Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

domingo, 17 de junho de 2012

A ARTE DO CAPITAL NA BOLA

A FARSA DO LEGADO DA COPA
Garrincha e Pelé
o futebol arte

   Confesso que o futebol não é o meu esporte predileto. Eu não jogo bem, e nem tenho aquela paixão de "todo brasileiro". Mas quando o assunto envolve dinheiro público disfarçado de investimento, chama a minha atenção e torna-se passivo de considerações.

    Como nasci em sessenta e quatro, tive que conviver com a euforia da "arte do futebol brasileiro". Essa modalidade esportiva foi se tornando a menina dos olhos do sistema. Tornou-se uma espécie de "ópio do povo". O Brasil era o pais do futebol, aliás o único país que praticava essa arte em campo, pois na Europa, os times organizados já usavam a ciência do uso do espaço físico em campo, bem como a distribuição organizada dos atletas, para responderem com mais desempenho. Para os Europeus, o importante seria a vitória e não o esporte em si. A vitória representava lucro, que por sua vez, significava novos investimentos. 

    A técnica Européia se baseava em laçamento de bolas altas, ganhando rapidamente os espaços em campo. Por sua vez, o futebol brasileiro investia na arte individual do drible, fazendo os torcedores delirarem nas arquibancadas. Os grandes representantes dessa modalidade, foram Garrincha, Pele, Rivelino e muitos outros. Apesar desse estilo representar melhor o esporte, estava fadado a superação pelo simples fato de que, o mundo e a arte se preparava para ser englobado no projeto capitalista de que tudo pode ser lucro. O estilo Europeus venceu, e o Brasil aos poucos foi abandonando sua arte em favor do capital. Foi uma forma de sobrevivência do Esporte nacional.

    Com a "criação da FIFA" em mil novecentos e vinte e quatro, se viu o fortalecimento desse esporte na massa proletária de "todo o mundo". E inevitavelmente a participação financeira dos governos interessados em propaganda política. Falar mal da FIFA hoje, ou condenar investimentos com dinheiro do trabalhador, pode destruir qualquer intenção política de um homem. Não é a toa que o orçamento da FIFA para esta copa, está orçado em trinta e oito bilhões. Estamos falando do orçamento oficial que é para Inglês ver. Porém o oficioso...esse o trabalhador não pode ver. Normalmente ele é duplicado ou triplicado.

    Os representantes da burguesia tentam justificar investimentos tão altos, no que eles chamam de Legado da Copa. Ou seja, afirmam que esses eventos trazem toda uma infra-estrutura para a o trabalhador. A prática é diferente. Nos jogos Pan-americanos, a imprensa burguesa divulgou fartamente essa farsa de legado do Pan, e o que vimos no final da contas, no Rio de Janeiro, foi que muito pouco ficou de prático desse investimento vultuoso, e não resta mais nada. Da mesma forma está sendo propagado Legado da Copa. No final das contas, apenas a burguesia sai beneficiada com sua empresas. As empreiteiras são a menina dos olhos dos caciques da política e do capital. Estádios são construídos e reformados sempre com super faturamentos. Rodovias são recapeadas e ou construídas com baixa qualidade, numa maquiagem que não duram dez anos. O importante é o "capital girar". De referência nas mãos da burguesia.

    João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, se referiu aos recurso bilionário como sendo "recursos não contabilizados". Ou seja, recursos oriundo da corrupção. E pasmem, isso é legal!

A ganância da FIFA
    De resto o legado que fica para o proletariado, é o desgosto de volar para casa depois de um pequeno período de euforia, e ver a geladeira vazia. Ir ao mercado e ter que desembolsar três reais  para comprar uma duzia de ovos, que há alguns anos atrás custava sessenta centavos. É ter que enfrentar filas intermináveis para ser atendido num hospital público. É ver seu filho terminar o ensino médio sem saber localizar no mapa do mundo o pais em que mora, devido ao baixo nível do ensino. É esperar por um mísero aumento de salário anual, que logo será devorado pela inflação. Ter que conviver com a violência crescente e proporcional ao aumento pobreza e do desemprego. Conviver também com a violência estatal através do seu braço armado, a policia militar e as forças armadas, como vimos recentemente no Rio de Janeiro.

