Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 22 de janeiro de 2012

UMA PIADA DE MAU GOSTO

O circo da burguesia
O CIRCO DOS HORRORES
    Eu estava prestes a fazer umas considerações sobre um tema que pesquisava, quando me deparei com uma matéria jornalistica da Folha.com. A jornalista falava sobre o sucesso da sociedade brasileira, que conseguiu elevar o número de sua classe média para sessenta por cento da população. Isso de fato é espantoso. Só os países onde o capitalismo está mais avançado -chamados primeiro mundo-  e que baseiam sua manutenção e crescimento nas guerras de pilhagem, como vimos recentemente na Líbia, conseguem manter um padrão elevado de vida para sua população.
    Se considerarmos a matéria da jornalista Erica Fraga, e sabendo que a burguesia é formada por uma média de dez por cento da população, e tendo em sua órbita mais vinte por cento que formam uma classe média alta, restam setenta por cento. Segundo a matéria. baseada em estudo Data Folha, sessenta por cento ascenderam à classe média intermediaria. Isso nos leva a crer que apenas um, em cada dez brasileiros, está na pobreza. Curiosa contradição. Pois até mesmo a ciência capitalista, exige que haja de vinte à trinta por cento de pobres para manter o equilíbrio de sua natureza opressora e exploradora.
    As contradições da matéria não são menos curiosa do que a pesquisa. Em determinado trecho, ela fala que a "classe média  -dividida em seguimentos-  intermediaria possui 37 milhões de jovens de 16 anos ou mais com perspectivas educacionais mais elevadas", - como- "grupo que mais se expandiu no pais, só perdendo para os excluídos". Ora, se já observamos que segundo a análise, teríamos apenas um por cento de excluídos, como eles poderiam ultrapassar 37 milhões, e só de jovens, e de apenas um seguimento da chamada classe média? Um por cento de duzentos milhões de Brasileiros seriam apenas dois milhões. Ou a jornalista não sabe fazer cálculos, ou não entendeu a pesquisa.
    O economista Marcelo Neri (FGV), fala do aumento da renda da classe media. "Maior acesso ao credito". O distinto Economista, ou seria Economicista? Esqueceu de explicar que o "aumento da renda", etás consequentemente atrelada ao aumento dos preços, o que fica elas por elas. E que o aumento do consumo está interligado ao aumento do credito, e por conseguinte ao aumento do endividamento. Na continuação, a matéria fala da "posse de bens". Ela quis se referir ao consumo de aparelhos de Televisão, Computadores, Carros, Casas, etc..., pela dita classe media. Essa armadilha de consumo para "elevar o nível da população à classe média" e apresentar boas estatísticas, é importante para o sistema. Ela gera confiança no mercado e mantém um ciclo de crescimento e consumo. No entanto, vai desaguar no máximo em uma década na crise cíclica do capitalismo. Dai, a tal classe média que caiu na armadilha, vai chorar amargamente. Perdendo Casa, Carro, ou indo parar no Serasa com carnês e cheques em dívidas impagáveis. Ou pagáveis a preço de sangue suor e lagrimas.
    Esse é o circo da dos horrores da economia nacional. Pautada em frágeis princípios da moral consumista pequeno burguesa, que não se contenta em ser aquilo que é, ou será: o que não é. Em uma sociedade de classes dominada pelas Oligarquias Financeiras, Industriais, Latifundiárias, Politicas e Burocráticas.
    Para não da como certo o incerto, e se eximir de culpas futuras, a representante econômica dos assuntos estratégicos do governo burguês, Diana Grosner, se pronunciou da seguinte maneira: "Nós estamos tentando pensar em políticas que ajudem essas pessoas a não retornarem para a pobreza, porque esse é um risco", não é um risco é uma certeza. Basta olhar para a cries que jogou milhões de Americanos na miséria. o modelo é o mesmo: Ascender a classe do proletário, possibilitando legalmente a liberação de crédito para aquecer a economia, construir um endividamento insustentável até o blecaute. É uma irresponsabilidade jogar tantas famílias no precipício do consumo sem estrutura para se manter.
    A verdade é que temos um universo de mais de cem milhões de trabalhadores. Apenas trinta e cinco milhões em média, possui carteira assinada. A grande massa se espreme na divisão da informalidade e sem garantias do amanhã. Quanto aos excluídos, basta olhar para o crescente número de favelas nas grandes capitais do pais, incluindo Porto Velho em Rondônia. São mais de quinze milhões de famílias sem um teto  digo para morar. Chamar esse proletariado espoliado, desvalido e humilhado, de classe média, é puro sarcasmo político. É no minimo uma arrogância moral.
A ilusão de ser pequeno burguês
    Encarar a realidade objetiva da miséria que nos cerca, de frente, é de fato muito difícil. O sistema capitalista, que não á auto-sustentável, e está sujeito a crises cíclicas de super produção, não possui uma fórmula para resolver suas próprias contradições. O governo reformista da burguesia, necessita tergiversar constantemente as estatísticas; afim de manter o mercado aquecido, e o ciclo do consumo constante para não entrar em colapso. Sem um governo revolucionário pautado na seriedade do humanismo, não seremos capazes de olhar de frente a complicada tragédia humana que vive nosso pais. 
    Ate lá, vamos continuar rindo das piadas de mau gosto contada pelas instituições, como Data Folha e FGV. Por Jornalistas e Economistas irresponsáveis e sem compromisso com a verdade. Piadas, desde que não sejam de mau gosto, até que são bem vindas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

