Escolhemos o caminho da luta ao da conciliação (vladimir llyitch uliánov lenin)

sábado, 12 de março de 2011

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A falácia da pequena burguesia
A FARSA DO MOVIMENTO PEQUENO BURGUÊS

  Creio que muitos de nós conhecemos a história do dia internacional da mulher, comemorado em 8 de Março. O protesto de 1857 em Nova York, a  repressão desmedida do estado, o incêndio na fabrica que matou cerca de 130 operarias. Este fato histórico marcou o início de uma reflexão que perdura até hoje, e é comemorada por todo o mundo.
   Eu não gostaria  de abordar fatos históricos, mas a natureza espiritual da luta pelo fato. De lá pra cá muita coisa mudou. Pelo menos no papel. Leis de proteção e igualdade à mulher foram criadas. As mulheres já contribuem quase que com a metade da produção mundial de bens para a sobrevivência humana. Se ganham mais, se ganham menos, ou igual, é outra discussão.
  O problema universal da luta pela "liberdade da mulher", é que ela se dá enquanto luta pura e simplesmente ideológica, nos círculos parlamentares da democracia burguesa. Quando chega as ruas, já vem orientada pelos altos interesses obscurantistas da burocracia, e com limites. E por que? creio que pelo simples fato de ser do interesse da burguesia, que essa discussão seja travada, dentro da mediocridade que se propõe a pequena burguesia, e seus representantes.
   Alguém já se perguntou porque, e de quem a mulher quer ser liberta? Ora, sensacionalismos a parte, dá para se  perceber claramente uma relativa relação de igualdade no dia a dia das famílias, afora os casos isolados. Se de fato a mulher realmente é presa, seria a que, ou a quem? Parece que o conceito de liberdade que essa luta propõe, se inicia já superado. Pois antes de ser presa ao homem, como se propõe a bandeira, a mulher é presa ao sistema.
   Convém lembrar que a dita "liberdade", deve se dá então enquanto ser, e não enquanto gênero, e por esse motivo não serão leis que a promulgarão.
   O processo parece exigir que se percorra uma longa estrada na formação educacional. O que faz pensar a essa pequena burguesia que a mulher será "liberta", enquanto o proletariado estiver acorrentado nas algemas do sistema capitalista burguês? por certo isso não acontecerá. A luta deveria tomar outro norte. Pois a mulher só será liberta quando o proletariado se libertar. Se os senhores da razão, desejam realmente aquilo que propõem, então que olhem para a revolução Russa, de Outubro. Olhem para a revolução cultural chinesa. Esses são exemplos verdadeiros de liberdade feminina.
   Para se ter uma ideia da falácia dessa bandeira, basta olhar para o apoio da burguesia a essa roupagem púrpura adornada de brilhante. Qual foi o momento histórico em que a burguesia apoiou uma luta de libertação? Ora, a natureza burguesa é cativadora, aprisonista, e não libertaria. Devemos ter o mínimo de senso critico para entender porque, essa fração antagônica da sociedade humana, apoia esse bandeira. E olhar com desconfiança.
   Bom, parece que temos um enigma a ser desvendado. Aonde eles querem chegar?  A euforia liberalista que os resultados produzem, parecem que  rendem lucros financeiros, a uma parcela da média e pequena burguesia, através de suas ONGS, que basicamente comandam a luta, juntamente com alguns partidos da esquerda. Isso acontece aos olhos da esquerda revolucionária, que iludida, segue a reboque no mar de ironias.
   Não se vê em nenhum discurso, a relação da liberdade da mulher, ao da mudança do sistema. Libertar do que? e pra que? se a verdadeira prisão está no modelo da democracia capitalista burguesa. (como já citei)
   Todo ano o blábláblá é um só. "Avançamos muito, mas precisamos avançar ainda mais!". Mentira! basta ver as estatísticas da própria burguesia. A cada ano a "violência contra a mulher" aumenta ainda mais, a despeito das leis e da repressão desmedida, a muitos homens inocentes que são na verdade vitimas da cultura, ironicamente formada pela mesma classe que agora os condena.
Ora, dizem que a liberdade da mulher também passa pela liberdade financeira, mas os libertadores aprovam um salário mínimo de quinhentos e quarenta e cinco reais, enquanto seria necessário dois mil e duzentos reais. Abrem o berreiro dizendo que as mulheres ganham menos que os homens. Eu particularmente tenho observado a grande massa trabalhadora em um nível igual de salário versos função, seja no comércio, ou no funcionalismo público. Gostaria que me dissessem onde se encontra essa monstruosa disparidade. O número de mulheres que compram carro zero, aumenta a cada ano, e em proporção maior que a dos homens. Mas, ainda assim, o discurso precisa continuar porque há interesses a serem atendidos, e pequenos burgueses a serem mantidos com gordos salários. Quanto a massa ansiosa por mudanças, e sem uma orientação revolucionária de fato, segue a onda dos protestos em um belo espetáculo politico.
Libertar a fúria revolucionária da mulher
    De uma coisa podemos ter certeza,  não  será nenhuma ONG, ou lei no congresso burguês. que dará a mulher a suposta liberdade pleiteada. A mulher precisa ser livre, sim. Dos dogmas sectários que  a burguesia  lhe impôs ao longo dos séculos. E só um movimento revolucionário sem revolucionarismo ou democratismo, será capaz de fazê-lo, derrubando o sistema capitalista burguês e libertando o proletariado. Só então, a mulher conhecerá a verdadeira liberdade. E isso se fará também, libertando sua fúria revolucionária, com o fuzil da liberdade em punho. De resto, é só blábláblá

