Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 7 de outubro de 2012

DO OUTUBRO VERMELHO

Lenin e o outuro vermelho
AO OUTUBRO ROSA

    Mais uma vez a burguesia internacional se faz presente na tergiversação da história. Essa prática possui um caráter cientifico; pois, torna-se quase impossível apagar um fato histórico, é mais prático substituí-lo. 
    Um grande exemplo dessa prática, foi o onze de setembro ocorrido no Chile em mil novecentos e setenta e três.  Liderados pelos Estados unidos,  os militares bombardearam e destruíram o palácio presidencial matando Salvador Allende, o primeiro presidente socialista das Américas, vitorioso nas urnas dentro do processo eleitoral democrático burguês. Até pouco tempo esse evento era comemorado no mundo inteiro, tornando-se um calo no calcanhar da Burguesia internacional. Como não pôde ser apagado, ele foi substituído pelo onze de setembro de maior apelo emotivo, com a destruição das torres gêmeas nos EUA. Este novo evento  ganhou  o apoio da imprensa mundial, num esforço coletivo de tergiversação Histórica.
   Um outro acontecimento de grande envergadura, foi o Outubro Vermelho. Acontecido no século passado, em mil novecentos e dezessete, na Rússia, onde os trabalhadores liderados por Lênin, assumiram, em um processo revolucionário, o controle das riquezas do estado burguês. Esse exemplo influenciou o proletariado mundial, e outras revoluções começaram a ser construídas em diversos países inclusive no Brasil, tornando-se um evento internacional.
   Este outro calo no calcanhar da burguesia  precisava ser exterminado, ou substituído. Então, em 1990 em Nova York, o movimento simpático contra o câncer de mama  ganhou o nome de Outubro Rosa. Era isso que a burguesia esperava, um substituto popular para o Outubro Vermelho. Esse movimento poderia ter sido chamado de Março Rosa, já que é esse o més das mulheres. O projeto é importante, erradicar o câncer de mama. Esse mal que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Mas o apelo social e de saúde não suplantam o apelo revolucionário para libertação da raça humana das mazelas criadas pelo capitalismo. Inclusive o descaso de seus governos à saúde feminina, citando-se o próprio câncer de mama.
A Burguesia e o Outubro
Rosa 
   Agora,  a pequena burguesia animada com a renovação de ideias banais, se movimenta como peça de um xadrez, levada a reboque pelos senhores do capital, em grandes manifestações e passeatas pelo novo Outubro. Grande parcela do proletariado desinformada, segue também esse rumo sob os fortes apelos midiáticos. Trocar um evento revolucionário por um apelo de saúde, é no minimo uma arrogância; no entanto,  parece ter sido um negocio lucrativo para os senhores do capital, que com sucesso, comovem os incautos, e tergiversam  mais uma vez a Historia revolucionaria do proletariado mundial. 

sábado, 22 de setembro de 2012

SATANÁS PORTO VELHO E CUSCUZ

Satanás, mito criado pela igreja.
ENTRE A CRUZ E A ESPADA   
A Igreja é sem dúvida o maior aliado do Estado Burguês. Cabe a ela, como um micro estado, e tendo a religião como fundamento, disputar a consciência do proletariado contra a revolução. Ela inibe a evolução intelectual do trabalhador o induzindo à mesmice, ao obscurantismo e ao conformismo. É preciso respeitar e aprender a lidar com essa instituição. Ela cria mitos, molda culturas, insere na força vital do proletário uma falsa esperança de um novo porvir. Dentre os mitos criados, nenhum se compara aos do Nordeste. Por coincidência ou não, é uma das regiões mais pobres do Pais, e com um alto índice de analfabetismo.
    Além do grande temor que aquela região tem de Satanás, uma outra figura -além do Estado-, aterroriza a vida do trabalhador. É Cuscuz, Um cão que tem no inferno! Reza o mito que ele é pior do que o próprio Satanás, que sua maldade com as almas condenadas vai além da imaginação, Por esse motivo é aconselhável a se pegar com um santo muito forte, para que haja algum tipo de negociação no pós vida, caso o infeliz tenha como destino o inferno. Existe alguns extremos. Quando o moribundo está próximo da extrema unção e se tem a certeza de que o seu destino não será o céu, pela vida de devaneios que levou, se acende uma vela preta, no intuito de agradar a Satanás para que o infeliz não caia nas mãos de Cuscuz. É uma ironia para o trabalhador. Além de sofrer em vida com o descaso do poder constituído pela burguesia, ter que escolher o seu torturador no pós vida.
    No dia sete de outubro, ainda em vida, o trabalhador Porto-velhense também terá que fazer uma difícil escolha, entre Lindomar Garçom (PVH), e Mauro Nazif (PSB), como seus tutores. Se vão acender uma vela preta ou contar com a sorte, é escolha e cada um.