NUNCA HOUVE PAZ PARA A COREIA

Um povo marcado pela dor
A CONDENAÇÃO DOS CONDENÁVEIS

    Quando eu era adolescente, fui ensinado por líderes religiosos a não acusar as pessoas. Pelo simples fato de que, quando se aponta um dedo para alguém ou algo, você tem três outros voltados para você, te acusando de suas próprias falhas. Esse ensinamento até que me levou a acirrar a luta interna de minhas contradições e me tornou mais tolerante. Hoje consigo enxergar as criticas do mundo que me cerca de forma mais cética. Principalmente quando ela parte dos poderes constituídos da Burguesia mundial.
    A morte do líder Norte Coreano Kim Jong-II já era esperada. O velho líder sofria de complicações cardíacas. Cumpriu o seu papel, e passou para a história proletária mundial, garantindo o seu quadro com moldura dourada na parede dos imortais. Agora assume o seu filho, Kim Jong-Un, como líder de um povo sofrido, espoliado, e que tem em seu legado, um lamento. Um pranto de dor.
    Relembrando a História desse pequeno País da Península Coreana, fronteira com dois gigantes mundias Rússia e China, a Coréia  é em sua essência, uma nação de um povo valoroso, destemido e unido. Invadido pelo império Japonês, seu povo foi humilhado, escorraçado, estuprado e vendido como escravos. Quando as forças de resistências populares com o apoio da China e da Ex-URSS, expulsaram os invasores, veio então o massacre Norte Americano, que tinha grande interesse estratégico na região. No mesmo tom, e com o mesmo ímpeto, o pequeno povo resistiu valentemente até que foram vendidos em um acordo pelas potências nucleares vigentes da época. Assim, o cessar fogo teve como castigo a divisão das famílias em dois Países, em duas Nações.
    Sofrendo constantes ameaças de invasão por parte dos Estados Unidos, que mantém ao longo de suas fronteiras mais de quarenta mil soldados fortemente armados, a Coréia do Norte não viu outra alternativa senão construir um poderio militar desproporcional à suas condições financeiras e estrutural. Esse é o preço da liberdade que esse brilhante povo paga até hoje.
    Não é por acaso que o Japão e a América tem medo da Coréia. Eles sabem, e só eles sabem os sofrimentos que causaram e causam até hoje para este povo. As acusações de que o pais se fechou para o mundo, apontam três outros dedos para os EUA e Japão, que em sua hipocrisia, não admitem terem fechado o mundo para a Coréia. Tentam justificar a construção de armas nucleares para a própria defesa como o motivo para o isolamento. Os USA já violaram mais de quarenta acordos com a pequena nação, inclusive no envio de 50mil toneladas de petróleo em troca da paralisação do programa nuclear, que se deu em julho de 2007. São constantes as provocações Norte Americanas de violação do espaço aéreo, e incentivo à Coréia do Sul a instigar militarmente o Norte. Episódio mais recente foi visto quando do afundamento de um submarino Sul Coreano supostamente pelos Estados Unidos, que acusou o Norte pelo evento tentando abalar a paz na região. Especialistas Russos desvendaram a farsa.
    Em seguida o Sul mais uma vez em exercícios de guerra na fronteira do Norte, bombardeou uma ilha povoada matando dezenas de pessoa. Pyongyang respondeu a altura com centenas de misseis contrários. A imprensa Ocidental logo se apressou a tegervisar o incidente acusando de pronto o Pais Socialista pelo início do confronto. Um conflito armado entre as duas Coreias beneficiaria as empresas armamentistas Norte Americanas em lucros trílionários, e renovaria o capital do já agonizante sistema capitalista dos EUA, em constante crise. Além de tudo, a Rússia mantém na região um poderoso arsenal nuclear. Um conflito na península, seria a chance que os EUA buscam para manterem na fronteira da Rússia e China, uma vigilância permanente e próxima, com um poderoso arsenal de guerra. E com a benção da ONU.
Obama e a falsa moral
Americana
    Hillary Clinton, afirmou em discurso nada convincente, que os USA estão preocupados com a fome na Coréia do Norte. As dificuldades financeiras do pais, movida pelo embargo econômico são de fato preocupantes.  No entanto, a Nação possui uma população média de vinte e cinco milhões de habitantes, com justa igualdade na divisão da riqueza produzida. Acredito que devamos estar sim, preocupados com a fome em todo mundo; patrocinada pela concentração de renda do sistema capitalista. Inclusive dos cinquenta milhões de Americanos famintos. Os dedos da acusação apontaram cruelmente para a Secretária de Estado.
    Quanto as ogivas nucleares defensivas, da coreia, em nada se compara com as cinco mil, cento e treze, do arsenal dos EUA. Dez mil da Rússia. As trezentas da França. As duzentas e quarenta da China, cento e oitenta da Inglaterra. Oitenta de Israel. Oitenta da Índia. E setenta do Paquistão.
    Queremos um mundo livre de armas atômicas? Sim queremos. Mas enquanto os condenadores mantém seus arsenais pronto para atacar, não se pode proibir a Coréia de se defender. Neste caso, no tribunal da história, o accusatus in antecessum  é a única vítima, e os condemnare qui in antecessum, avocam para si a moral que não lhes pertence. Pois nada mais são, do que condenáveis.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O VALOR DE UMA ILUSÃO