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A LIBIA DE MUAMAR KADAFI

Muammar Kadafi criador do livro verde
AS CONTRADIÇÕES DA HISTÓRIA

   Depois da Tunísia e Egito, já era de se esperar que a Líbia seria a próxima vítima da burguesia internacional sedenta de poder. Sob a égide da inteligência Americana e Europeia, contando também com Israel, grupos pró ocidental foram organizados na região para fomentar uma desobediência civil, afim de provocar reações do governo e envolver a mais reacionária das instituições do capital internacional, a ONU. Promovendo assim sanções e intervenção no país Arabe de seis milhões de habitantes. E claro, promover a queda de Kadafi.
  Muammar Abu Minyar al-Gaddafi. Em 1969, a líbia era um território dominado pelos Americanos. Ricos bordeis, casas de jogos uma intensa prostituição da população feminina. O Rei Ridah, fornecia petróleo gratuito aos americanos em troca de proteção. O então Coronel Kadafi, promove uma revolta nacionalista e assume o poder nacionalizando o petróleo e a industria nacional. Expulsa todos os americanos e Europeus do pais, fecha as casas de prostituições e jogatinas. concede liberdade as mulheres e permite que elas estudem. Cria o Socialismo Árabe, governando sob forma de comitês populares. Kadafi se posiciona como condutor do projeto da União das Nações Africanas.
    O líder líbio de fato promoveu um desenvolvimento em seu país. Não se pode, claro, tê-lo como um revolucionário socialista, pois viveu e também governou para si constituindo fortuna pessoal. Não dirimiu a contradição da exploração humana, apenas realizou um projeto nos moldes da social democracia. Nós comunistas não o apoiamos enquanto projeto de escravidão assalariada ao seu povo, o apoiamos sim, enquanto projeto nacionalista, anti-sionista, e contrário ao projeto do imperialismo Americano. Pretendemos de fato que as massas assumam o poder na Líbia, mas não na atual conjuntura, onde são manipuladas por forças obscurantistas ocidentais.
    Kadafi perdeu o apoio de forças Muçulmanas quando abdicou do financiamento de grupos libertários e Anti-sionistas e começou o diálogo com o Ocidente. Hoje acredita-se que a Al-Qaeda também fomente agitações no país.
    O fato histórico mais interessante, e a grande contradição ocidental, é que a Líbia foi armada pelo próprio ocidente, especialmente pela União Europeia. A Rússia também tem uma parcela do bolo financeiro líbio na compra de armas. Agora, os mesmos fornecedores se reúnem para promoverem uma intervenção no país. Ontem a ONU aprovou sanções econômicas contra o pais árabe. Esse é o primeiro passo na cartilha da camarilha internacional para sufocar e invadir uma nação. 
    O que esta em jogo não é o sentimento humano, sensacionalista, que a mídia internacional está fazendo no tocante a "massacres contra população indefesa", falam em milhares. Ora, o capital internacional está se lixando para as vidas humanas em torno do planeta, afinal de contas já somos sete bilhões, "já tem muita gente". Os exemplos do Iraque e Afeganistão listam bem esse sentimento mais que desumano sentido por eles. Uns poucos milhares não faz diferença para essa corja. 
    O fato dialético, é que a Líbia produz dois milhões de barris de petróleo por dia! Esse arsenal energético provavelmente vai cair em mãos de cartéis Europeus e Norte Americano. É provável que o velho líder Líbio não consiga se manter no poder. Sua deposição, julgamento ou morte, já foi decidido entre os lobos vorazes da reacionária burguesia internacional. Mas estejamos certos de uma coisa, isso não se dará sem um banho de sangue naquela Nação Árabe. Uma guerra civil precedida de uma invasão da OTAN, parece ser fato consumado. Depois de quarenta anos de relativa democracia, a Líbia viverá uma ditadura capitalista burguesa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O EGITO E A DEMOCRACIA BURGUESA