    De resto, bola no campo e Skol na garganta. Pode ser Antártica, Brahma, Cintra ou quem tiver a propaganda mais arrojada.

    De legado em legado, vive de ilusão o trabalhador. Vive a espera do que não virá, e em sua passividade, ensina a seus filhos a esperar também. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

UMA MENTE BRILHANTE


Ratzinger
Líder católico
ENTRE  A DESILUSÃO E O SONHO

   No ultimo dia 26 de março, o líder da corporação Católica, Joseph Alois Ratzinger ( bento XVI) visitou Cuba. Antes mesmo de sua chegada à Ilha, dirigiu fortes criticas ao sistema politico socialista escolhido pelo povo cubano, logo após a vitoriosa revolução de 1959 que derrubou o ditador  Fulgêncio Batista, apoiado pelos EUA. 
    Em sua crítica à democracia popular cubana, o dirigente católico utilizou de arrogância ao afirmar, que a ideologia marxista "já não corresponde à realidade" e "deve encontrar novos modelos". Fico a considerar sobre qual realidade Ratzinger se referiu. Se a realidade burguesa a que ele representa ou a realidade proletária das massas oprimidas e escravizadas pelo trabalho assalariado. Caso ele tenha se referido a sua própria ralidade e a sua classe, eu até concordo, pois a opulência em que vive com seus iguais é antagônica a realidade da segunda. Que vai de pobre à miserável. 
    Quanto a um "novo modelo" citado, soou mais como uma autocritica, o que eu acredito que não foi, pelo menos deliberadamente. Pois a ciência até hoje só encontrou três modelos de sistemas: O Capitalismo com Adam Smith, cuja máxima retórica do liberalismo diz: "O preço das mercadorias devem descer e os salários devem subir". O que não aconteceu durante duzentos e noventa anos de experiência. Pelo contrário, o que desceu foi a qualidade de vida e subiu a desigualdade e miséria em todo mundo. O segundo sistema, o Anarquismo de Proudhon ainda não foi experimentado. Seria a auto-gestão do homem. Sem governo, baseado na livre consciência. E finalmente o Marxismo, que se divide em duas etapas: O Socialismo e o Comunismo. "De cada qual segundo sua capacidade; a cada qual segundo suas necessidades". 
    Convém lembrar que a ilha Cubana ainda não vive a experiência Comunista, é a penas uma sociedade Socialista. Por esse motivo, eu confesso que não entendi a proposta de mudança. Teria sugerido o avanço para o comunismo, ou a volta da escravidão capitalista à ilha? fico a pensar porque os Cubanos abririam mão do seu desenvolvimento social, e liberdade conquistada a preço de sangue, para retornar a uma experiência fracassada no pais. Seria desejo do dirigente católico o retorno da fome e miséria como no passado? da prostituição generalizada? do analfabetismo em massa? não creio que esse seja um desejo cristão professado pela dita autoridade religiosa. Prefiro pensar que foi um equivoco em sua dialética.
    Joseph Alois Ratzinger  é um homem muito inteligente. Fala seis idiomas enquanto eu mal falo o português. Ele tem formação acadêmica e uma visão de mundo peculiar a função que exerce. Alguns o acusam de Nazista, mas hoje eu prefiro pensar que ele de fato serviu ao exercito de Hitler por ter sido forçado ainda jovem. Acredito que essa não seja sua ideologia. No entanto, ele sabe que não é um santo homem como milhões de fieis imaginam que seja. Ele sabe também que não representa nenhuma divindade mitológica, e que sua função no mundo, hoje, é a mesma dos seus antecessores: Manter a corporação católica no poder e ampliar o domínio da consciência humana, através do medo e da boa fé dos alienados. Por essas e outras, é que ele luta pela derrubada da democracia e liberdade conquistada por cuba e outros povos. Para destruir de vez "um fantasma que ronda não apenas a Europa, mas o mundo. O fantasma do Comunismo". Fantasma esse que ameaça o seu poder, de sua corporação religiosa, e de seus pares.
Karl Marx
Teórico comunista
   São duas mentes brilhantes: Ratzinger e Karl Marx. A diferença entre as duas é que uma representa o velho e ultrapassado, o idealismo capitalista que defende a exploração humana e o escravagismo assalariado. A segunda,  a ciência socialista que desvenda a realidade objetiva do ser, juntamente com o materialismo que o cerca, e o liberta da dependência metafisica do primeiro. As duas mentes, brilhantes, antagônicas, lutam e disputam a consciência entre si. Mas o curso natural da dialética , mostra que em determinado momento do processo, o velho é vencido pelo novo. Como uma folha sem vida que despenca da arvore para dar lugar a uma nova, robusta e viçosas. Espero sinceramente que a mudança sugerida tenha sido para o novo, pois se foi para o retorno do velho, amargaremos um  filme já rodado pela historia, a renovação do movimento dialética do capitalismo. Morrendo os desiludidos e nascendo novos sonhadores. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O PODEROSO THOR