domingo, 26 de agosto de 2012

A INOCENCIA DOS CULPADOS

O Hades do Ministro
Joaquim Barbosa
DE VOLTA AO CRIME

   Antigamente na mitologia grega, os mortos tinham um lugar pré-definido para ir após a vida. O Hades! Na verdade esse era o submundo, onde  o irmão de Zeus foi condenado por ele, à governa-lo. Um lugar sombrio por onde passava todas as almas dos homens para serem julgadas pelos pecados cometidos. Os julgados poderiam ser absolvidos, onde teriam um lugar aprazível para viver. Os Campos Elísios  La eram ajudados e supervisionados por outro deus, Tântanos. Se culpados, iriam para o Tártaro sofrer por toda a eternidade, torturadas por Eríneas. O Tártaro era  o lugar mais obscuro das profundezas, onde estavam aprisionados os Titãs, derrotados pelos deuses.
   Hoje, as coisas mudaram um pouco. O homem conseguiu superar tanto os Titãs quando os Deuses, tomando para si o julgamento e a condenação. Libertando e condenando. Parece que por esse motivo vemos constantemente os inocentes sendo condenados e os culpados inocentados, -Afinal não temos a onisciência dos Deuses- a diferença é que a justiça dos Deuses foi substituída pela moeda de troca do capital. Para ser inocentado é necessário por exemplo, no caso de um crime financeiro, roubar muito, afim de que, sobre um pouco para a oferenda da justiça. Então, o crime será perdoado e em vez do Hades, os Campos Elísios será o lugar de repouso do criminoso inocentado.
Os Campos Elíseos do
Ministro Ricardo Lewandwski
   No passado, um Deus poderia desfazer a condenação ou bençãos de outro Deus, dependendo da oferenda oferecida, o que não é tão diferente entre os deuses modernos do STF. O Ministro Joaquim Barbosa votou semana passada pela condenação ao Hades, de Marcos Valério, João Paulo Cunha, Ramom Rollerbach e Cristiano Paz. Quem ofereceu a oferenda não se pronunciou. Uma outra oferenda, dessa vez mais valiosa parece ter sido oferecida para  o Ministro Ricardo Lewandwski.que absolveu os culpados, e os transferiu  para os Campos Elísios.

domingo, 15 de julho de 2012

POR QUEM MENTE DILMA ROUSSEFF

Por quem ela mente

O DRACMA DA BAJULAÇÃO

   Estive revendo o discurso da Presidente Dilma para os Trabalhadores Brasileiros. Busquei uma comparação com os outros presidentes que a antecederam, e vi que o norte é o mesmo. Não diferencia do seu objetivo que é fazer o proletariado viver de falsas esperanças. As criticas ao setor financeiro são essenciais para um governo Neo Liberal. Elas dão uma aparência de força, compromisso com a classe trabalhadora. A famosa redução de impostos às empresa para poder "gerar mais empregos" também é fundamental. Isso tira do governo a responsabilidade pelo fracasso de seu projeto de desenvolvimento social, dando folego para a renovação do poder. 
    O projeto assistencialista do PT, no governo Dilma, é a continuação do projeto do governo Lula, e que na verdade é uma cópia da Social Democracia de Fernando Enrique Cardoso, que teve seu inicio com o corrupto Fernando Collor de Mello. O período Collor que foi o marco da abertura econômica arquitetada pela Burguesia Internacional, a fim de fazer do Brasil um território livre para a renovação do capital. Tendo em vista seu potencial populacional, territorial e de reservas naturais. Com esse intuito, se arquitetou no estrangeiro a derrubada da ditadura militar que já havia cumprido seu papel servil de contenção das forças progressivas
    Passados vinte e três anos do inicio da tao sonhada Democracia Burguesa, ainda não se conseguiu uma distribuição de renda à contendo, apesar do PIB já atingir Cinco Trilhões de Reais. Se formos dividir pelas cinquenta milhões de famílias, isso daria uma renda per capta de cem mil reais por ano, ou seja, teríamos um salario médio de Oito Mil e Trezentos Reais por família. O que a meu ver, mudaria radicalmente a conjuntura da sociedade, a qualidade de vida e o nível social do trabalhador. No entanto, para que isso possa acontecer, é necessário derrubada do capital, que por sua vez sustenta o Governo Burguês, ou seja, necessariamente o tal governo Democrático Burguês teria que ser erradicado, e a única forma de fazer isso seria através e um processo revolucionário, onde o proletariado assumiria a administração da riqueza que ele produz, e faria uso e fruto diretamente dela, sem precisar de intermediários.
O Dracma da bajulação à Burguesia
    A critica aos bancos privados não passa de mera cortina de fumaça. Até porque uma economia não necessita de bancos privados. A únicas função dessas instituições do capital, é pegar o dinheiro do tralhador e agiotar, especular com empréstimos lucrativos. Ora, venhamos e convenhamos, por qual motivo eu daria meu dinheiro a uma tal pessoa e em seguida pegaria de volta pagando a ela juros por um capital que já me pertence? Isso é me parece meio irracional. Quanto a fração burguesa do empresariado escravista, a redução de impostos praticados com o intuito de ajuda-los, para que possam gerar mais empregos,  já fazem quase três décadas, e o número de desempregados aumenta a cada ano. Tem algo errado com essa matemática. Melhor seria trocar o fabricante da calculadora. Quanto a bajulação à burguesia, escreveu o pensador Foucault: "é a moeda falsa que só circula por causa da vaidade humana."