O Natal da Burguesia
O NATAL DA FALSA ESPERANÇA

    Se alguém vier me dizer que o natal é uma mera festa de troca de presentes, eu diria a esta pessoa que ela está enganada. O Natal é na verdade a festa Pagã Cristã mais esperada do ano. Ele é simbolo de benevolência, alegria, fraternidade, e companheirismo. Não sei dizer quando ele começou, mas deu certo. Tornou-se parte da cultura Ocidental e invadiu o Oriente também. Menosprezar esse grande evento mundial, é pura arrogância.
   Eu digo que é uma festa Cristã em respeito aos seguidores do Nazareno, nascido no mês de março (segundo historiadores), e crucificado em um madeiro pelos Romanos, por atos de insubordinação ao sistema politico da época. Eu aceito o fato solene daqueles que o tem como libertador, assim como temos Che Guevara, um libertador mais atual, também morto pelo mesmo sistema de domínio,  vigente a milênios. Quando me refiro a uma festa Pagã, pelo culto ao Deus Tamuz (o deus sol), filho de Semíramis, é porque a ele cabe o ritual de comemoração do seu nascimento em 25 de dezembro. O simbolo desse ritual, é uma arvore natalina enfeitada com presentes em sua volta.
    Metafisica à parte, o sistema capitalista soube usar essa bela cultura para escoar o excedente de sua produção, incentivando com diversos artifícios, o consumo desmedido e até endividador do proletariado. Tornou-se obrigação moral-religiosa a participação nesta festa, sob pena de isolamento social. Nesse ponto, há de se convir que os azes do capital souberam manipular sorrateiramente as emoções do trabalhador.
    Dentre os apelos para o consumo vale de tudo. Até ir pra cama com Daniel! Famoso artista que tem como apelo a participação de mulheres em rádios para gerar audiência, para vender mais CDs do cantor, e no consumo de colchões. Além disso ele tem cantado uma musiquinha encomendada repleta de apelos sentimentais e fraternais que não revelam a realidade objetiva em que vivemos. Com certeza o Natal dele e de milhares da burguesia midiática, será bem diferente do corriqueiro trabalhador.
    A falsa aparência de felicidade no Natal, e de um ano cheio de esperanças renovadas, vendida a preço de ouro pela burguesia, é uma arrogância desmedida. No momento em que o Pais vive uma recessão econômica disfarçada, provocada pelas falhas do sistema capitalista mundial a que estamos atrelados, com perspetivas de baixos crescimentos para 2012. Com o desemprego em alta mesmo no período Natalino ( a taxa  oficial já passa de três milhões ), com a perda de poder de compra do salário minimo, com o aumento da cesta básica, com o aumento da violência na sociedade por conta da insatisfação social, tendo como pivot a ausência da universalização do trabalho. Como consequência, se projeta mais prisões para uma população carceraria crescente, que ultrapassa seiscentos mil homens. A saúde, necessidade básica do trabalhador para continuar produzindo, não conseguiu melhoras em dez anos de alternância de poder entre os representantes da burguesia, seja da extrema direita ou da dita esquerda. O IDEB foi um fracasso. E a cada dia se vê jovens terminado o ensino médio sem saber escrever corretamente. O volume dos que necessitam de universidade aumenta a cada ano e o governo não consegue suprir a demanda. O saldo negativo é de mais de quatro milhões de estudantes sem universidade todos os anos. O número de crianças de rua cresce neste natal. E a burguesia ainda canta pela paz, felicidades e esperança.