A Falsa Revolução!

   Muhammad Hosni Said Mubarak, o Ex-presidente do Egito deu adeus a seus trinta anos de poder no pais. De 1981 a 2011. Mubarak assumiu o poder após a morte de Anwar Al Sadat, que foi fuzilado por um soldado em pleno desfile militar. A Jihad Islâmica Egípcia assumiu o atentado. Mubarak  vem de uma geração de lideres que teve inicio com Gamal Abdel Nasser. Militar de vertente socialista e com projeto nacionalista. Derrubou o Rei Faruk l em 1952.
   Mubarak fez um governo voltado para os interesses do capitalismo ocidental, contrário ao projeto de Nasser. A parcela da burguesia Egípcia que esteve no poder durante seu governo, acumulou fortunas incompatíveis com a padrão de vida do país. O próprio Hosni, possui uma fortuna calculada em cinquenta bilhões de dólares, espalhados pela Europa e Estados Unidos, segundo institutos de pesquisas contra a corrupção. Dificilmente ele será condenado pelos seus crimes, ou desvios do patrimônio dos trabalhadores Egípcios.
    Os grandes jornais da burguesia, bem como os da esquerda revolucionária, vem tratando o processo de desobediência civil no Egito, como uma Revolução. Isso é falso! não há nenhuma revolução em andamento no pais. O que mais parece é a ascensão da parcela da burguesia que esteve fora do poder  há trinta anos, e vem se organizando politicamente durante esse período. Ela avaliou que seria o momento histórico oportuno para mobilizar as massas, afim de  uma possível derrubada  do governo, após o colapso da Tunísia. A avaliação foi correta e teve sucesso. O ditador deixou o poder no dia 11 de fevereiro, sexta feira.
    Para se ter uma ideia do caráter não revolucionário da desobediência civil no pais, basta observar as declarações dos lideres do processo: "Nós não queremos mudança de sistema". "Buscamos uma manifestação pacífica". Ou seja, os dirigentes pretendem apenas mudar as figuras do governo, é a outra parcela da burguesia que não se beneficiou durante os trinta anos, e agora quer sua vez. O sistema politico e econômico do pais vai continuar, até porque os EUA já declararam que vão apoiar as mudanças, e o império não toma decisões pra perder.
   Algumas avaliações precipitadas, revelam um Egito mais árabe e independente. Apontam para um rompimento de relações com Israel, e o fechamento do canal de Suez. Vamos por parte. Primeiro a sobrevivência e permanência no poder da nova parcela da burguesia que esta assumindo, está vinculada a manutenção das relações com Israel, sem isso, o imperialismo Americano não permitiria sua ascensão.          Segundo, o Egito não possui capacidade de dissuasão militar para fechar o canal de Suez. Apenas Israel, sozinho, seria capaz militarmente, de impedi-lo. E levando em conta que isso afetaria a Europa e os EUA, a tal proposta é inviável, tanto militar como politicamente.
   O que se pode esperar do processo em curso, levando em conta o perfil do dirigente Mohamed El Baradei, do movimento de "esquerda" que provavelmente assumirá o poder, por meio de uma eleição democrática burguesa, não é nada mais do que aconteceu no Brasil com o fim da ditadura militar. Ele levará o pais a uma  abertura ao capital estrangeiro, a desnacionalização da economia o sucateamento da industria nacional, e o continuo empobrecimento do proletariado. Ocidentalizado, fez doutorado pela universidade de Nova Iorque, e sua esposa e filhas vivem em Londres. Caso não seja ele, os EUA e a Europa já devem estar preparando outro. O fato é que o pais será saqueado com um projeto neoliberal. Tanto no Egito como nos países da comunidade islâmica, o que se vê é uma renovação do capital afim de ganhar novo fôlego para novas rodadas de saques. Quem sabe o Irã.
     O grupo de oposição radical Irmandade Muçulmana, seria o único  capaz de se contrapor a um projeto ocidental mais avançado no pais, no entanto, a experiência do Iraque mostrou que os dólares americanos, e uma conversa de pé de ouvido, muda com facilidade os anseios dos grupos mais radicais. As verdinhas nessa hora, fazem a diferença. Conclusão, o fato é que nada mudará na vida do proletário Egípcio.
     Como sempre, as massas são usadas para interesses de classe, suas necessidades e aspirações são ponta de lança para o embate das classes dominantes. O quadro Egípcio assim como no Brasil e em todos os países colonizados  só terá mudanças de fato, quando os movimentos se fizerem ecoar, armando com um fuzil, cada trabalhador.  Só assim, o próprio proletariado poderá definir o nível de liberdade que lhes cabe. Fora disso, é pura utopia!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DEUS A IGREJA E O ESTADO