domingo, 24 de junho de 2012

A FLOR A FONTE E O CACHOEIRA

E a fonte sonora e fria rolava levando a flor
O CONFLITO 
INTER-CLASSE

   Eu estava hoje considerando os rumos do conflito interno, vivido pela burguesia brasileira no caso Carlos Augusto Ramos. o Carlinhos Cachoeira. Esse conflito dentro da classe dominante, se dá única e exclusivamente, por não conseguir atender a todas as variantes, e seguimentos interessados na acumulação de capital, oriundo da riqueza produzida pelo proletariado, cuja detenção e poder é o estado democrático burgues.
    O conflito de interesses, vai desde pequenos empresários, passando pelas politicas regionais chegando até aos ministérios, levando a reboque também, o poder judiciário. É curioso ver os homens honrados do passado envolvidos em relações promiscuas no presente. Eles foram juízes da boa conduta, como o governador de Minas Gerais Aécio Neves, cotado um dia, até mesmo como presidente da República. Ver o próprio Ex-presidente Lula visitando altos escalões do Poder Judiciário para tentar "contornar a situação", ver homens como Roberto Gurgel, agora Procurador da Republica tentando fazer vistas grossa para evitar maiores traumas, à fração da burguesia que se vê em apuros.
   O mais curioso de tudo, é ver que a fração burguesa não beneficiada com o propinauto de hoje, é quem move montanhas para condenar os condenáveis. Por certo ela será réu em outros processos amanhã, movido pelos que serão excluídos das oportunidades futuras, hoje. Eles os que se arvoram juízes da boa conduta, ética e moral, com certeza estarão amanhã no banco dos réus, seja, Lord, Juiz, Empresario ou Plebeu. Assim de uma forma elíptica, segue a dialética histórica da formação, e constituição da sociedade de classes.
    Buscando uma natureza mais pura para meus próprios pensamentos, comprometidos demais com com diversos conflitos, relembrei Vicente de Carvalho na época da educação infantil, quando tínhamos que decorar versos e poesias, bem como pintar quadrinhos em tela.


A FLOR E A FONTE

"Deixa-me, fonte!" Dizia a flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria, Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!" Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte... Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria, com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria, corria levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho, balanços do berço meu;
Ai, claras gotas de orvalho caídas do azul do céu!"...
Chorava a flor, e gemia, branca, branca de terror,


E a fonte, sonora e fria, rolava levando a flor.

"Adeus, sombra das ramadas, cantigas do rouxinol;
Ai, festa das madrugadas, doçuras do pôr do sol;
Carícia das brisas leves que abrem rasgões de luar...
Fonte, fonte, não me leves, não me leves para o mar!"...

As correntezas da vida e os restos do meu amor
Resvalam numa descida como a da fonte e da flor...


Prometheus acorrentado
 por Vulcano 
    Nem mesmo a flor do sistema burgues é capaz de deter a fonte caldorosa do capital que deságua no Cachoeira, regando com propinas o mar da burguesia. Lutar contra sua natureza promiscua, é querer interferir no curso natural da dialética capitalista, e isso é como tentar em vão libertar Prometheus, acorrentado por Vulcano em uma rocha, a mando do despótico soberano, Zeus.



domingo, 17 de junho de 2012

A ARTE DO CAPITAL NA BOLA

A FARSA DO LEGADO DA COPA
Garrincha e Pelé
o futebol arte

   Confesso que o futebol não é o meu esporte predileto. Eu não jogo bem, e nem tenho aquela paixão de "todo brasileiro". Mas quando o assunto envolve dinheiro público disfarçado de investimento, chama a minha atenção e torna-se passivo de considerações.