Natal dos Excluídos
    Por essas e outras, é que não pretendo seguir o curso do rio  na cultura Natalina, Pagã-Cristã. Viver de ilusão é morrer aos poucos, é ser conivente, é lavar as mãos na pia da soberba. Compactuar com falsas esperanças, é no minimo desumano.
    Tenho amigos afirmando que posso morrer lutando contra o Estado burguês. Não me assusta o medo da morte que ainda não vi. A visão de uma falsa felicidade diante de  toda essa miséria, é que me faz pensar, que pode ser pior seguir vivendo.
   

    

domingo, 30 de outubro de 2011

CRIANÇA INFELIZ, QUEBROU O NARIZ

Criar falsa esperança nas crianças
 é um crime
O CRIME DA FALSA ESPERANÇA
    Recebi um convite da Carlinha, minha amiga do Face Book, para participar de um evento comemorativo do dias das crianças, aqui em Porto Velho. Cargas d'agua não pude comparecer.
    Fico considerando, quantos milhares de eventos aconteceram por esse Brasil afora, organizados pela pequena burguesia e suas ONGs.  Pessoas bem intencionadas e de bom coração. Que buscam à sua maneira, atenuar as diferenças sociais que a democracia de classe, burguesa, impõe aos filhos do proletariado.
    Mais de quarenta anos se passaram e eu também era uma criança feliz. Os pequenos burgueses de minha época também faziam festas, distribuíam bolos, bolinhas, apitos e toda sorte de itos. Sempre com a promessa de um futuro melhor. Quando degusto uma fatia de bolo no dia das crianças,  lembro da imagem de um homem: Delfim Neto. Economista do Governo Costa e Silva, que congelou os salários dos trabalhadores e aumentou as tarifas públicas. E que comparou a economia a um bolo, dizendo que era preciso fazer o bolo crescer para poder dividir. Eu e milhões de filhos de trabalhadores cresceram  junto com o bolo. Mas não recebemos a nossa fatia. Ele também ficou conhecido como: M. dix pour  cent (senhor dez por cento). Era como os franceses o conheciam, por cobrar 10% de gorjeta por privilégios concedidos, em transações do governo Brasileiro com empresários Franceses. Essa parte do bolo não foi para as crianças de minha época..
    Há de se convir que uma criança ao receber uma simples lembrança, pela comemoração do seu dia, liberta-lhe um sorriso de encanto, e por certo faz do mundo um pouco melhor. No entanto, os pequenos burgueses que o promovem, esquecem ou não sabem que esse norte, não as libertará das contradições do sistema, que eles mesmo sustentam. Quando elas crescerem, assim como eu cresci, o sorriso se transformará em um pranto de dor. O mesmo que sente todo trabalhador. Ela saberá que não haverá espaço suficiente para todos, apenas um ou outro conseguirá, pois o sistema não suporta à todos. Os qualificados, serão os filhos da burguesia, que abrirão as poucas portas para uma vida decente. No mais, só restarão as lembranças do bolo, do carrinho ou boneca, e dos apitos. Mentir para as crianças ou criar nelas uma falsa esperança, é um crime maior. O norte do dia das crianças precisa ser repensado. A verdade precisa ser dita a elas afim de que não cresçam indignadas, mas revoltadas, e assim, possam pela força coletiva que possuem, ao cresceram, derrubar a força de classe que as oprime e domina.
    Não houve no passado e não haverá no futuro, esperança para as crianças filhas da labuta. O nariz do seu amanhã está quebrado, e não haverá calcificação social, sem que a ditadura capitalista burguesa seja engessada, e elas voltem a sorrir com um novo modelo democrático. A democracia popular.

