instituições, como Data Folha e FGV. Por Jornalistas e Economistas irresponsáveis e sem compromisso com a verdade. Piadas, desde que não sejam de mau gosto, até que são bem vindas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

NUNCA HOUVE PAZ PARA A COREIA

Um povo marcado pela dor
A CONDENAÇÃO DOS CONDENÁVEIS

    Quando eu era adolescente, fui ensinado por líderes religiosos a não acusar as pessoas. Pelo simples fato de que, quando se aponta um dedo para alguém ou algo, você tem três outros voltados para você, te acusando de suas próprias falhas. Esse ensinamento até que me levou a acirrar a luta interna de minhas contradições e me tornou mais tolerante. Hoje consigo enxergar as criticas do mundo que me cerca de forma mais cética. Principalmente quando ela parte dos poderes constituídos da Burguesia mundial.
    A morte do líder Norte Coreano Kim Jong-II já era esperada. O velho líder sofria de complicações cardíacas. Cumpriu o seu papel, e passou para a história proletária mundial, garantindo o seu quadro com moldura dourada na parede dos imortais. Agora assume o seu filho, Kim Jong-Un, como líder de um povo sofrido, espoliado, e que tem em seu legado, um lamento. Um pranto de dor.
    Relembrando a História desse pequeno País da Península Coreana, fronteira com dois gigantes mundias Rússia e China, a Coréia  é em sua essência, uma nação de um povo valoroso, destemido e unido. Invadido pelo império Japonês, seu povo foi humilhado, escorraçado, estuprado e vendido como escravos. Quando as forças de resistências populares com o apoio da China e da Ex-URSS, expulsaram os invasores, veio então o massacre Norte Americano, que tinha grande interesse estratégico na região. No mesmo tom, e com o mesmo ímpeto, o pequeno povo resistiu valentemente até que foram vendidos em um acordo pelas potências nucleares vigentes da época. Assim, o cessar fogo teve como castigo a divisão das famílias em dois Países, em duas Nações.
    Sofrendo constantes ameaças de invasão por parte dos Estados Unidos, que mantém ao longo de suas fronteiras mais de quarenta mil soldados fortemente armados, a Coréia do Norte não viu outra alternativa senão construir um poderio militar desproporcional à suas condições financeiras e estrutural. Esse é o preço da liberdade que esse brilhante povo paga até hoje.
    Não é por acaso que o Japão e a América tem medo da Coréia. Eles sabem, e só eles sabem os sofrimentos que causaram e causam até hoje para este povo. As acusações de que o pais se fechou para o mundo, apontam três outros dedos para os EUA e Japão, que em sua hipocrisia, não admitem terem fechado o mundo para a Coréia. Tentam justificar a construção de armas nucleares para a própria defesa como o motivo para o isolamento. Os USA já violaram mais de quarenta acordos com a pequena nação, inclusive no envio de 50mil toneladas de petróleo em troca da paralisação do programa nuclear, que se deu em julho de 2007. São constantes as provocações Norte Americanas de violação do espaço aéreo, e incentivo à Coréia do Sul a instigar militarmente o Norte. Episódio mais recente foi visto quando do afundamento de um submarino Sul Coreano supostamente pelos Estados Unidos, que acusou o Norte pelo evento tentando abalar a paz na região. Especialistas Russos desvendaram a farsa.
    Em seguida o Sul mais uma vez em exercícios de guerra na fronteira do Norte, bombardeou uma ilha povoada matando dezenas de pessoa. Pyongyang respondeu a altura com centenas de misseis contrários. A imprensa Ocidental logo se apressou a tegervisar o incidente acusando de pronto o Pais Socialista pelo início do confronto. Um conflito armado entre as duas Coreias beneficiaria as empresas armamentistas Norte Americanas em lucros trílionários, e renovaria o capital do já agonizante sistema capitalista dos EUA, em constante crise. Além de tudo, a Rússia mantém na região um poderoso arsenal nuclear. Um conflito na península, seria a chance que os EUA buscam para manterem na fronteira da Rússia e China, uma vigilância permanente e próxima, com um poderoso arsenal de guerra. E com a benção da ONU.
Obama e a falsa moral
Americana
    Hillary Clinton, afirmou em discurso nada convincente, que os USA estão preocupados com a fome na Coréia do Norte. As dificuldades financeiras do pais, movida pelo embargo econômico são de fato preocupantes.  No entanto, a Nação possui uma população média de vinte e cinco milhões de habitantes, com justa igualdade na divisão da riqueza produzida. Acredito que devamos estar sim, preocupados com a fome em todo mundo; patrocinada pela concentração de renda do sistema capitalista. Inclusive dos cinquenta milhões de Americanos famintos. Os dedos da acusação apontaram cruelmente para a Secretária de Estado.
    Quanto as ogivas nucleares defensivas, da coreia, em nada se compara com as cinco mil, cento e treze, do arsenal dos EUA. Dez mil da Rússia. As trezentas da França. As duzentas e quarenta da China, cento e oitenta da Inglaterra. Oitenta de Israel. Oitenta da Índia. E setenta do Paquistão.
    Queremos um mundo livre de armas atômicas? Sim queremos. Mas enquanto os condenadores mantém seus arsenais pronto para atacar, não se pode proibir a Coréia de se defender. Neste caso, no tribunal da história, o accusatus in antecessum  é a única vítima, e os condemnare qui in antecessum, avocam para si a moral que não lhes pertence. Pois nada mais são, do que condenáveis.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O VALOR DE UMA ILUSÃO