Tragédia anunciada
A TRAGÉDIA DE PETRÓPOLIS

  A relação entre entre esta trindade não é de hoje. Ao longo da formação da sociedade humana, a burguesia criou um Deus, que criou a Igreja, que santificou o Estado. Essa forma relativa de poder foi responsável pelo atraso tecnológico e sub desenvolvimento, sócio, econômico e intelectual das massas proletárias.
    Para se ter uma ideia do poder dessa relação, a mandatária do país, conserva em seu gabinete uma Bíblia "sagrada". Em troca, as igrejas, diferente do trabalhador, não precisam participar do sistema tributário, Para isso, ela, a Igreja, que possui "autoridade divina", manipula e amedronta a consciência do trabalhador fazendo-o crer que a sua situação de miserabilidade não e culpa do sistema ou da burguesia, mas de sua própria incapacidade, e de que Deus se compraz na submissão do homem ao estado, que é por sua natureza "Divino". Em troca, ele receberá as bênçãos na outra vida. Ela cria uma concepção de caráter afirmativo de submissão. Dessa forma, o proletário passa a crer que sua condição é a vontade de Deus.
   Essa relação promiscua, tem levado ao proletariado a suportar os mais diversos sofrimentos ao longo de sua existência. a mais recente foi a tragédia registrada na região serrana do Rio de Janeiro. Construções sem  devida regulamentação por parte dos profissionais do estado, pelo simples motivo de que o mesmo não possuir estrutura para dar assistência técnica a todos. Crescimento desordenado das cidades, falta de condições financeiras para a maioria dos trabalhadores, o que leva a construir de forma inadequada. Improbidade administrativa do poder público municipal e desvio de verbas para infraestrutura, levaram a catástrofe registrada. A despeito, lógico, do evento natural da tromba d'Água.
    Cinco cidades atingidas: Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro, São José do Rio Preto. Centenas de mortos e milhares de desabrigados.
    Nesse momento a Igreja entra em ação. De um lado procura consolar as almas que sofrem. Do outro coloca o fato ocorrido na estranha vontade divina. Só não culpa o seu eterno aliado, o Estado. Esse por sua vez procura enaltecer o papel da igreja e pedir a compreensão de todo o coletivo social. Homens e mulheres de sinceras intenções, se mobilizam como que um sentimento socialista, de ajuda mútua, que a própria Igreja e o Estado negam, como princípio inerente do ser. No final das contas, os mortos serão enterrados, os vivos consolados, e o novo e vicioso ciclo de poder e domínio se repetirá.
Deus é mera criação do Estado
   Ora, se a divina trindade, Deus, a Igreja e o Estado, não puderam evitar a  tal tragédia, para que eles servem? Será que na verdade a culpa foi de um querubim safado que roubou as chaves de são Pedro enquanto esse dormia e abriu as comportas, despejando toda a água de una só vez? Só pra ficar sorrindo la de cima? Ou onde estava Deus diante de tal tragédia que com todo o seu poder não estendeu sua mão poderosa e reteve a catástrofe? parece que a autoridade divina está em questão. Opa, se a autoridade de Deus pode ser questionada, então temos que repensar  a autoridade de seus representantes, a Igreja. E por tabela, a autoridade do estado.
    Por outra hipótese, o todo poderoso pode em um momento de insanidade ter estado sentado em seu divino trono de ouro maciço rodeado de anjos enquanto observava a tragédia de sua obra inacabada e imperfeita. Se for assim, Então cabe a nós, trabalhadores, corrigir os erros divinos e construir uma nova sociedade proletária. Mais eficiente e menos dependente dos conselhos celestiais e de seus representantes, como o Estado e a Igreja. E que Deus me perdoe mas não vamos nem mesmo convida-lo para a construção da nova epopeia humana.