domingo, 23 de outubro de 2011

DEUS E A MISÉRIA HUMANA



A Tirania Divina


Aii de mim!
Aii probre de mim!
Aqui estou ó Deus para entender que crime cometi contra vós?
Mas sei nasci, eu já entendo o crime que cometi,
Ai está motivo suficiente para vossa justiça,
Vosso rigor, pois o crime maior do homem é ter nascido.

Para apurar meus cuidados, só queria saber que outros crimes cometi contra vós
Além do crime de nascer, não nasceram outros também?
Pois se outros nasceram que privilégios tiveram que eu jamais gozei?

Nasce uma ave, embelezada por seus ricos enfeites não passa de flor de plumas
Ramalhete alado quando veloz, cortando salões aereos!
Recusa piedade ao ninho que abandona em paz
E eu, tendo mais instinto tenho menos liberdade?

Nasce uma fera, com a pele respingada de belas manchas que lembram estrelas
Logo atrevida, feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade
Monstro de seu labirinto!
E eu, tendo mais alma tenho menos liberdade?

Nasce um peixe aborto de ovas e lodo,
E feito um barco de escamas sobre as ondas, ele gira, gira por toda a parte
Exibindo a imensa habilidade que lhe dá um coração frio
E eu tendo mais escolha tenho menos liberdade?

Nasce um riacho, serpente prateada que dentre flores surge de repente,
De repente, entre flores...
Se esconde onde música celebra a piedade das flores!
Que lhe dão num campo aberto a sua fuga
E eu tendo mais vida tenho menos liberdade!?

Assim, assim... Chegando a esta paixão um vulcão qual etna!
Quisera arrancar do peito, pedaços do coração...
Que lei, justiça ou razão pode recusar aos homens privilégio tão suave
Exceção tão única que Deus deu a um cristal, a um peixe, a uma fera, a uma ave?
(monologo segismundo)

domingo, 2 de outubro de 2011

O COMANDO VERDE


Símbolo do Comando
Verde

ENTRE A INTENÇÃO E O GESTO



    A despeito do que propaga as estatísticas, a pobreza aumenta entre os Brasileiros. Basta olhar em volta nas grandes metrópoles. A inflação galopante corroí o salário mímino. Ganhar mil reais, como grande parte dos Bresileiros, não significa mais nada. o DIEESE afirma que o salário deve ser pautado na órbita de R$ 2.293,31. Mas a burguesia insiste em R$ 545,00. Assim podemos resumir,  que os apelos técnicos de pouco valem, diante dos apelos do capital em busca de maiores lucros, sob a égide da exploração humana.
    Nesse norte, se propaga as grande favelas chamadas gentilmente de comunidades. No seio delas, os grupos do lumpemproletário, se organizam em comandos, sejam eles Vermelhos, Terceiros, Ada, Primeiro Comando e outros.
    Não há nada de espantoso nisso, como disse Karl Marx: “Uma acumulação de riqueza em um pólo da sociedade indica a acumulação de miséria e trabalho no outro.” A medida que o Estado oprime com politicas de repressão, o lado da miséria e trabalho, as organizações reprimem o Estado, em sua tentativa de querer convencer com discurso, o  inconvensivel.
    O fato é que o trabalhador não tem muita escolha, de um lado o Estado opressor, do outro, as organizações armadas. Ambas são ruim para uma sociedade livre. No entanto, o proletariado em sua consciência, sabe distinguir em certo nível, o mal maior. O exemplo disso, está na comunidade do Alemão no Rio de Janeiro.
    O projeto de pacificação do Estado Burguês, na gerência de Sérgio Cabral, envolve nada mais que as forças armadas. Esta instituição voltada para a repressão, e com um passado nada glorioso, pautado na tortura, sequestro, e morte de trabalhadores ao longo da história, volta ao cenário sedenta de horrores; e recebe a resposta dos oprimidos em forma de faixas e protestos. Utilizar a força para "pacificar", em detrimento da dialética, da concessão de uma liberdade substantiva, é no mínimo um erro histórico e uma arrogância política.
    As faixas expostas na comunidade por populares revelam essa consciência: "governador trocou seis por meia dúzia. A ditadura continua.", "O povo do Alemão é humilhado pelo Exército. Sai o Comando Vermelho, entra o Comando Verde."