O Assassino  Thor
filho de Eike Batista
OS RICOS SERÃO PERDOADOS   

    Se bem me lembro, quando eu tinha aproximadamente oito anos, Thor, o Deus do trovão, era o meu super-herói favorito. Fruto da mitologia Nórdica, ele é filho do grande Odin, Deus da guerra, da sabedoria. Senhor de Asgard, seu castelo se chama Valaskjalf.. Odin governa com sua esposa Frigg. Thor era tão respeitado pelos humanos que os próprios Vikings se auto-intitulavam "O povo de Thor". Ele carregava um poderoso martelo, o Mjollnir. Feito pelos Anões, e portava magia. Quando Thor o arremessava contra seus inimigos, ele tinha um impacto de quinhentos mil quilos, e retornava para sua mão em seguida.
    Essas doces recordações da infância, acabam retornando na vida adulta, diante das grandes contradições que nos deparamos dentro da organização social formada pela democracia burguesa. Mitologia á parte, esses Deuses parecem caminhar em nosso meio. O capital, os recria a toda hora,  ele forma e fomenta nosso pensamento e acabamos por traduzir-los em nosso cotidiano. Um exemplo claro disso é o filho do poderoso bilionário Eike Batista, que se considera de fato um Odin, (oitavo homem mais rico do mundo) haja vista que colocou o nome do seu filho com Luma de oliveira de Thor.
    O jovem bilionário não tem la a beleza do Deus do Trovão, muito menos o senso de responsabilidade e justiça esperada de um Deus.  Os veículos de comunicação noticiaram no ultimo dia dezessete de março um assassinato efetuado pelo Thor. Dessa vez não foi com o seu poderoso martelo e sim com um carro Mercedes SLR Mclaren prata. O inimigo? um trabalhador que pedalava pelo acostamento. Wandersom Pereira dos Santos morreu na hora. Ele tinha apenas trinta anos. A lógica pede que dois jovens em um carro acostumados a curtir um som alto, beber e conversar sobre suas aventuras, não tenham atenção suficiente para evitar desastres em momentos cruciais. No entanto.O Jovem "Deus", publicou em seu twitter informações orientadas por advogados afirmando que estava em postura correta ao volante.
O poderoso Thor
filho de Odin
     A imprensa falou que ele era apenas suspeito de atropelamento. A Policia contribuiu permitindo ilegalmente que o carro fosse retirado do local antes da perícia. Foi pedido pela parte, exumação do corpo (porque não se sabe) Bom, comentários à parte, já vimos casos como o de Bruno e Alexandre Pires, também. A democracia de fato existe para quem pode pagar. É assim que funciona o sistema capitalista e não adianta reclamar. Até um Ex-ministro foi contratado para defender o filho de Odin. afinal os Deuses do sistema não podem cair em descredito.
     O que aconteceria se Odin perdesse a confiança do universo? Uma guerra civil com certeza iria se alastrar por Asgard e os subjugados poderiam finalmente assumir o poder com um grito de liberdade.
Existe um conflito na subjetividade do trabalhador. Casos como esses causam indignação. A indignação tem com a revolta uma luta constante pelo domínio da consciência. Uma conciliadora, a outra revolucionária. Só uma delas poderá vencer. A que for mais alimentada. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A ESTRELA FRIA