    Como nasci em sessenta e quatro, tive que conviver com a euforia da "arte do futebol brasileiro". Essa modalidade esportiva foi se tornando a menina dos olhos do sistema. Tornou-se uma espécie de "ópio do povo". O Brasil era o pais do futebol, aliás o único país que praticava essa arte em campo, pois na Europa, os times organizados já usavam a ciência do uso do espaço físico em campo, bem como a distribuição organizada dos atletas, para responderem com mais desempenho. Para os Europeus, o importante seria a vitória e não o esporte em si. A vitória representava lucro, que por sua vez, significava novos investimentos. 

    A técnica Européia se baseava em laçamento de bolas altas, ganhando rapidamente os espaços em campo. Por sua vez, o futebol brasileiro investia na arte individual do drible, fazendo os torcedores delirarem nas arquibancadas. Os grandes representantes dessa modalidade, foram Garrincha, Pele, Rivelino e muitos outros. Apesar desse estilo representar melhor o esporte, estava fadado a superação pelo simples fato de que, o mundo e a arte se preparava para ser englobado no projeto capitalista de que tudo pode ser lucro. O estilo Europeus venceu, e o Brasil aos poucos foi abandonando sua arte em favor do capital. Foi uma forma de sobrevivência do Esporte nacional.

    Com a "criação da FIFA" em mil novecentos e vinte e quatro, se viu o fortalecimento desse esporte na massa proletária de "todo o mundo". E inevitavelmente a participação financeira dos governos interessados em propaganda política. Falar mal da FIFA hoje, ou condenar investimentos com dinheiro do trabalhador, pode destruir qualquer intenção política de um homem. Não é a toa que o orçamento da FIFA para esta copa, está orçado em trinta e oito bilhões. Estamos falando do orçamento oficial que é para Inglês ver. Porém o oficioso...esse o trabalhador não pode ver. Normalmente ele é duplicado ou triplicado.

    Os representantes da burguesia tentam justificar investimentos tão altos, no que eles chamam de Legado da Copa. Ou seja, afirmam que esses eventos trazem toda uma infra-estrutura para a o trabalhador. A prática é diferente. Nos jogos Pan-americanos, a imprensa burguesa divulgou fartamente essa farsa de legado do Pan, e o que vimos no final da contas, no Rio de Janeiro, foi que muito pouco ficou de prático desse investimento vultuoso, e não resta mais nada. Da mesma forma está sendo propagado Legado da Copa. No final das contas, apenas a burguesia sai beneficiada com sua empresas. As empreiteiras são a menina dos olhos dos caciques da política e do capital. Estádios são construídos e reformados sempre com super faturamentos. Rodovias são recapeadas e ou construídas com baixa qualidade, numa maquiagem que não duram dez anos. O importante é o "capital girar". De referência nas mãos da burguesia.

    João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, se referiu aos recurso bilionário como sendo "recursos não contabilizados". Ou seja, recursos oriundo da corrupção. E pasmem, isso é legal!

A ganância da FIFA
    De resto o legado que fica para o proletariado, é o desgosto de volar para casa depois de um pequeno período de euforia, e ver a geladeira vazia. Ir ao mercado e ter que desembolsar três reais  para comprar uma duzia de ovos, que há alguns anos atrás custava sessenta centavos. É ter que enfrentar filas intermináveis para ser atendido num hospital público. É ver seu filho terminar o ensino médio sem saber localizar no mapa do mundo o pais em que mora, devido ao baixo nível do ensino. É esperar por um mísero aumento de salário anual, que logo será devorado pela inflação. Ter que conviver com a violência crescente e proporcional ao aumento pobreza e do desemprego. Conviver também com a violência estatal através do seu braço armado, a policia militar e as forças armadas, como vimos recentemente no Rio de Janeiro.

    De resto, bola no campo e Skol na garganta. Pode ser Antártica, Brahma, Cintra ou quem tiver a propaganda mais arrojada.