O Natal da Burguesia
O NATAL DA FALSA ESPERANÇA

    Se alguém vier me dizer que o natal é uma mera festa de troca de presentes, eu diria a esta pessoa que ela está enganada. O Natal é na verdade a festa Pagã Cristã mais esperada do ano. Ele é simbolo de benevolência, alegria, fraternidade, e companheirismo. Não sei dizer quando ele começou, mas deu certo. Tornou-se parte da cultura Ocidental e invadiu o Oriente também. Menosprezar esse grande evento mundial, é pura arrogância.
   Eu digo que é uma festa Cristã em respeito aos seguidores do Nazareno, nascido no mês de março (segundo historiadores), e crucificado em um madeiro pelos Romanos, por atos de insubordinação ao sistema politico da época. Eu aceito o fato solene daqueles que o tem como libertador, assim como temos Che Guevara, um libertador mais atual, também morto pelo mesmo sistema de domínio,  vigente a milênios. Quando me refiro a uma festa Pagã, pelo culto ao Deus Tamuz (o deus sol), filho de Semíramis, é porque a ele cabe o ritual de comemoração do seu nascimento em 25 de dezembro. O simbolo desse ritual, é uma arvore natalina enfeitada com presentes em sua volta.
    Metafisica à parte, o sistema capitalista soube usar essa bela cultura para escoar o excedente de sua produção, incentivando com diversos artifícios, o consumo desmedido e até endividador do proletariado. Tornou-se obrigação moral-religiosa a participação nesta festa, sob pena de isolamento social. Nesse ponto, há de se convir que os azes do capital souberam manipular sorrateiramente as emoções do trabalhador.
    Dentre os apelos para o consumo vale de tudo. Até ir pra cama com Daniel! Famoso artista que tem como apelo a participação de mulheres em rádios para gerar audiência, para vender mais CDs do cantor, e no consumo de colchões. Além disso ele tem cantado uma musiquinha encomendada repleta de apelos sentimentais e fraternais que não revelam a realidade objetiva em que vivemos. Com certeza o Natal dele e de milhares da burguesia midiática, será bem diferente do corriqueiro trabalhador.
    A falsa aparência de felicidade no Natal, e de um ano cheio de esperanças renovadas, vendida a preço de ouro pela burguesia, é uma arrogância desmedida. No momento em que o Pais vive uma recessão econômica disfarçada, provocada pelas falhas do sistema capitalista mundial a que estamos atrelados, com perspetivas de baixos crescimentos para 2012. Com o desemprego em alta mesmo no período Natalino ( a taxa  oficial já passa de três milhões ), com a perda de poder de compra do salário minimo, com o aumento da cesta básica, com o aumento da violência na sociedade por conta da insatisfação social, tendo como pivot a ausência da universalização do trabalho. Como consequência, se projeta mais prisões para uma população carceraria crescente, que ultrapassa seiscentos mil homens. A saúde, necessidade básica do trabalhador para continuar produzindo, não conseguiu melhoras em dez anos de alternância de poder entre os representantes da burguesia, seja da extrema direita ou da dita esquerda. O IDEB foi um fracasso. E a cada dia se vê jovens terminado o ensino médio sem saber escrever corretamente. O volume dos que necessitam de universidade aumenta a cada ano e o governo não consegue suprir a demanda. O saldo negativo é de mais de quatro milhões de estudantes sem universidade todos os anos. O número de crianças de rua cresce neste natal. E a burguesia ainda canta pela paz, felicidades e esperança.
Natal dos Excluídos
    Por essas e outras, é que não pretendo seguir o curso do rio  na cultura Natalina, Pagã-Cristã. Viver de ilusão é morrer aos poucos, é ser conivente, é lavar as mãos na pia da soberba. Compactuar com falsas esperanças, é no minimo desumano.
    Tenho amigos afirmando que posso morrer lutando contra o Estado burguês. Não me assusta o medo da morte que ainda não vi. A visão de uma falsa felicidade diante de  toda essa miséria, é que me faz pensar, que pode ser pior seguir vivendo.
   