Grünter Grass Poeta Alemão
O Que Precisa Ser Dito

    Eu decidi postar hoje uma declaração do intelectual alemão Grünter Grass. No pema ele critica o Sionismo Judaico e o Estado de Israel, pelo confronto com o Irã. O governo Israelense declarou neste dia oito, o Escritor e poeta, "Persona non grata", ao Estado Judeu. Como a tradução do Alemão para o Português, pelo tradutor do Google não é perfeita, foi necessário acrescentar alguns grifos: "Por que eu estou em silêncio, silêncio sobre muito tempo, o que é óbvio, e em simulações foi praticado, como no final da sobrevivência. Estamos na melhor das notas de rodapé.
     Alega-se que no primeiro ataque, de subjugados pelos bullies, que organizou e dirigiu a alegria, de que poderia acabar com as pessoas do Irã, porque, no domínio da construção uma bomba é suspeita. Mas por que eu digo para mim mesmo, nesse país, para não chamar pelo nome, (Israel) Nos anos - embora em segredo - uma capacidade de crescimento nuclear disponível, mas fora de controle. Porque nenhum teste é acessível? (à inspeção internacional)  
    A ocultação geral deste fato, que o meu silêncio tem subordinado, eu me sinto como mentira pesada e sou forçado, a pena em vista, mesmo quando  ignorado. O veredicto de "anti-semitismo" é familiar. Mas agora, porque no meu país, (Alemanha)do crime próprio (Nazismo)que está sem comparação. 

    Vez em quando vai ser procurado, e levado para a tarefa, virar e base puramente comercial, embora com lábio ágil declarado como restituição, (Sionismo) outro U-boat para Israel. Ser entregue a especialidade nele, tudo é ogiva devastadora (Acusação de Israel ao programa nuclear pacifico 
do Irã) pode haver direta, em que a existência de uma única bomba atômica não está provada, quer ser, mas como um medo de valor probatório. Eu digo o que precisa ser dito. Mas por que eu me mantive quieto até agora? Como eu disse, minha informação, que parece está sujeito a falha, proibir isso como uma verdade distinta, fato à terra de Israel, a quem eu estou conectado e quero ficar, sendo o esperado. 
    Por o que eu digo agora, é só tinta envelhecida, e último: O Israel com armas nucleares em risco a paz mundial já frágil? Uma vez que deve ser dito o que o amanhã pode ser tarde demais; também porque - como alemão carregado o suficiente- Fornecedores poderia ser de um crime que é previsível, razão pela qual a cumplicidade nossa, nenhuma das desculpas habituais iria pagar. 
   
E assim, eu mantenho não mais, porque eu era a hipocrisia do Ocidente, estou cansado, também é de se esperar. Pode haver muitos livre de silêncio, a causa do perigo aparente, renunciar à violência; - chamada também insistem -que o controle irrestrito e permanente do potencial nuclear de Israel, e as instalações nucleares iranianas por um organismo internacional, seja aprovado pelos governos dos dois países. 
    Só então, Israelenses e palestinos, e mais, todas as pessoas que trabalham nesta região ocupada pelo delírio, poderão viver perto de seus inimigos, e por perto. E finalmente, para nos ajudar." 