domingo, 30 de janeiro de 2011

O PERFUME DA DEMOCRACIA BURGUESA

[Peço desculpas aos meus amigos, companheiros, leitores e camaradas pelo tempo sem publicação. As contradições não me permitiram dar continuidade as considerações mais importantes dos acontecimentos da atual conjuntura. Volto a fazê-las próximo ao momento de minha ida à Rondônia]

  Já se passaram oito anos desde que Luiz Inácio assumiu a gerência das atividades de produção do Estado Burguês Brasileiro. Foram anos de penúria para o trabalhador. Não se viu nenhuma conquista objetiva que de fato mudasse a realidade do proletáriado.
   Apesar de apontar uma valorização do salário mínimo em torno de 45%, desde 2002 até 2010 - quando lula deixou o poder -, não se viu mudanças concretas na vida real. O custo da cesta básica ficou em 44,5% do salário mínimo, restando apenas R$ 283,30 para o trabalhador vestir, pagar aluguel, comprar medicamentos, roupas, sapatos..., Em 1940 o mesmo custo era de 40%. Segundo a folha .com, o custo da cesta básica em Janeiro de 2011 já subiu 10% acima da inflação, fruto do resquício da política do governo Lula, que agora, junto com seus asseclas das centrais pelegas, fixaram um salário mínimo de R$ 580,00, quando o DIEESE (órgão do próprio governo), afirma que é necessário um mínimo de R$ 2.092,00, para que uma família de quatro pessoas possam viver com o mínimo de dignidade. O imposto sobre energia elétrica subiu 100%, foi de 7 para 14%. Em outras palavras, Lula teve um governo retrogrado, baseado em uma cultura obscurantista burguesa, de valorização do capital em detrimento da produção. 
   O FMI (fundo monetário internacional), já anunciou as dez economias que mais crescerão no mundo, e o Brasil está fora! Fruto da ausência de compromisso com a classe produtora, o proletariado. Como se não bastasse, a desnacionalização da economia em seu governo, bateu recorde em relação ao governo do neo-liberal Fernando Henrique. Os setores mais desnacionalizados foram: A agricultura, pecuária, industria e os bancos. O varejo e a educação também tiveram a visita do capital internacional. No inicio do governo Lula, eram dois milhões e seiscentos mil estudantes sem universidades públicas. Oito anos depois, no fim do seu mandato, são quase quatro milhões! dos que conseguem bolsas de 50% nas universidades privadas, 90% não concluem o curso por dificuldades financeiras.
   Baseado numa política assistencialista e populista, ele conseguiu manter uma imagem popular de presidente operário, passando o bastão adiante, fazendo seu sucessor. Só não soube explicar, como sendo um operário, conseguiu ter mais de sete milhões em ações, apenas no banco Itaú. Em discurso de encerramento do mandato, Lula reafirmou o caráter do seu governo: "Nunca os empresários e banqueiros desse país ganharam tanto dinheiro!" Agora que já se esgotaram os recursos políticos da atual administração, e precisando perfumar o fétido odor de seu sistema de exploração humana, a burguesia lança mão de sua arma feminina, a Srª Dilma Vana Rousseff, que na prática, não fará nada mais do que dar continuidade as políticas de perseguição ao proletariado, em função de gordos  benefícios para a burguesia nacional e estrangeira.