Genral Leme Justo
Chefe do Comando Verde

     O Chefe do então intitulado Comando Verde, General Leme Justo, afirmou que o policiamento continua reforçado, mas somente as pessoas de "comportamento suspeito" estão sendo revistadas. "Não podemos fazer a revista durante todo o tempo, senão a comunidade não circula. Vai interferir no direito de ir e vir das pessoas. Por isso, essas operações são eventuais". Belo discurso.
    O fato, respeitável  General, é que existe um abismo profundo entre a intenção e o gesto.

domingo, 11 de setembro de 2011

ONZE DE SETEMBRO

A TERGIVERSAÇÃO DA HISTÓRIA
 


11 de Setembro de 1973
Palácio de La Moneda Chile
   Hoje é um dia de reflexão. Um dia que nos faz lembrar uma das maiores tragédias da história. Um trauma inesquecivel para os trabalhadores das Américas e do mundo. O sangrento 11 de Setembro de 1973 em Santiago do Chile, marcou o método que a burguesia utiliza para manter seu Status Quo de classe dominante, a violência
armada.
     Às 6h da manhã, o General rebelde Augusto Pinochet ordena o bombardeio do palácio de La Moneda, onde se encontra o primeiro presidente socialista eleito democraticamente por maioria absoluta, em todas as Américas. Salvador Allender Gossens. O Chile era na época o pais de maior participação democrática na América Latina, com fortes organizações populares, sindicais, socialistas e comunistas.
    Os EUA que estavam em plena guerra fria com a URSS, então preferiam não carimbar o golpe a fim de evitar um confronto direto com o bloco comunista. Utilizaram o Governo Brasileiro, na pessoa do embaixador Antônio Cândido Câmera Canto. O reacionário diplomata Brasileiro foi o primeiro a se pronunciar em apoio ao novo governo, liberando um emprestimo de cem milhões de dólares e setenta mil toneladas de medicamentos e alimentos, a título de "ajuda humanitária". Um jornal Chileno, La Tercera, acusou o embaixador der ser o "quinto membro da junta".
    Allender cometeu alguns erros que nós revolucionários entendemos como primários. Iniciou a nacionalização de empresas Americanas sem antes armar os trabalhadores. Quando a contra-revolução chegou, o proletariado não teve como se defender, muito menos seu governo popular. O banho de sangue teve endereço certo. Essas lições que a História nos mostra, indicam o caminho do novo, o método e a tática a serem usada como norte pelo proletariado, para a construção da Nova Democracia.
11 Stembro 2011
Torres Gemeas NY
    Por certo a juventude de maneira geral, estudantes e trabalhadores tem em sua memória um outro 11 de Setembro, o de NY. Elaborado cuidadosamente para Tergiversar a História, para tentar apagar uma centelha que insiste em se manter acesa, Salvador Allender. A imprensa golpista é o mecanismo de massificação dessa idéia, mas ela não pode mudar ou apagar o que está escrito em nossa memória. O fantasma do passado os assombrarão onde quer que estejam. Tergiversar a História não apagará de suas mãos, as manchas seladas com o sangue dos libertadores.
     Por esse motivo, nós comunistas revolucionários insistimos em beber no copo da historia, os símbolos da lembrança e da liberdade. Enquanto os tergiversadores, bebem o escroto do seu agonizante fim.