segunda-feira, 26 de março de 2012

AS FEMINISTAS E O JOÃO DE BARRO


O João de Barro mata a
companheira infiel
NO 8 DE MARÇO A NATUREZA 
     RECLAMA O QUE É SEU



   O homem ao longo de sua existência desenvolveu e construiu suas relações observando a natureza e seu movimento dialético. Isso possibilitou a passagem da sociedade de um estágio ao outro, em uma construção de natureza qualitativa; apesar das contradições surgidas pela luta dos contrários, que é o quarto princípio da dialética.
    Pois bem, observando então o comportamento da natureza, a cultura popular construiu a idéia de que o João de barro, ao ser traído pela companheira, bate nela até que ela fuja para dentro de casa, que ambos construíram, e em seguida ele fecha a entrada com barro até ela sufocar e morrer. Este macho, como tantos outros na natureza, incluindo o homem, não aceita a divisão de sua companheira fêmea com outros machos.
    Essa é claramente uma luta dos contrários. Pois enquanto o macho exige fidelidade da fêmea, a sua natureza poligâmica exige muitas fêmeas para sua satisfação e prazer. No contraponto, com a inevitável integração dos povos e a constante exigência de uma produção de subsistência cada vez maior, as mulheres têm sido chamadas a participar da construção social, e por isso passaram a exigir a mesma liberdade. Apesar de ser contrario a sua natureza, elas acreditam que também ter vários parceiros estarão se igualando ao homem. O que discorda a Antropóloga e pesquisadora Mirian Goddenber: ”A mulher sofre muito quando acaba entrando numa relação extra conjugal, afinal elas não querem se dividir entre dois amores; diferentemente dos homens que assumem poderem dar conta de duas relações simultaneamente”. (professora de Antropologia da UFRJ)    
    Essa luta teve seu inicio marcado com a “Queima de Sutiãs”, pelas feministas em setembro de 1968. Elas acreditavam que o concurso Miss América era o uso da beleza feminina para a pura e simples satisfação masculina. Na verdade não chegaram a queimar as peças íntimas que também consideravam uma imposição masculina, bem como os batons e maquiagens, pois os seguranças não permitiram. Particularmente não acredito que o sutiã seja uma imposição masculina, mas uma necessidade para algumas mulheres.
    Não se podem negar as contradições do universo feminino. De um lado mulheres querendo adquirir prerrogativas da natureza masculina, como a feminista Helena Ramirez, até sugerindo para que a mulher se torne igual ao homem, e mude seus hábitos sexuais: “A mulher que se submete a fazer sexo na vexatória posição de quatro, está jogando no lixo décadas de luta das mulheres conscientes... ou seja, não vale porra nenhuma”.  Ainda: “... (devem) optar por ficarem por cima para poderem olhar nos olhos dos homens de igual para igual”.  Do outro lado, no diário de uma mulher, Denise relata: “... Resolveram ser liberadas sexualmente, e no final acabam solitárias, amargas e deprimidas pela sensação de abandono... Conclusão de tudo isso: não queimaram o sutiã de uma maneira mais prudente e se queimaram todas”. Laila Reader escreveu no blog UHB: “na verdade a gente só acumulou funções. Se antes cuidávamos da casa, marido e crianças, agora fazemos tudo isso e ainda trabalhamos 10 horas por dia”.
Feminista Helena Ramirez
    O que as feministas trouxeram para as mulheres ao longo das décadas de luta, foi na verdade um acumulo de funções sociais e ódio dos homens.  Ou seja, a mulher não se libertou, mas busca ansiosamente adquirir os privilégios da natureza masculina enquanto ainda não entendeu a sua própria, muito menos as suas contradições. Pular etapas do desenvolvimento social não trará nem liberdade nem felicidade para elas. As feministas deveriam realinhar o seu norte e saber que a verdadeira liberdade feminina só surgirá com a liberdade do proletariado, e em uma sociedade igualitária, a sociedade socialista, que nascerá de um parto sangrento e doloroso com a morte do capitalismo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A UNIR O REITOR E O MEPR