domingo, 26 de setembro de 2010

O DESFILE DO REACIONÁIO EXÉRCITO BURGUÊS


Ação reacionária do Exército da burguesia.
   No último dia 7 de Setembro, vimos na Avenida Presidente Vargas no Rio de Janeiro, o desfile das forças armadas da burguesia. Em volta, o proletariado com seus filhos, olhavam atentos ao poder de fogo das armas, como se fosse uma diversão. Afinal, não deixava de ser um lazer, tendo em vista que os trabalhadores possuem poucas oportunidades de distração com seus filhos. Entre os aplausos, comecei a relembrar os tempos em que esse mesmo exército seqüestrava, torturava e matava trabalhadores. Seus oficiais, a serviço  da burguesia, promoveram o terror no pais por mais de vinte longos anos. Basta lembrar casos como o assassinato de Carlos Marighella, a tortura e morte de Vladimir Hertzorg. O que os filhos dos trabalhadores presentes, contemplavam, era na verdade um recado a eles: Olhem, cresçam com medo das armas que a burguesia possui, elas podem ser apontadas para vocês se acaso não concordarem com os termos.
    É-nos ensinado na escola desde pequeno que as forças armadas são o braço de defesa da pátria. Mas, que pátria? O proletariado não possui pátria! A burguesia sim. A pátria é constituída pela burguesia, com a burguesia e para a burguesia. Ela é um conjunto de patrimônio, e o trabalhador não possui patrimônio. A dita pátria, organiza esse patrimônio em pequenas instituições criadas para como uma orbita de proteção, para manter  a salvo  o seu núcleo. Como afirmou o filosofo francês Foucault, esse agrupamento de patrimônio são exatamente um conjunto de instituições políticas, jurídicas  militares e religiosas,  que por certo não estão a serviço do trabalhador,  e muito menos de seus filhos. São micro-estados. Dentre esses está a família, que sofre forte uma forte influência das demais instituições no processo de sua formação ideológica.  Então podemos crer que o tal braço armado serve a pátria da burguesia onde o proletariado vive e produz a riqueza para a mesma burguesia desfrutar, tanto riqueza material, quanto intelectual e cultural.  Ele, o exército, é o núcleo duro do estado burguês, e está pronto para dar um golpe, e encerrar à bala qualquer movimento popular reivindicatório que ultrapasse o limite permitido pelo mundo do capital. Os exemplos de seus pares, se propagam pela América latina são muitos: Salvador Allende no Chile em 73, os sandinistas na Nicarágua em 89, e Jango no Brasil em 64. E muitos outros. Contamos ainda com intervenções em grandes empresas para garantir a continuação do lucro em detrimento do valor do trabalhador. Temos como exemplo mais recente a invasão da Petrobrás no Rio de Janeiro.
Vladimir Herzog jornalista
 morto pelo exército 
    O curioso, é que os jovens que vimos desfilar eram exatamente os filhos dos trabalhadores. Ou seja, o micro estado, que é a família, gera os seus próprios opressores - um mecanismo muito inteligente do poder -  seus filhos. Eles servem ao núcleo do estado maior, para reprimir a própria família. Claro que eles estavam ali obrigados a demonstrar o poder do estado a seus  pais. Houve uma época em que essa instituição reacionária obrigava o recruta a jurar que mataria seu pai e sua mãe por lealdade a Pátria.  Tal poder se consegue exatamente porque esse micro-estado - a família -  é refém da grande estrutura que orbita. O estado maior.
    Enquanto esse elo não puder ser rompido, o recado continuará sendo dado todos os anos, no dia 7 de setembro, e ou, quando necessitar. A imprensa burguesa, outro micro estado, se encarregará de divulgar a mensagem de terror ao proletariado de todo País e os seus filhos.
    O velho filme só perderá a sua cor, verde oliva, quando “chegar o momento em que o proletariado não queira viver mais a maneira antiga de exploração humana. E não permita que a burguesia continue a viver na forma antiga de privilégios.”
    Até lá, aplausos!

domingo, 12 de setembro de 2010

LIBERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER



Homenagem a todas as mulheres que decidiram romper com os valores universais da fragilidade feminina, e empunharam o fuzil da liberdade em seus braços, e os lábios de um filho no peito.