    De legado em legado, vive de ilusão o trabalhador. Vive a espera do que não virá, e em sua passividade, ensina a seus filhos a esperar também. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

UMA MENTE BRILHANTE


Ratzinger
Líder católico
ENTRE  A DESILUSÃO E O SONHO

   No ultimo dia 26 de março, o líder da corporação Católica, Joseph Alois Ratzinger ( bento XVI) visitou Cuba. Antes mesmo de sua chegada à Ilha, dirigiu fortes criticas ao sistema politico socialista escolhido pelo povo cubano, logo após a vitoriosa revolução de 1959 que derrubou o ditador  Fulgêncio Batista, apoiado pelos EUA. 
    Em sua crítica à democracia popular cubana, o dirigente católico utilizou de arrogância ao afirmar, que a ideologia marxista "já não corresponde à realidade" e "deve encontrar novos modelos". Fico a considerar sobre qual realidade Ratzinger se referiu. Se a realidade burguesa a que ele representa ou a realidade proletária das massas oprimidas e escravizadas pelo trabalho assalariado. Caso ele tenha se referido a sua própria ralidade e a sua classe, eu até concordo, pois a opulência em que vive com seus iguais é antagônica a realidade da segunda. Que vai de pobre à miserável. 
    Quanto a um "novo modelo" citado, soou mais como uma autocritica, o que eu acredito que não foi, pelo menos deliberadamente. Pois a ciência até hoje só encontrou três modelos de sistemas: O Capitalismo com Adam Smith, cuja máxima retórica do liberalismo diz: "O preço das mercadorias devem descer e os salários devem subir". O que não aconteceu durante duzentos e noventa anos de experiência. Pelo contrário, o que desceu foi a qualidade de vida e subiu a desigualdade e miséria em todo mundo. O segundo sistema, o Anarquismo de Proudhon ainda não foi experimentado. Seria a auto-gestão do homem. Sem governo, baseado na livre consciência. E finalmente o Marxismo, que se divide em duas etapas: O Socialismo e o Comunismo. "De cada qual segundo sua capacidade; a cada qual segundo suas necessidades". 
    Convém lembrar que a ilha Cubana ainda não vive a experiência Comunista, é a penas uma sociedade Socialista. Por esse motivo, eu confesso que não entendi a proposta de mudança. Teria sugerido o avanço para o comunismo, ou a volta da escravidão capitalista à ilha? fico a pensar porque os Cubanos abririam mão do seu desenvolvimento social, e liberdade conquistada a preço de sangue, para retornar a uma experiência fracassada no pais. Seria desejo do dirigente católico o retorno da fome e miséria como no passado? da prostituição generalizada? do analfabetismo em massa? não creio que esse seja um desejo cristão professado pela dita autoridade religiosa. Prefiro pensar que foi um equivoco em sua dialética.
    Joseph Alois Ratzinger  é um homem muito inteligente. Fala seis idiomas enquanto eu mal falo o português. Ele tem formação acadêmica e uma visão de mundo peculiar a função que exerce. Alguns o acusam de Nazista, mas hoje eu prefiro pensar que ele de fato serviu ao exercito de Hitler por ter sido forçado ainda jovem. Acredito que essa não seja sua ideologia. No entanto, ele sabe que não é um santo homem como milhões de fieis imaginam que seja. Ele sabe também que não representa nenhuma divindade mitológica, e que sua função no mundo, hoje, é a mesma dos seus antecessores: Manter a corporação católica no poder e ampliar o domínio da consciência humana, através do medo e da boa fé dos alienados. Por essas e outras, é que ele luta pela derrubada da democracia e liberdade conquistada por cuba e outros povos. Para destruir de vez "um fantasma que ronda não apenas a Europa, mas o mundo. O fantasma do Comunismo". Fantasma esse que ameaça o seu poder, de sua corporação religiosa, e de seus pares.
Karl Marx
Teórico comunista
   São duas mentes brilhantes: Ratzinger e Karl Marx. A diferença entre as duas é que uma representa o velho e ultrapassado, o idealismo capitalista que defende a exploração humana e o escravagismo assalariado. A segunda,  a ciência socialista que desvenda a realidade objetiva do ser, juntamente com o materialismo que o cerca, e o liberta da dependência metafisica do primeiro. As duas mentes, brilhantes, antagônicas, lutam e disputam a consciência entre si. Mas o curso natural da dialética , mostra que em determinado momento do processo, o velho é vencido pelo novo. Como uma folha sem vida que despenca da arvore para dar lugar a uma nova, robusta e viçosas. Espero sinceramente que a mudança sugerida tenha sido para o novo, pois se foi para o retorno do velho, amargaremos um  filme já rodado pela historia, a renovação do movimento dialética do capitalismo. Morrendo os desiludidos e nascendo novos sonhadores.