O CARÁTER PEQUENO BURGUÊS DA UNIVERSIDADE BRASILEIRA

O Corrupto Ex-Reitor da UNIR 
José Januário
    Com a subida ao poder da Primeira Ministra Britânica Margaret Thatcher em 1979, se viu a ascensão do Neo-liberalismo em todo mundo, e o declínio dos regimes Socialistas, juntamente com o sonho de uma sociedade de novo tipo. As célebre palavras da Dama de Ferro: "A ganância é um bem". Deixaram claro a natureza e caráter reacionário do novo sistema que ressurgia. A   menina dos olhos do capital inserido nele, seria de fato a Globalização; diferente do que pretendia o Socialismo, que era a internacionalização das economias, permitindo aos países pobres um avanço comum mais justo.
     Com as novas exigências desse pensamento mundial, caia por terra o caráter de instituições que resistiam ao tempo. Como por exemplo, a natureza do pesamento nas Universidades. Essas instituições de caráter Pequeno Burgues nos Países Capitalistas e de Caráter Proletário nos Países Socialistas, começaram a ser engolidas pela ganância do capital; seguindo a deixa da Dama de Ferro. 
     Nos anos oitenta, popularizou-se no Brasil a ideia de que era preciso entrar para uma universidade afim de melhorar de vida. No entanto havia uma contradição. O governo não possuía vagas suficientes para todos os estudantes nas universidades federais. O vestibular sempre foi uma forma de "seleção natural", ou seja, apenas os filhos da pequena burguesia tinham e tem tempo para estudar, e possui bons colégios, garantindo assim uma vaga na instituição. Do lado do governo, o ensino colegial já não oferecia e não oferecem a preparação adequada. Com esse complicador, o capital não dispunha de mão de obra especializada, e em quantidade para sua expansão.
     Foi então no governo do Neo-liberal Fernando Henrrique, que se iniciou na prática, a popularização do ensino superior, e em maior escala com Dilma Rousseff. Com o capital privado tendo direito a ministrar suas idéias à juventude Brasileira, cada boteco pareceu querer ser uma universidade. Começou o vale tudo. A ideia é ganhar dinheiro com esse novo nicho de mercado. A fabrica de profissionais diplomados com nível superior mas com apenas capacidade técnica se espalhou pelo país. Como se não bastasse criou-se o doutor a longa distância, via internet.  Hoje com dinheiro até se comprar um diploma sem precisar cursar uma universidade. O resultado disso foi trágico. Trinta por cento dos trabalhadores desempregados são de "nível superior". O capital conseguiu com a ajuda da imprensa paga, vender em apenas uma década, a falsa ideia de sucesso e felicidade cursando uma universidade . Vendeu um produto que não entregou ao proletariado.
    Seguindo o principio do vale tudo e da ganância sistêmica, juntamente com a desordem institucional do Estado Burguês Brasileiro, Os Reitores das Universidades Federais não quiseram ficar para traz. Praticamente cem por cento das instituições já foram alvo de denuncias de corrupção. A UNIR em Rondônia, com o seu reacionário Reitor José Januário, não ficou de fora. Homofobia, contratação de funcionários fantasmas, desvio de recursos...foram inúmeras denuncias de irregularidade que veio a público; mostrando a ineficiência do atual sistema e sua natureza fascista, fomentada para essas instituições de ensino.
MEPR - Movimento Estudantil
     Como toda ação exige uma reação, os movimentos revolucionários nas universidades, se proliferaram na medida em que o antagonismo neo-liberal se fez reacionário ao extremo. No caso da UNIR, pudemos observar a luta titânica do MEPR (movimento estudantil popular revolucionário), na derrubada do Reitor. O grande complicador, é que o norte utilizado pelo movimento apontou para um imediatismo. Agora a alternância de poder nos moldes da democracia burguesa se faz presente com cinco candidatos: Maria Cristina, Ene Glória, Berenice Tourinho, Júlio Militão, Júlio Rocha.
   A natureza obscurantista pequeno burguesa dos candidatos, já mostra o norte em que seguirá a UNIR. Como afirmou Mao Tsé-Tung: "a ideologia pequeno-burguesa tem um caráter conservador, a sua influência constitui uma das principais fontes do oportunismo...". O MEPR pecou em sua luta por não ter tido em sua orientação, a mudança do caráter mercantilista para o caráter pensante e pesquisador da universidade. Foi uma luta estudantil, artesanal, cotidiana, de interesse moralista e legalista, ao passo que deveria ter sido uma luta politico-ideológica; pautada não só na derrubada do Reitor corrupto, mas na revolução do pensamento e da consciência. Do aprofundamento da discussão em qualidade moral revolucionária do novo homem. Sem o norte adequado, o movimento já pode se preparar para a derrubada do próximo Reitor, em um ciclo vicioso que não abala o sistema, mas desgasta o espírito dos que auferem a luta.