    

domingo, 30 de outubro de 2011

CRIANÇA INFELIZ, QUEBROU O NARIZ

Criar falsa esperança nas crianças
 é um crime
O CRIME DA FALSA ESPERANÇA
    Recebi um convite da Carlinha, minha amiga do Face Book, para participar de um evento comemorativo do dias das crianças, aqui em Porto Velho. Cargas d'agua não pude comparecer.
    Fico considerando, quantos milhares de eventos aconteceram por esse Brasil afora, organizados pela pequena burguesia e suas ONGs.  Pessoas bem intencionadas e de bom coração. Que buscam à sua maneira, atenuar as diferenças sociais que a democracia de classe, burguesa, impõe aos filhos do proletariado.
    Mais de quarenta anos se passaram e eu também era uma criança feliz. Os pequenos burgueses de minha época também faziam festas, distribuíam bolos, bolinhas, apitos e toda sorte de itos. Sempre com a promessa de um futuro melhor. Quando degusto uma fatia de bolo no dia das crianças,  lembro da imagem de um homem: Delfim Neto. Economista do Governo Costa e Silva, que congelou os salários dos trabalhadores e aumentou as tarifas públicas. E que comparou a economia a um bolo, dizendo que era preciso fazer o bolo crescer para poder dividir. Eu e milhões de filhos de trabalhadores cresceram  junto com o bolo. Mas não recebemos a nossa fatia. Ele também ficou conhecido como: M. dix pour  cent (senhor dez por cento). Era como os franceses o conheciam, por cobrar 10% de gorjeta por privilégios concedidos, em transações do governo Brasileiro com empresários Franceses. Essa parte do bolo não foi para as crianças de minha época..
    Há de se convir que uma criança ao receber uma simples lembrança, pela comemoração do seu dia, liberta-lhe um sorriso de encanto, e por certo faz do mundo um pouco melhor. No entanto, os pequenos burgueses que o promovem, esquecem ou não sabem que esse norte, não as libertará das contradições do sistema, que eles mesmo sustentam. Quando elas crescerem, assim como eu cresci, o sorriso se transformará em um pranto de dor. O mesmo que sente todo trabalhador. Ela saberá que não haverá espaço suficiente para todos, apenas um ou outro conseguirá, pois o sistema não suporta à todos. Os qualificados, serão os filhos da burguesia, que abrirão as poucas portas para uma vida decente. No mais, só restarão as lembranças do bolo, do carrinho ou boneca, e dos apitos. Mentir para as crianças ou criar nelas uma falsa esperança, é um crime maior. O norte do dia das crianças precisa ser repensado. A verdade precisa ser dita a elas afim de que não cresçam indignadas, mas revoltadas, e assim, possam pela força coletiva que possuem, ao cresceram, derrubar a força de classe que as oprime e domina.
    Não houve no passado e não haverá no futuro, esperança para as crianças filhas da labuta. O nariz do seu amanhã está quebrado, e não haverá calcificação social, sem que a ditadura capitalista burguesa seja engessada, e elas voltem a sorrir com um novo modelo democrático. A democracia popular.