sábado, 11 de fevereiro de 2012

A CRACOLANDIA A PM E O MP

O LUMPEMPROLETÁRIO E O SISTEMA

Uma questão de saúde pública 
    Com o agravamento das contradições em nossa sociedade, no que diga respeito a divisão da riqueza produzida, pode-se ver o aumento do Lumpemproletário. Ou seja, proletários que perderam sua capacidade de produção e se entregaram ao derrotismo. Que não conseguem mais se entender enquanto ser social e histórico.  Isso não é um fenômeno natural, e sim um produto do desfavorecimento econômico do sistema capitalista.
     Esse Lumpem, se aglomera especialmente nos grandes centros de produção, e a resposta do Estado para eles, que deveria ser de satisfação de suas necessidades substantivas, é a força policial.  O que vimos na chamada Cracolândia, em São Paulo, no mês de janeiro, é um exemplo tipico do estado policialesco burguês.
     O MP, Juristas e Políticos, se apressaram a criticar ação do Estado. Até a Presidente Dilma chamou de "barbárie", a ação do adversário político. Denuncias foram levadas a OEA e a ONU. Mas e dai? Vai ficar por isso mesmo. Depois de exaurida a capacidade de produção desse Lumpem, agora ele gera um novo lucro. Ainda que politico.
     Pesquisas apontaram que mais de oitenta por cento da população aprovaram a ação policial. Ora, em se tratando de Pesquisa e História, precisamos analisar sob a ótica crítica de quem pagou para que fosse realizada ou escrita, e com que intenção. A mesma ótica vale para a imprensa. Quem pagou pela reportagem e com que interesse? A quem beneficia? Desenvolver uma visão critica da microfísica do poder, é na verdade uma desalienação.
Violência humana do Estado Burguês
     A ação na Cracolândia (são paulo), ou no morro do Alemão (rio), não altera a conjuntura. O tráfego, inserido no sistema e com tentáculos dentro do Governo Burguês, não é abalado com ação dessa natureza. É preciso levar em conta que o proletário é apenas uma vítima, e não agente provedor. Vale a pena rever o pensamento de Loic Wacquant: [...]  Desenvolver  o  Estado penal  para  responder  às  desordens suscitadas pela desregulamentação da economia, pela dessocialização do  trabalho  assalariado  e  pela  pauperização  relativa e absoluta  de amplos contingentes do proletariado urbano, aumentando os meios, a amplitude e a  intensidade  da  intervenção do aparelho policial  e judiciário, equivale a (r)estabelecer uma verdadeira ditadura sobre os pobres [...]Wacquant 2001
     Segundo os suportes de comunicação, a sociedade aprecia o estado policialesco. Discutindo esse fato com um amigo ele concluiu que a imprensa representa o pensamento da sociedade. Ele apenas esqueceu de um detalhe: A sociedade não pensa. Ela é apenas o fruto de um pensamento em construção.